Pular para o conteúdo

Frase de Cleison Rocha de Melo

A flor rara no planalto central No momento crucial esse homem descia a avenida em busca dos olhos do outro que não eram os olhos do observador , sentiu o retirar da tampa de sua cerveja com suas mãos suadas e trêmulas, ao esperar de um som rasante, um tilintar que não vinha em sua mente, pensando no passado e nos momentos vivenciados a um tempo, e olhava para si mesmo procurando no outro a sua identidade , ou qualquer naco de um tempo de uma pulsar que se explode do nada e do outro, na aurora de um dia que nunca existiu na sua plenitude, mas sempre com um alvorecer voraz de mostrar o mesmo, enquanto o outro objetado na sua absorção das nuances que se encontravam naquele mesmo momento, a ideia de sobejar e fazer um alvoroço voraz, as siluetas dos olhos amargos cravos nas constelações perdidas, na fugaz lembrança de um poeta morto por seu próprio eu que não era o outro, cantante pelas pradarias de um novo orvalho nessa selva de pedra que fulmina no final quando se curva pela idade e pelo tempo atomizado, na penalidade das tristezas que geram penumbras, de sonhos em espirais cantantes de um sonho noturno, que fragrâncias surgiam gritantes, criva na alma e no corpo rente a um poste claro na cidade, com os perfumes, com todos os matizes de cores e tudo mais que se possa acontecer em uma noite em que o melhor seria não deixar que outro existisse, pois a condição do mesmo já não era melhor do que o mundo que se via lá onde as impressões passavam soltas, havia um certo de entendimentos sobre o que busca a luz quando alcança as trevas, em superação ao mesmo que se encontrava perdido e se encontrava no outro que não era mais o mesmo, de antes de passar por tantas provações do seu ser em si que a si não mais se pertencia, quando o sonho não podia mais ser pronunciado pela penumbra do amanhecer, que ainda tarda em quedar e vir a ser o que não é mais que uma noite com seus perfumes fugazes, de uma busca de um quero mais da noite que ainda pra alguns parece estar apenas por um triz de um sobejo maior, ainda sentindo entre os dedos um prazer de sentir até a ultima gota daquela que seria a primeira e ultima cerveja, mas não tão simples e perdida como seria para o outro, que ainda não conhecia o múltiplo no único que devassava os prazeres de muitas noites incessantes, por não ter tido o outro mais que muitas replicas do que já existia, e não se comprometia mais com a razão do que com o motivo do ser e estar de muitas replicas que não levavam os pés soltos no ar dançantes daquele que olhava por todos os lados, os mortos que caminhavam bebiam e dirigiam seus carros como filas de uma grande minhoca bestial, os olhos do observador não era mais o mesmo, mais o outro que ainda com sua cerveja olhava como tantos bebem e morrem e tantos outros dirigem seus carros e morrem e como os que ainda ali se alimentavam como animais em um grande curral onde a eficácia e eficiência maquinal anulava o outro, que nunca existiu ou vai existir pois o momento não era propicio para a busca do eu e nem tampouco do outro que mudava constantemente de análise, para todos buscarem o seu eu mais próximo do que um outro que morria a cada segundo, lento num maçante e repetitivo momento de ter sempre a presença do que a eficácia e a mecanização dos que ali comiam como vermes putrefatos, perdidos na noite em um almíscar de tudo que mudou no sentido de não mais buscar o momento certo, mas sim qualquer fosse o prazer enfadonho do perder de suas vidas tolas, por motivos imbecis e ineficientes para deixa-los por um outro lado do universo, onde não teria mais nada de novo ou de perpendicular ou paralelo, mas sim de um desfecho de perdida de uma vida toda nos olhos fundos que se apresentavam no momento de não ser mais o que deveria ter sido, por toda uma vida de perda, de um outro que não é mais o mesmo que já havia no olhar de um

Cleison Rocha de Melo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Cleison Rocha de Melo

Lá fora a chuva cai Fria, em uma manhã anti sonora Em uma cidade que descansa
Continuar lendo

Lá fora a chuva cai Fria, em uma manhã anti sonora Em uma cidade que descansa Do ronronar de feras terríveis Cruéis sem coração, quente ou frio. Ou melhor, coração têm. Mas não sentem um só único sentimento Bom ou mal interferindo, se ferindo. Retroalimentando a ganância do capital Ainda me lembro de como eram as manhãs Manhas lindas de sol, desnudando tudo. Ao alvorecer em todas as nuanças Como um desenrolar de uma pintura Que dos mais pasteis dos tons possui; Agora não! Vem uma fera sem coração Como um míssil maquinal maquiavélico Composto de fluidos e metal. De cores berrantes, como antes havia os matizes. Mais perfeitos de todo tipo, borboleta, Flutuantes calmas anti- sonoras Agora só o estrondo da fera desembestada Em um poste elétrico tirando uma vida Com o caos sonoro já não mais se dividia as vísceras De quem era o mestre daquela pobre fera Sangue e carne se retorcem em metal O capitalismo retroalimentando Ferindo interferindo quente ou frio, Coração, cruéis. Ferindo interferindo quente ou frio, Coração, cruéis. O capitalismo retroalimentando Sangue e carne se retorcem em metal De quem era o mestre daquela pobre fera Com o caos sonoro já não mais se dividia as vísceras Em um poste elétrico tirando uma vida Agora só o estrondo da fera desembestada Mais perfeitos de todo tipo, borboleta, Flutuantes calmas anti- sonoras De cores berrantes, como antes havia os matizes. Composto de fluidos e metal. Como um míssil maquinal maquiavélico Vem uma fera sem coração Que dos mais pasteis dos tons possui; Agora não! Como um desenrolar de uma pintura Ao alvorecer em todas as nuanças Manhas lindas de sol, desnudando tudo. Ainda me lembro de como eram as manhãs Retroalimentando a ganância do capital Bom ou mal interferindo, se ferindo. Mas não sentem um só único sentimento Ou melhor, coração tem. Cruéis sem coração, quente ou frio. Do ronronar de feras terríveis Em uma cidade que descansa Fria, em uma manhã anti-sonora Lá fora a chuva cai

Contemplação A solidão é como uma brisa... Que aflige a alma do poeta...
Continuar lendo

Contemplação A solidão é como uma brisa... Que aflige a alma do poeta... É a calmaria do mar... Que tanto prejudica a pesca... Talvez comparável a lua... A lua que pousa no ar... E só faz chorar na lua... Na lua... lua da escuridão... A lua que foi dada... Para apaixonados Magos, cosmográficos... Bruxos e revoltados... Poetas admiraram... Comporão se apaixonaram... Tocaram e amaram... Sem nunca lá está... E mesmo assim eles... Se sentiram lá...

O sistema estamental da sociedade capitalista contemporânea, ou o topo do mundo está mal interpretado por pensar na resolução de suas definições por um triângulo simples, pois está inserido num processo ainda mais ambíguo, além do esboço Matemático e definição apropriada pura e s…
Continuar lendo

O sistema estamental da sociedade capitalista contemporânea, ou o topo do mundo está mal interpretado por pensar na resolução de suas definições por um triângulo simples, pois está inserido num processo ainda mais ambíguo, além do esboço Matemático e definição apropriada pura e simplesmente das ciências exatas por assim dizer, ao qual se utiliza amplamente em qualquer atividade analítica incluindo o presente descrito. O topo do mundo é elegível por seres não como violinos estradivários em grau ressonante sonoro em graus proximais decimais de afinação, é, sobretudo sim, mas principalmente como pano de fundo para rabecas que ousaram afinações proximais reais de estradivários. A esses sim senhores do topo já que quando se está na região proximal ao cume tudo fica mais difícil. Pequenos solos de rabeca em meio a estradivários. Surgindo em qualquer área assim como o sistema estamental poderia descrever a ordem de importância, ou o capital define a classe de representação da pessoa, mas, sobretudo os do topo do mundo surgiram dos campos e construções emergiram das varandas onde se tem roupa quarando, becos e vielas escuras com velas acesas, e sublimes em si como uma flor única e rara surgindo no meio do asfalto, e ninguém sabe ao certo quanto mais aquele ser pode ser o Excelsior em ser.