Frase de Maria da Penha Boina Dalvi
Libertação do ser Quando o véu se esgarça, e o mundo perde suas cores emprestadas, a liberdade não é um rio, mas o oceano que não pede licença para ser vasto, profundo, salgado. Não há mais rédeas, nem mapas desenhados por mãos alheias. As regras, outrora prisões, agora são cinzas ao vento, e os valores, sombras desbotadas, refletem apenas o vazio que habita o cerne de tudo. É aqui, no abismo sem fundo, que o ser se revela: niilista, agnóstica, desnuda de certezas e dogmas. Não há mais o ter que, apenas o poder ser. E ser é existir sem véus, sem máscaras, sem a necessidade de pertencer a qualquer coisa que não si mesma. A liberdade chega como um silêncio, um eco que não responde, um horizonte que não promete. E no meio desse vazio, o ser se encontra, não como um ponto fixo, mas como uma dança contínua, uma chama que arde sem motivo, sem destino, apenas porque existe. E assim, no caos da existência, no deserto sem deuses ou sentidos, o ser se faz inteiro, não pelo que tem, mas pelo que é: livre, desamarrada, e infinitamente sua.
No pensador.ai desde