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Frase de May Lu

E ela ficou em silêncio Ao som do vento... Que se revelava um menino serelepe Despenteando tudo a sua volta Sapateando descalço Entre delicado e arredio Deixava nesgas de esperança nos passos Ela podia sentir sua gargalhada Espalhando no ar um cheiro de flor quando sorri E em redemoinho coloria todo o quintal do mundo Movimentando nuvens mágicas pelo céu Com as cores que eram sós dela... Um estampado céu de borboletas. É nesse instante que ela agradece E abre os braços para uma prece. Numa serena felicidade distraída Deixou-se embalar na ternura do momento Pois esses dias não são frequentes, Acontecem muito raramente! Dias assim tem sabor E deixam na alma um suave gosto de mel. E então, o vento tocou de leve sua face Num suave beijo de despedida. Beijo assim... É feito de algodão doce! Ela tocou a face com as mãos E deixou-se ir... Estava na hora de voltar para seu refúgio E o vento prosseguiu em seu giro pelo mundo. Entretanto, Já não tinha mais jeito de menino serelepe! Deixou atrás de si os devaneios, Ganhou outros aromas, outros movimentos, Deslocando-se agitado. (Nada é pequeno quando se prova a ternura do vento)

May Lu

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Pensador.com

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Amo como criança De jeito simples rasgado
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Amo como criança De jeito simples rasgado Sem medo Sem segredo Amo de olhos vidrados Sem restrições Sou criança crescida Que ainda chupa pirulito Masca chiclete Fazendo caras e bocas Estourando bolhas no rosto Mas não deixo de crescer Sai a criança Chega a mulher A esposa mãe Companheira... Cheia de cuidados De amor Amando como Mulher-menina que sou ou Menina-mulher Não preciso entender Só preciso amar como criança.

Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia
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Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia Posto o que já é cinza não nos queima mais Então porque fazer disso uma mágoa? Espalhemos as cinzas com leveza Desatemos os laços do passado Deixando que seja levado aos ventos Para colhermos paz e amor Plantemos pitadas de doçura Sobre as energias negativas É cansativo demais Ocupar nossos corações Com coisas que não mudam Com pessoas de espírito pequeno Olhemos os gomos do tempo A beleza de um entardecer A majestade de um amanhecer São linhas tão rápidas Tão diferentes Nunca as mesmas! Espaços de luz e sombras Que condicionam todo o esplendor A suntuosidade dos intervalos Saibamos aproveitar o néctar! O sabor está na transição A vida continua... ensina-nos Tudo muda! Acreditemos que podemos E devemos fazer diferente Melhor... Sem medos Com a alma leve Renovada! Com o coração aberto Espalhemos as folhas do outono Aproveitemos os espaços do tempo O importante é caminhar Continuar a travessia Abrirmos os braços ao que está por vir Semeemos hoje as sementes Para colhermos as flores do amanhã Da primavera que há de chegar.

Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo
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Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo E bordá-las em cores de seda Ser poeta... É sentir a solidão e o silêncio Que há no interior das pedras E abrigá-los dentro dos versos Ser poeta... É desvendar os mistérios que se abrigam No interior das pálpebras do tempo E dar asas à imaginação Ser poeta... É procurar novos caminhos Para a cegueira da humanidade E libertá-los da escuridão Ser poeta... É rasgar o fundo da terra Onde se aninham todos os segredos E despi-los em cada verso de um poema Ser poeta... É abranger todos os horizontes E não ter medo de voar Ser poeta... É virar a alma do mundo do avesso E contemplar a poesia Ser poeta... É ver o mundo sem janelas.