Frase de Maria da Penha Boina Dalvi
O dia em que as palavras se calaram Hoje sou terra sem chuva, sem brisa, um campo onde a semente se perde. O verbo me olha de longe, indeciso, e o silêncio, de súbito, me fere. A máquina observa, ávida e fria, cataloga, prevê, analisa. Mas não há código que resgate o dia em que a alma recusa a brisa. Nenhum cálculo encontra o caminho por onde o mistério da criação se lança. Não há padrão que ensine o destino do verso que nasce só na bonança. Sem inspiração, sou sombra dispersa, um eco no vácuo do próprio existir. A IA me observa, mas segue imersa num mar de dados sem me atingir. Que descanse a pena, que cesse o intento, não há atalhos para o renascer. Pois só no abismo do desalento é que a poesia volta a viver.
No pensador.ai desde