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Frases de Zaida Machado

70 frases

Assim… Assim, com todas essas flores sob os pés, Eu subiria montanhas e desceria vales, Incansavelmente, a procura de nadas.
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Assim… Assim, com todas essas flores sob os pés, Eu subiria montanhas e desceria vales, Incansavelmente, a procura de nadas. Simplesmente por caminhar. Caminhar por um chão de flores. E, nada mais! “conversando com o invisível” (de Instantes)

Arrumar os livros na estante Tirar o pó do criado mudo (Por que será que ele emudeceu?)
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Arrumar os livros na estante Tirar o pó do criado mudo (Por que será que ele emudeceu?) Varrer as migalhas do chão Brilhar o espelho; e se olhar, se olhar, se olhar... Lavar a louça Bater um bolo Fazer um café Sentar-se a mesa; e saborear, saborear, saborear... Trocar a roupa de cama Guardar os sapatos... Se faz tarde! Vestir a velha calça Se pentear Ir até a porta; e Sair.

Há histórias que se contam com palavras Outras com silêncios Outras com pequenos gestos
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Há histórias que se contam com palavras Outras com silêncios Outras com pequenos gestos Outras, ainda, com emoções E outras… Com beijos. Há aquelas que das profundezas Contam-se com palavras, silêncios Pequenos gestos, emoções, Beijos e amor! Ah, o amor… Com quantas palavras se conta o amor? Enquanto não descubro Vou contando outras histórias. Há histórias que se contam com palavras. Outras…

Se por acaso me achares bonita. Não diga nada! Cale-se… Deixe que o tempo termine minha exposição.
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Se por acaso me achares bonita. Não diga nada! Cale-se… Deixe que o tempo termine minha exposição. Se por acaso me achares perfeita. Também, não diga nada! Cale-se… Deixe que eu termine minhas obras e que elas me retratem. Se por acaso me achares maravilhosa. Tampouco, não diga nada! Cale-se… Deixe que o cinzel do dia-a-dia termine o meu lapidar. Se me achares doce. Também não diga nada! Cale-se… Deixe que o oceano da rotina se misture a mim, somente depois me sorva um gole. E se depois disso tudo, ainda, quiseres do meu lado estar? Há um lugar no banco daquela praça, onde estarei todas as manhãs. Embaixo daquele jequitibá. Onde o chão é todo rendado. Pelas sombras das folhas dos dias ensolarados. E de onde, distante ficarei, a fitar meus flagrantes bisnetos. A sorrirem de tanta graça, daquela bisa que fica ali sentada. Enrolada em seu xale rendado. A sorrir de volta para eles, toda encantada. No banco daquela praça. E se por acaso, lá não estiveres… Ainda, assim, lá eu estarei. Sob a sombra do jequitibá. Num tapete rendado pelo sol. Toda enrolada em meu xale rendado. A sorrir e a fitar, toda encantada. Meus bisnetos em flagrantes risadas. No banco daquela praça

Salve o sol Salve a brisa da manhã Salve o vento
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Salve o sol Salve a brisa da manhã Salve o vento Salve o universo de Deus Salve a chuva Salve o apogeu da primavera Salve as flores Salve a semente dos céus Salve as plantas Salve o canto dos pássaros Salve o rio Salve o espírito divino Salve a lua Salve a órbita do planeta Salve as estrelas Salve os assuntos da terra e do céu Salve o ar Salve a alma dos animais Salve a humanidade Salve a Terra de Prometeu Mas Salve-nos da águia Salve-nos da ira dos deuses Salve-nos da violência Salve-nos da Cordilheira do Cáucaso E por favor, não se esqueça Salve a beleza Salve todas as artes Salve a esperança Salve o homem-deus

Hoje quero estar com você Você que me contorna E me ilumina
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Hoje quero estar com você Você que me contorna E me ilumina Me enche de vida E me enrubesce Me faz transpirar E me aquece Deixa meu corpo dourado Me faz mais bonita Faz meus poros transpirar No seu calor quero me queimar E quando a noite cair Quero estar deitada, estirada Banhada de sol Sob o manto do luar

Às vezes sou pura arquitetura. Cimento e concreto armado Linhas duras, ângulos obtusos
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Às vezes sou pura arquitetura. Cimento e concreto armado Linhas duras, ângulos obtusos Paralelas infinitas, pontos em fuga. Às vezes sou janelas abertas. Florida, estampada, esvoaçante Iluminada. Deixo o vento me percorrer. Às vezes sou bancos. Inerte, vazia Parada, imóvel, espera Outono ou inverno. E, às vezes, sou toda natureza. Viva!