Frase de Zaida Machado
Se por acaso me achares bonita. Não diga nada! Cale-se… Deixe que o tempo termine minha exposição. Se por acaso me achares perfeita. Também, não diga nada! Cale-se… Deixe que eu termine minhas obras e que elas me retratem. Se por acaso me achares maravilhosa. Tampouco, não diga nada! Cale-se… Deixe que o cinzel do dia-a-dia termine o meu lapidar. Se me achares doce. Também não diga nada! Cale-se… Deixe que o oceano da rotina se misture a mim, somente depois me sorva um gole. E se depois disso tudo, ainda, quiseres do meu lado estar? Há um lugar no banco daquela praça, onde estarei todas as manhãs. Embaixo daquele jequitibá. Onde o chão é todo rendado. Pelas sombras das folhas dos dias ensolarados. E de onde, distante ficarei, a fitar meus flagrantes bisnetos. A sorrirem de tanta graça, daquela bisa que fica ali sentada. Enrolada em seu xale rendado. A sorrir de volta para eles, toda encantada. No banco daquela praça. E se por acaso, lá não estiveres… Ainda, assim, lá eu estarei. Sob a sombra do jequitibá. Num tapete rendado pelo sol. Toda enrolada em meu xale rendado. A sorrir e a fitar, toda encantada. Meus bisnetos em flagrantes risadas. No banco daquela praça
No pensador.ai desde