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Frase de Rodrigo Gael

⁠Os fortes também tremem Naquele dia quando saía, de repente quase sou abalroado por um transeunte Espantado, parei e pasmei! Diante o belo exposto a minha frente, senti-me diminuto Tremi! Numa sucessão de palavras desencontradas tentava que não percebesses o meu desnorte Tu, desportista, belo e sedutor para brincar O sorriso nunca negado embebecia meus olhos Não te imaginei ser de lá Também não conseguia imaginar, apenas admirar tanto fulgor Foi quando - ao lá ir - para minha surpresa, me recebes com o teu sorriso Aquele sorriso de quem parece querer dizer mais, e não dizemos Nossa intimidade se torna maior e, melhor consegues olhar-me nos olhos Não tenho dúvidas que sabes o que sinto Ou será mais uma tolice do meu ingénuo coração? Sinto-me abraçado e deixo que assim seja Num olhar que abraça, nos buscamos Reluto, digo ser utopia! Não posso voltar ver-te Vivo de certezas: como no amor tudo é incerto... E se não der certo? E se der? E se... Ok! Estou na fase em que se descobre que os fortes também tremem

Rodrigo Gael

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Pensador.com

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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido
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⁠Boneco feito de nadas Com as mãos cheias de nadas Acordo dum sonho dorido Tentando repor em meu mundo Pedaços inteiros de nadas Acordo e durmo Durmo e acordo Nas mãos trago todos meus nadas Sozinho e sem nada Atravesso outro dia Querendo montar peça a peça Desse meu monte de nadas Meu coração que é tolo Insiste e bate por nada Lá dentro do peito essa dor Que continua, doendo por nada Sem nada acordo dum sonho E tento dar vida ao boneco Feito de montes de nada É meu coração, esse tolo Que sofre por nada e por nada Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa Rodrigo Gael - Portugal

⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão
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⁠AS CEM CADEIRAS Á mesa do bar que é sábado Cem cadeiras dispostas ocupam o vazio salão E uma só sendo usada Sou eu que bebo sozinho Mais uma cerveja sem álcool Que triste sina essa minha Boémio de noite, perdido no dia E hoje o que só me restou São cem cadeiras dispostas em todo o salão Inertes guardando fantasmas Lá fora o sol brilha Cá dentro o negro atordoa Noventa e nove me olham E uma só ocupada Rodrigo Gael - Portugal Arq. Biblioteca Nacional de Lisboa