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Frase de R. Matos

Existia a solidão de um destempero da saudade Como nas molduras da catedral, era aplainado toda sua confusão mental Ficou muito tempo ao ermo largado que nem lembrava mais como era ter alguém Sua cabeça explodia em seus entendimentos, de como agir no seu interior O vazio os dominava nós dias de domingo entre o nada ou ter tudo que queria Parecia fácil essa escolha, mais no fundo sabia que por mais que queria não era sua vida Um derrotismo ao quadrado dominava seu coração Entre a cruz e a espada deveria seguir a glória ou o sofrimento Sua escolha não foi fácil para ele não, um sim ou não o mudaria sua sentença Entre dois caminhos a sempre duas medidas, a descida ou subida a volta ou ida A complexidade de ideias se misturavam com o que já havia passado O vazio nunca poderia se torna uma opção, a morte seria até anestésico nessa ocasião Mas as vidraças do seu coração foram estilhaçadas, o mundo aos poucos fugindo no normal e voltando a realidade Pediu as estrelas orou e ignorou a fome por escolhas em sua mente confusa e peito atordoado Que a história sirva de lição para os que viram, nem tudo deu certo precisava de um abraço Azoado destruído emocionalmente, a depressão o dominava é a cada dia estava sendo engolindo Há saída praticada, abandone seu estado de automação como um ninja pelas sombras espancar seu desterro Nesse momento o melhor e conseguir sair vivo, o ritmo mundano exige demais para aqueles que não foram feitos para ele Venceu o que não se via, como uma máquina digeriu o gosto amargo da misericórdia dos homens Desonrado pela solidão passou seus dias, mais um dia a chuva acaba e se a letargia não ti levar Pode ter certeza um dia as nuvens irão abrir é o céu vai clarear.

R. Matos

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Pensador.com

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Eu vi renascer o dia na terra de Debret A boléu da bastilha, comemorado a cabernet A tela com as cores de Monet mostrando o parlamento Os sopros de alegria das crianças se perdendo a barlavento Luís XVI não foi capaz de segurar seu proveito O clero, o iluminismo abalou o ar rarefeito A economia caiu, porque de muito que excedeu a realeza Com bronca de toda população que ficou da nobreza Surgindo as cores da guerra perdida na alma francesa Absolutismo aqui não, o levante com suporte da turma burguesa Invadiram sua casa de devassidão com a população Exterminando a monarquia, com os jacobinos e a constituição O fogo é o artifício queriam se impor pela cortina A ser suspeitoso de traição já para a guilhotina Cravando no peito a moral dessa nação Ainda não acabou é preciso mais revolução Precisamos dar as crianças um estado de melhor opção Coletas e cobranças e desvairado, precisam do comitê da salvação Trilhando nova frente, trazendo na bandeira liberté Égalité Fraternité.

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Um balão vagava pelo rocio Como se um dia pudesse chegar ao lácio Pairam ideias com fim intricado e azimute Observando a bexiga, guerreiro mamute Poderia está fazendo qualquer outra prática Mais a inação de se machucar e sarcástica E melhor ver a natureza trabalhar Fazer a vontade do inventor dedilhar Nesta praça poderia ser o sorveteiro O cachorro, a criança ou até mesmo o carteiro Mais o hemisfério como corre E exatamente com e, uma imensa torre Designações e funções, para todos e tudo distintos Na esquina o mendigo com garrafas de vinhos tintos Poderia ser eu nessa conjuntura Sendo mais um nobre da rua, com certeza na amargura Os loucos e escritores pudessem me descrever Um ser alucinatório que só sabe reescrever Um demente incompreendido no alcoice da vivência Esperando como o balão a vinda do seu fim existência.