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Frase de R. Matos

A carne foi meu alimento, o meu pecado foi minha fraqueza por você Pelos ares já sentia a putrefação que me cercava a dias Pesado como se carregasse ferro Meu ar estava poluto quase encarregado Olhos longe vazio no infinito, para a imensidão ábdito do espirito Na espera do cair da neblina com a esperança que ela leve tudo Como uma concepção anunciada Pela cimitarra tinha um fim pronunciado Um apelo aos meus ouvidos, que não param de ranger A cada instante meus pulmões fluem e precisam de mais ar Como eu queria que o tempo passasse para a dor sumir Que os prédios da minha cabeça caíssem, para eu levantar e recomeçar Como um peixe fui fisgado, e dependo nas garras do pescador De me devolver a água e voltar a não se perverter Ou ir para o caldeirão sofrer as consequências da minha mazela Como um fantasma vivo alerto aos que restam, o caminho da volta não é vergonha A integridade não me alcançou, como eu queria agora, mas na hora não clamei por ela Humildemente pagarei até o último dia, para com a maior glória que tive de hastear Agora estou terso, sem culpa esperando a brisa da tarde me levar a claridade da bondade.

R. Matos

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Pensador.com

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O tempo é uma forma humana de aprisionar os humanos
Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento
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Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza Com bronca de toda população que ficou da nobreza Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa Invadiram sua casa de devassidão com a população Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina Cravando no peito a moral dessa nação Ainda não acabou é preciso mais revolução Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté Égalité Fraternité.

Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute
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Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute Observando a bexiga, guerreiro mamute Poderia está fazendo qualquer outra prática Mais a inação de se machucar e sarcástica E melhor ver a natureza trabalhar Fazer a vontade do inventor dedilhar Nesta praça poderia ser o sorveteiro O cachorro, a criança ou até mesmo o carteiro Mais o hemisfério como corre E exatamente com e, uma imensa torre Designações e funções, para todos e tudo distintos Na esquina o mendigo com garrafas de vinhos tintos Poderia ser eu nessa conjuntura Sendo mais um nobre da rua, com certeza na amargura Os loucos e escritores pudessem me descrever Um ser alucinatório que só sabe reescrever Um demente incompreendido no alcoice da vivência Esperando como o balão a vinda do seu fim existência.