Frase de R. Matos
Não fui longe por pouco andei, mas o que caminhei semente deixei De tudo que fiz no termo final tencionei A velha arte de galante era para poucos e para mim esquece Com isso a flora do desejo alheio, pouco rondavam A demora a falta de intrepidez congela, enraíza no tempo Nas veredas que desvendei, ou melhor pensei que descobrir A lógica do engano e pensar as vezes que está certo Como uma fonte consegue ser admirada, mas até a beleza emareia A cama era um atroz em noites abandonadas Um terremoto abalador destruindo pouco a pouco sua estrutura Mais assim como a solidão o maior estrago é o emotivo Podia até implorar para um dia mudar, mas conforme as eras não esperem ajuda Faça você mesmo, corra atrás até quando já se sabe que não irá alcançar Pode-se confrontar que o descontentamento é por não tentar E não por decair A cada cova de leão que entrar e só lembrar dos poucos que o acompanharam Talvez a ausência faz bem, sentir que pode ter alguém pensando de longe O que dizer dos que jamais serão vistos, multiplicai suas dádivas Que a força do desejo esteja impregnada em seu ser A doce loucura de refinar seja o seu combustível para a grandeza de suas asas Um até logo eu vou levantar depois que acordar.
No pensador.ai desde