Frase de RENATO JAGUARÃO
Poeira Só o que me basta. Se o que tenho no meu rancho é pouco, Não sei o que é muito, então. Tenho a China mais linda do mundo, Parceira do chimarão. Tenho um cavalo de lei, As ensilhas de patrão. Um campo não muito grande, Mas tem mangueira e galpão. Ando sempre de bombacha E a velha boina encarnada. Gosto de penca e bolicho, Me agrada a genetiada. Demais não me falta nada, Nasci pra lida campeira. Deus, ainda de regalo, Me fez nascer na fronteira. E no dia que me for, Que o home chamar pra perto, Me enterre de bombacha Na terra a campo aberto. Assim que voltar de novo, Pois creio na encarnação, Já tô perto da querência, E fardado de peão. Guarde todas minhas ensilhas, Apetrechos e meu catre, Cuidem bem do meu galpão, Minha bomba e cuia do mate. Sei que volto pra querência, Pro velho fogo de chão, Pra lidar com a cavalhada E seguir a tradição. E se acaso eu não volte, Alguém siga meu legado, De gaúcho de peão Pra lidar no campo com gado. E lembre que nessa terra, Pros lados dessa fronteira, Sempre haverá um gaúcho, Rancho, galpão e mangueira. Renato Jaguarão
No pensador.ai desde