Frase de Gerson A. Gastaldi (Garfield)
PRISIONEIRAS DO EU Infelizes são elas, criaturas egoístas e sem união, órfãs de si mesmas e sozinhas numa ilha, jazem aflitas como desatinadas andorinhas, que sem direção, perdidas no tempo e no espaço, buscam localizar aturdidas seus ninhos no regaço... Tais almas, acorrentadas pelo mal, em carmas, açulam-se por qualquer razão; anilhadas ao ódio fatal, estilam o seu ópio no coração, pois se tornam prisioneiras do eu, iguais pássaros retraídos pelas ribanceiras, gélidos e sem amparos... Essas criaturas, como aves fustigadas em desventuras, enclausuram-se numa penúria sem fim; desarrimadas, não podem encarar a invernia; álgidas ao suão das brumas, querem sobrevoar alto, mas o peso de suas plumas dificultam-nas ao salto... Quase tudo na vida tem explicação, e no escudo do medo, tais aves se retraem sem força, sem reação, e no mesmo espaço persistem sem que consigam se alçar; elas miram a liberdade, mas lhes é inviável arriscar pela imane dificuldade... Parecida é a vida das pessoas apagadas: igual a ave ferida, longe do ninho e da realidade, divisam desorientadas o remoto céu da sua liberdade; imersas em pulos bisonhos elas pretendem revoar, porém, somente em sonhos é que os farão realizar. Do seu Livro "Cascatas de Versos" - 2019
No pensador.ai desde