Frase de Marco Antonio Ribeiro Coura
CAMARIM E quando o palhaço entrava No centro do picadeiro A plateia delirava... Todo o público aplaudia, A criançada gritava, Era muita euforia! Ele era, afinal, Um artista fenomenal Ninguém mais e ninguém menos Que o Palhaço Alegria, Com todo o seu talento, Com toda a sua magia. Ao ver tamanha energia Que do circo emergia O Palhaço Alegria Alegre também se via. A tristeza em seu peito, Esta era apenas sua, Guardava-a muito bem, Não contava pra ninguém. E após aplausos sem fim Lá atrás, no camarim, O palhaço meditava: “Sei que a arte imita a vida... Mas que bom também seria, No tocante à minha parte, Se ao menos algum dia A vida imitasse a arte”.
No pensador.ai desde