Frase de Ricardo Pasqual
O BOBO CURINGA Minha confusão… Oh, sim! Doce confusão! Aquela amiga chata da minha solidão Filha do caos infinito do eu Por que fui forjado com essa mente tão desarmônica e repleta de pensamentos? Pensamentos que gritam e esperneiam Dançam sem fim Sem cansar Como crianças a brincar Meu corpo não aguenta Mas os pensamentos não se importam Só querem dançar Pensamentos quebrados e caóticos Às vezes perdidos em forma de versos Versos tão desestruturados como meu âmago dessintônico Pensamentos de gênio rebento Sempre querem ser os primeiros Não deixando um terminar, Pra outro começar Será que me perdoas? Malditos pensamentos! Será que você sente com os sentidos Ou sente com os sentimentos? Malditos pensamentos! Não há suspiro em forma de fumaça, Não há tisana amarga que lhes expulsem… Só fazem tomar ações tolas, Sem significado Atos que executam um dominó de tolices Atos que te colocam em outros braços Atos que não sei ao certo consertar Se é que tem conserto Se é que precisam de um remédio, De um remendo… Malditos pensamentos! De novo… De novo! Não resisti à tentação… Talvez precisasse desta imbecilidade pra ter certeza daquilo que já tinha A possibilidade de ter perdido minha alma… Ah! Outro pensamento se meteu na frente! Será que me tornei um fantoche? Será que me enrolei nos fios? Será que enfim me tornei uma das marionetes que tanto desdenho? Mas agora cansei de lamentar Só quero ver a história continuar E que a realidade, Dessa vez, Alcance a imaginação Chegue aonde imaginamos Mas por bobagens não concretizamos… Ah… pensamentos… Já nem mais os chamo de malditos Já me conformei com esses rebentos rebeldes Mas eles, que acompanham todas as possibilidades, Todas as probabilidades, Me impedem de descansar Só queria desligá-los por um pouco Como que num toque de um botão Algo que fizesse sossegar este bobo curinga que vaga pelo mundo E enfim descansar Adormecer Sem me preocupar em levantar…
No pensador.ai desde