Frase de Petros Medeiros
Uma arvore que nasce sob um vulcão, brisas que incendeiam trovoadas sem fim, uma nova superstição, um estomago que luta, tempestade que se manifesta, nem razão nem emoção somente a bagunça que há em mim.
No pensador.ai desde
Uma arvore que nasce sob um vulcão, brisas que incendeiam trovoadas sem fim, uma nova superstição, um estomago que luta, tempestade que se manifesta, nem razão nem emoção somente a bagunça que há em mim.
No pensador.ai desde
Meus poemas estão acabados. Não consigo mais escrever, a tempestade me abandonou
Meus poemas estão acabados. Não consigo mais escrever, a tempestade me abandonou e fui o ultimo a perceber e o que sou sem a tempestade? onde foi parar toda a intensidade? já é tempo de encarar a verdade. Não há novo ciclo a ser iniciado, estou com medo, paralisado; onde foi o fogo e as visões? os mares se acalmaram, não há mais furacões, incinerado pelas erupções, fugindo do maior dos medos aquele que não pode ser revelado, trago comigo o- não trago nada que valha ser citado e não pertenço mais a lugar algum, continuo me perdendo com a esperança de um dia ser encontrado.
Que as flores nasçam sob o vulcão, que os tornados incendeiem o gramado, que a tempestade se choque com a erupção
Que as flores nasçam sob o vulcão, que os tornados incendeiem o gramado, que a tempestade se choque com a erupção e um novo ciclo possa ser iniciado. Que meus pés se afastem do chão até que o solo seja renovado e quando novamente houver essa união, que seja ponto de impulso para retornar ao tornado; e que a terra nunca me prenda, pois sou cavalo alado, que as feridas não façam que eu me renda mesmo estando tão desesperado, e que aquele que me atormenta acabe por se tornar o maior de meus aprendizados.
Vazio. Oque mais além da tempestade? gritava ele, tomado por ansiedade.
Vazio. Oque mais além da tempestade? gritava ele, tomado por ansiedade. Afinal, o mesmo se descrevia "senhor da pluralidade", um balde de lama sob sua vaidade, seria mesmo o furacão sua liberdade? no momento parece prisão, condenado a seguir junto a erupção, trazendo amor e destruição sob toda a cidade; acorrentado pelo trovão, as tormentas se tornaram as grades, gritos que irrompem em uma canção, afinal, oque mais além da tempestade?
Não quero a calmaria, pois pertenço a tempestade, pertenço ao vulcão,
Não quero a calmaria, pois pertenço a tempestade, pertenço ao vulcão, quero correr em liberdade, o mais distante das águas frias, nelas não cabem minha intensidade, carrego comigo o trovão, o caos e a calamidade, meu suspiro é furacão, que os oceanos sejam eletricidade. E que eu nunca seja terra; que minhas cidades continuem em guerra para que eu possa me encontrar, que eu nunca seja a serra, as arvores não quero derrubar, que eu seja pássaro, que eu seja voo, que eu seja tão livre que do passado possa me libertar.