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Frase de Alice Vaz De Barros

⁠Quero falar-te de uma palavra que abre asas e te agasalha. Quero que nela encontres o amor e que ele te eleve nas alturas a cada madrugada, buscando no orvalho quente do gemido das flores, o fruto fecundado pelo sol. Quero que ela seja como uma melodia ecoando de um belo stradivárius, cujo exímio violinista, afina em idiomas resplandecentes. Queria morder suavemente os lábios deixando escorrer a palavra que grita na minha garganta nua e guardasses sementes de sésamo para que abrisses todas as portas como que por magia. Queria que em cada sorriso prendesses o teu olhar ao meu e ao invés da menina dos olhos, rosas brancas me ofertasses para veres a minha alma desabrochar. Quero fazer desfilar esta palavra dentro de ti, para que a contemples, que ela inflame e seja derramada que te inspire com ardor e te traga a cada manhã a vida de quem espera e sabe aquilo que planta. Quero apenas ouvi-la com a tua doce e suave voz pronunciada com um sorriso, em letras bem magistrais de preferência maiúsculas. Quero senti-la forte como o amor que ecoa no teu sorriso a leves por todo o mundo e a cantes em melodias vertendo-a como uma seiva fresca, perfeita. Abro a boca do meu céu, e como chuva em solo celestial, só me cai da alma, o som da palavra PAZ a latejar e entrego-ta. Alice Vaz De Barros

Alice Vaz De Barros

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Pensador.com

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⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos,
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⁠Deitamo-nos levemente na cambraia dos nossos sonhos e adormecemos, deixamos acesas todas as luzes de todos os nossos próximos dias, deixamos tocar a nossa música para nunca a esquecermos, cavamos um buraco bem fundo para enterrar em nós a eternidade a cada anoitecer, e a cada despertar, desenterramos o tesouro da excelência que nos habita para vivermos o nosso para sempre.

⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol
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⁠Turbulentos, débeis e dilacerantes estes momentos que vivemos, cuja dor, nos sonega este sol que se veste deste inverno, tardio em retirar-se, resoluto em permanecer, na expressão sôfrega das nossas almas apoquentadas por este vírus. Visto-me de silêncio, para agasalhar as palavras que guardo, para que não morram e arranco à memória alguns sorrisos, para enfeitar os dias desta aflição. Há choro na voz da esperança, morte a circundar-nos, pelos soluços que nos invadem, nestes resquícios cancelados. Bebo a água de todas as dores e fervo uma oração de ventre rasgado, abandonada aos teus pés Senhor. Desço às águas tranquilas, que nascem na claridade dos dias, na quietude do sopro matinal e abandono-me inundada pela Tua Luz. Permaneço aonde os passos caminham em compasso, na mesma direção, acompanhando todo o batuque do ritmo desta vertente sintonia. Adormeço a dor do peito, limpo a chuva de todas as lágrimas caídas no chão da alma, para renascer no corpo de uma flor cujo viço revigora e me presenteia a vida com o milagre de todas as esperas. E para sempre haverá de renascer na bravura dos dias um eco de esperança que permanecerá em uníssono no imprevisto e todo o nosso existir. Alice Vaz De Barros