Frase de RENATO JAGUARÃO
Poesia Juvencio Nesses fins de léguas, Donde o mundo se esconde E até o ontente se esquece do hoje, Por tanto silêncio, O velho Juvêncio Revira o mate, Sentado no catre, Buscando lonjuras Que a vida apartou, Bem infurquilhado Do rito sagrado Que vem do passado, Por essas estâncias onde se criou. Não teve herança, Tão pouco tropilha, Lhe toca um tostado, Já bem sugeitado Que ele domou, E sonha, por vezes, Se fosse patrão, Umas léguas de campo, Luz de perilampo Alumiando o chão. Encilha a preceito Recruta de gado De papel passado; Campo alambrado, Rancho e galpão São cosas de vida Escrito por Deus. Juvêncio campeia, Cuidando dos campos Que nunca foram seus, E às vezes pensando, Segura o chapéu: Se depois da morte Terá melhor sorte Um campo no céu, Porque a igualdade Não lhe amadrinhou, Deixando pros outros Teopilhas e potros Que tanto sonhou. São tantos Juvênios Por essas estâncias, São tantos Juvênios Por essas estâncias, São tantos Juvênios… Renato Jaguarão.
No pensador.ai desde