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Frase de Marco Antonio Ribeiro Coura

DESTINO Sou uma simples estrada Como tantas por aí. Quantas pessoas passam Diariamente por mim Vindo daqui e dali Seguindo a sua jornada. E HOJE, NO PERÍODO MATUTINO, PASSOU POR MIM, APRESSADO, UM CATIVANTE MENINO. Alguns andam por aqui bem sossegados Outros fazem seu percurso, preocupados. Uns preferem ir sozinhos, caminhando Outros passam por aqui sempre em bando. Alguns vêm de bicicleta, De carro ou motocicleta Outros passam apinhados Em ônibus superlotados Todos cumprem, enfim, sua empreitada Cruzando por esta velha estrada. E HOJE, NO PERÍODO VESPERTINO, PASSOU POR MIM, APRESSADO, UM CATIVANTE MENINO. No trajeto há aqueles que namoram, Tem aqueles que mendigam, Também aqueles que oram. Alguns seguem desconfiados E outros bem-humorados. Alguns cruzam desatentos Usando fones de ouvido. Outros seguem tão festivos, Fazendo vasto ruído. É tanta gente diferente! Alguns vão, mas também voltam... Outros apenas seguem em frente. E eu, uma simples estrada, Inerte e introvertida, Fico só a observar... É esta a minha vida. E AO CHEGAR A ESCURIDÃO PALPITA O MEU CORAÇÃO: QUAL HÁ DE SER O DESTINO DO CATIVANTE MENINO?

Marco Antonio Ribeiro Coura

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Pensador.com

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(In)sanidade Alguns dizem que sou são… Outros dizem que sou louco… Todos eles têm razão: Sou de cada um, um pouco.

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RIO Tal como um constante rio Ora calmo, ora bravio Eu vou seguindo o meu curso... Meu destino é alcançar Em algum momento e lugar A imensidão do lindo mar No caminho há remansos E momentos de harmonia Mas também há cachoeiras, Rochedos e ribanceiras. Muitos são os desafios Que eu tenho enfrentado... E tantos são os problemas Que eu tenho contornado. Mas há também as alegrias Que inundam meus belos dias E vou seguindo, sem parar Quer apressado ou devagar Como um constante rio Em busca do lindo mar.

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Navegando até o céu Construí meu próprio barco É um barquinho de papel… Como ele é bonito! Basta eu fechar os olhos Que ele cruza o infinito E navega até o céu. Então te entrega o meu beijo E me traz o teu abraço… E rema por este rumo Com tanta intensidade… O meu barquinho tem nome, Eu o chamo de SAUDADE.

CAMARIM E quando o palhaço entrava No centro do picadeiro
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CAMARIM E quando o palhaço entrava No centro do picadeiro A plateia delirava... Todo o público aplaudia, A criançada gritava, Era muita euforia! Ele era, afinal, Um artista fenomenal Ninguém mais e ninguém menos Que o Palhaço Alegria, Com todo o seu talento, Com toda a sua magia. Ao ver tamanha energia Que do circo emergia O Palhaço Alegria Alegre também se via. A tristeza em seu peito, Esta era apenas sua, Guardava-a muito bem, Não contava pra ninguém. E após aplausos sem fim Lá atrás, no camarim, O palhaço meditava: “Sei que a arte imita a vida... Mas que bom também seria, No tocante à minha parte, Se ao menos algum dia A vida imitasse a arte”.