Frase de Rafael Chiobatto
Me criei, assim, baldoso. Meu pêlo, nunca viu tôso. Meu lombo, não prova de arreio... Na boca, sem gosto de freio; Trago por recordação: Relinchos do meu rincão Que quase parto no meio! Ecoados pelo vento... Andarengo e pacholento Que mistura o cabelo da china E faz chorar a retina Empoeirado e cinzento Não me enganas com teu pranto! O vento, nunca foi santo Sempre espalhou pelos canto Agouros e maldições Histórias velhas e canções Que eram parte de segredo E me fez desde cedo Valorizar um estouro; Endurecer bem o couro E da vida não ter medo. Andei recorrendo a pampa Sem rumo e sem parador Como abelha sem achar flor Como sarna que não tem cusco E de tanto pialo e susto Hoje, já falquejado das voltas Anseio um pago repouso Não há de faltar... a mim, um poso Mas que fique salientado Que mesmo cansado e maduro Sou o mesmo queixo duro! Sou o mesmo APORREADO!!!...
No pensador.ai desde