Pular para o conteúdo

Frase de May Lu

Ontem eu fechei os olhos Precisava olhar nos olhos de Deus E pedir-lhe uma benção... Através dos seus sete olhos Que a tudo vê! E pela falta da possibilidade De estar olhando nos olhos do meu filho Que minha visão excedesse o tempo À distância... Encontrando assim o olhar do meu filho Voltado para o meu Senti uma luz vindo de dentro de mim Que me envolvia E ultrapassava as barreiras Então olhei dentro dos seus olhos No âmago furacão de sua alma Vi tantas perguntas sem respostas Muitas das quais eu também não às tinhas Eu sei que da vida muitas coisas eu vivi E que muitas das minhas dores Eu resolvi num abraço, no braço Em silêncio ou no grito Compreendi que não sou fraca E nem feita de aço Sou apenas eu, a mãe, a filha A irmã, a esposa... A vida! Sendo vivida A minha bagagem é esta... Que o amor e dor andam de mãos dadas O amor custa lágrimas, mágoas E muitas vezes amamos só... Em solidão O amor custa caro Custa sangue! Foi esse o preço que o filho de Deus pagou Por amar-nos tanto O amor é doação! E são poucos que estão dispostos a pagar por ele Com cuidado, proteção e perdão Só quando a humanidade compreender isso A felicidade não será uma mera passageira Os momentos de paz não serão tão fugazes Mas enquanto isso vou indo! Caminhando, seguindo... Tentando aceitar do tempo as suas definições Da tão esperada felicidade! Estou e sempre estarei Com o meu olhar sempre fixo no dele Espero que ele me tenha compreendido Que às vezes é melhor calarmos Para ouvirmos a voz do coração Somente ele pode nos guiar ao caminho... Que há de ser seguido.

May Lu

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de May Lu

Amo como criança De jeito simples rasgado
Continuar lendo

Amo como criança De jeito simples rasgado Sem medo Sem segredo Amo de olhos vidrados Sem restrições Sou criança crescida Que ainda chupa pirulito Masca chiclete Fazendo caras e bocas Estourando bolhas no rosto Mas não deixo de crescer Sai a criança Chega a mulher A esposa mãe Companheira... Cheia de cuidados De amor Amando como Mulher-menina que sou ou Menina-mulher Não preciso entender Só preciso amar como criança.

Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia
Continuar lendo

Quão bom é pegarmos as cinzas do passado E usarmos sobre elas a alquimia do amor Transformando-as em poesia Posto o que já é cinza não nos queima mais Então porque fazer disso uma mágoa? Espalhemos as cinzas com leveza Desatemos os laços do passado Deixando que seja levado aos ventos Para colhermos paz e amor Plantemos pitadas de doçura Sobre as energias negativas É cansativo demais Ocupar nossos corações Com coisas que não mudam Com pessoas de espírito pequeno Olhemos os gomos do tempo A beleza de um entardecer A majestade de um amanhecer São linhas tão rápidas Tão diferentes Nunca as mesmas! Espaços de luz e sombras Que condicionam todo o esplendor A suntuosidade dos intervalos Saibamos aproveitar o néctar! O sabor está na transição A vida continua... ensina-nos Tudo muda! Acreditemos que podemos E devemos fazer diferente Melhor... Sem medos Com a alma leve Renovada! Com o coração aberto Espalhemos as folhas do outono Aproveitemos os espaços do tempo O importante é caminhar Continuar a travessia Abrirmos os braços ao que está por vir Semeemos hoje as sementes Para colhermos as flores do amanhã Da primavera que há de chegar.

Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo
Continuar lendo

Ser poeta... É ter nas pontas dos dedos Todas as promessas do mundo E bordá-las em cores de seda Ser poeta... É sentir a solidão e o silêncio Que há no interior das pedras E abrigá-los dentro dos versos Ser poeta... É desvendar os mistérios que se abrigam No interior das pálpebras do tempo E dar asas à imaginação Ser poeta... É procurar novos caminhos Para a cegueira da humanidade E libertá-los da escuridão Ser poeta... É rasgar o fundo da terra Onde se aninham todos os segredos E despi-los em cada verso de um poema Ser poeta... É abranger todos os horizontes E não ter medo de voar Ser poeta... É virar a alma do mundo do avesso E contemplar a poesia Ser poeta... É ver o mundo sem janelas.