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Frases de Zaida Machado

70 frases

O poeta é um louco sábio. Vive suas loucuras em forma de Literatura.
Cada pessoa vive, respira e sofre a ação da atmosfera em seu entorno. Matéria quintessenciada de seus próprios pensamentos. Gosto de pensar em flores, afasto-me daqueles que pensam em canhões.
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Cada pessoa vive, respira e sofre a ação da atmosfera em seu entorno. Matéria quintessenciada de seus próprios pensamentos. Gosto de pensar em flores, afasto-me daqueles que pensam em canhões. Agrada-me mais um pequeno canteiro com morangos silvestres do que um campo inteiro minado.

Felicidade é um café com bom dia e o sabiá que pia. Felicidade é uma camiseta branca, uma calça jeans e um colar bem brasis. Felicidade é voltar no tempo e encontrar-se na memória dos bons ventos.
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Felicidade é um café com bom dia e o sabiá que pia. Felicidade é uma camiseta branca, uma calça jeans e um colar bem brasis. Felicidade é voltar no tempo e encontrar-se na memória dos bons ventos. Felicidade é um abraço apertado de quem estava há muito no passado. Felicidade é ver os cabelos brancos penderem do alto da cabeça… E sorrir! Escolher, finalmente, o seu chapéu e, sair. Afinal, o roxo lhe cai muito bem! Felicidade é isso: Uma edificação erguida de pequenas atitudes com boas doses de paixão. Apaixone-se a todo instante por você, pelo dia, pela vida, pelo viver!

Matar a sede não significa esquecer a fonte Que ela seja, sempre, a aventura maior Sejamos precavidos. Ela pode estar longe
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Matar a sede não significa esquecer a fonte Que ela seja, sempre, a aventura maior Sejamos precavidos. Ela pode estar longe Atrás do arco-íris ou depois do outono O outono está por vir. Com lápis-de-cor pintei um arco-íris No seu fim não encontrarás ouro, mas um pote cheio de grafite De: Fonte de Rabiscos

Apenas uma Mulher Lá vai ela novamente toda serelepe Por caminhos estranhos e irreverentes
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Apenas uma Mulher Lá vai ela novamente toda serelepe Por caminhos estranhos e irreverentes Brincando com flores e borboletas Achando que o mundo é um brinquedo ... Lá vai ela novamente toda serelepe Tem um monte de nomes E um monte de definições Mas, na verdade não tem rótulo não Lua, chuva, sol, raio de sol Nuvem cigana, biruta ao vento Lenda, mito, diva, heroína, dona de si Mas, apenas... Uma mulher! De: Apenas uma Mulher em Zaida Machado - Palavras em Pedaços

A escada sempre mostrou o caminho, mas quem queria seguir? Só o tempo seguia.
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A escada sempre mostrou o caminho, mas quem queria seguir? Só o tempo seguia. Sempre correndo demais. E correram rios, automóveis e touros. Estourou a epidemia. O mundo parou! A bolsa caiu! Os esquilos pularam feito loucos. O ar enfim, respirou! O barulho era de silêncio. As baleias dançavam com graça e liberdade. As horas passaram a cair feito chuva. Era tanta hora que ninguém mais sabia o que fazer nas horas livres. Onde não chovia, as horas ficaram curtas demais. Ninguém mais respirava Faltavam horas... Naqueles dias todos choraram. Tanta gente morreu... não havia mais hora para viver. Escassez das Horas Palavras em Pedaços

O princípio acabou no ser. Deus escreve certo por linhas tortas, E no final, tudo fica perfeito.
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O princípio acabou no ser. Deus escreve certo por linhas tortas, E no final, tudo fica perfeito. Sempre ficou! Desde o Apocalipse, passando pela extinção dos dinossauros, Pelas sete pragas do Egito, Da Guerra das Cruzadas, da peste bubônica, Do holocausto até a Aids e a FelV. E, finalmente, descoberta a partícula de Deus. Somos, no mínimo, moldáveis. Definitivamente a rigidez não pertence a este mundo. Que Deus nos perdoe Tantos fatos malfeitos. De: FAto Malfeito Palavras em Pedaços

⁠És vento. E mal tiveste tempo de brilhar. Tua cor bronze derreteu-se no calor dos dias
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⁠És vento. E mal tiveste tempo de brilhar. Tua cor bronze derreteu-se no calor dos dias E não adiantou fazeres suspiro de nuvens. Eles se derreteram e marcaram tuas pegadas pelo caminho. Vês? São tuas estas marcas! Por todos os lados, mas onde estiverdes de fato? No fundo do mar, onde habitam as canções de ninar? Não... Não! Teu casco nem o sal tem. Está insosso! Houvera estado no mar, haveria maresia, nem isso tens! Nas montanhas, onde habitam as palavras? Não... Não! Teu rastro nem eco faz . Está mudo! Houvera estado nas montanhas, haveria lama sob teus pés, nem isso tens! Na lua, onde habiam os sonhos? Não... Não! Tua silhueta mal se vê. Está opaca! Houvera estado na lua, haveria purpurina em tua face, não a tens! No vácuo, onde o tudo é nada? Sim... Talvez, ali, estiveste! És só miragem! Um monte de tudo, feito de nadas. Tens vestígios das areias do Saara. Repleta e desfeita pelo vento. És só miragem!