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Frases de Wikney Edson

387 frases

⁠"Eu já não tinha mais motivos pra sorrir. Eu não queria sentir seu cheiro, mas senti. O que eu tô fazendo aqui?
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⁠"Eu já não tinha mais motivos pra sorrir. Eu não queria sentir seu cheiro, mas senti. O que eu tô fazendo aqui? Sofro e morro vendo você sem mim. O que sou eu, sem ti? Já não sei mais porque eu vim. Cegou-me a alma, não sei o que vi. Minha única certeza; não venci. Me falta você, mas também não me faltou motivos para ir. Hoje, eu tenho mil motivos pra chorar; à época, já não tinha motivos pra sorrir..." - EDSON, Wikney

⁠"Ontem, foi quando a sua ausência mais doeu. Certeza, que foi por conta daquela chuva, que levou tudo, mas não levou você d'eu. Ver você passando ao longe, fingindo que não me conheceu.
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⁠"Ontem, foi quando a sua ausência mais doeu. Certeza, que foi por conta daquela chuva, que levou tudo, mas não levou você d'eu. Ver você passando ao longe, fingindo que não me conheceu. Como posso ignorar um corpo, que conheço até mais que o meu? O coração acelerou, queria ter arrancado-o do meu peito, estrangular meu próprio eu. No momento em que olhei pela janela daquele ônibus e vi as lágrimas do céu, minha chuva escorreu. A tarde que estava clara, as nuvens carregadas, me lembraram a sua ausência, quando tudo escureceu. Vislumbrei por milésimos, meu próprio reflexo, e vi um homem moribundo, com a vida estraçalhada, mas que ainda é seu. Amanhã, o hoje será igual ontem, eu já pedi perdão a Deus. Roguei a Cristo, para que na próxima chuva, leve tudo, leve minh'alma, e principalmente, leve você d'eu. Parece-me, que agora todo dia é como o ontem, quando sua ausência, mais doeu..." - EDSON, Wikney

⁠"O que posso fazer, se é preciso uma única mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto? A lá ó, bobo, apaixonado, que isso coração, de novo? Riso quente e fácil, pra tela fria e inerte de um celular, é mau agouro.
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⁠"O que posso fazer, se é preciso uma única mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto? A lá ó, bobo, apaixonado, que isso coração, de novo? Riso quente e fácil, pra tela fria e inerte de um celular, é mau agouro. Posso nem imaginar, de fel, já sinto na boca, o gosto. Tolo poeta que sou, adoro esse jogo. Se der certo, um novo amor; se der errado, escritos de um louco. Tudo no seu tempo, de pouco em pouco. Coração pirata, cansado das tempestades do amor, procura em teu seio, um porto. Deixe estar, qualquer coisa, convivo com a dor e novamente sofro. Sofro, sofro, sofro; sofro, mas não morro. Tentei alimentar minh'alma com uma fútil paixão, fui tolo. Tolo por acreditar, tolo por amar, tolo por não saber diferir, o trigo, do joio. Perdoe-me o devanear, perdi-me em minhas próprias palavras, voltemos àquela moça, o mais doce tesouro. Eu lhe indago: O que posso fazer, se é preciso uma única mensagem sua, pra inundar de sorrisos, o meu rosto?" - EDSON, Wikney

⁠"Talvez você seja só mais uma. Mais uma cicatriz, mais uma ferida aberta. Mais uma decepção.
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⁠"Talvez você seja só mais uma. Mais uma cicatriz, mais uma ferida aberta. Mais uma decepção. Mais uma mazela. Mais uma que trouxera alegria e hoje, só a tristeza resta. Só mais uma. Mais uma lágrima no olhar. Mais uma inspiração do poeta. Mais uma dele, talvez, eu fui só mais um dela. Eu queria que fosse a única. Mas talvez só mais uma, é tudo que mereço e seja tudo o que lhe resta..." - EDSON, Wikney

⁠"Eu quase não reconheci o homem, que não se abrigava, daquela chuva ferrenha de Inverno. Era o fim de tarde, de uma quarta feira, e só pude reconhecê-lo, por conta do terno. Fitava, estarrecido, um pedaço de papel, que se desfazia em suas mãos, pela força da chuva, já era ileg…
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⁠"Eu quase não reconheci o homem, que não se abrigava, daquela chuva ferrenha de Inverno. Era o fim de tarde, de uma quarta feira, e só pude reconhecê-lo, por conta do terno. Fitava, estarrecido, um pedaço de papel, que se desfazia em suas mãos, pela força da chuva, já era ilegível, é certo. Mas aquele papel, parecia o contrato o qual, vendera a alma para o próprio diabo, parecia aprisioná-lo, entre os purgatórios do próprio inferno. Consegui executar alguns lanços, para me abrigar da chuva, hoje me pego sempre lembrando. Consegui ver bem, mesmo na forte chuva, era ele, o velho do casebre, estava chorando. Chorava, chorava, chorava, a forte chuva, parecia uma única gota, perto do seu pranto. Era apenas um copo; naquela face, eu vira, transbordava um oceano. Passou-se alguns anos, mas descobri o que dizia a carta, o porquê, o mais frio dos homens, eu vira chorando. A carta era da algoz, que o abandonará naquele mesmo dia, naquele mesmo canto. Naquela mesma esquina, onde o ipê, que florescera junto com o amor dos dois, se desfazia, a cada rajada de vento, a cada relâmpago. Ele fora um solitário apaixonado por 10 anos, estavam juntos, a outros tantos. Aquele dia, era dia de algo, era um dia especial, para ambos. Quando ele guardou, o charco de carta que lera, deixara a enxurrada levar o buquê de rosas e girassóis, o que me causou espanto. Antes de atravessar a rua, olhara para o céu, pela última vez, pelo o que eu soube; abaixara a cabeça, me olhou rápido, meio de canto. Tentei alcançá-lo, mas o ódio dá certa pressa a nós homens e repudia qualquer ser que respira, que tenta ir ao seu socorro, amenizar-lhe o pranto. O meu amigo morrera naquela esquina, fuzilado por palavras em um pedaço de papel, sozinho, encharcado, agonizando. O homem que me olhara, ao atravessar aquela rua, naquele fim de tarde chuvoso, não era meu amigo, era um estranho. De terno, engravatado, de luto, os olhos transbordando. Eu não reconheci, quem naquela chuva, não se abrigaria, não o reconheci; mas reconheci o olhar, acabara de nascer ali, um insano..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador - O Estranho na Chuva

⁠"Falhei. Não consegui, eu sei. Tentei.
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⁠"Falhei. Não consegui, eu sei. Tentei. Te olhei. Sua beleza, vislumbrei. Mas tentei. Ao te ver, fraco fui; fraco serei. Mas tentei. Ser escravo dos seus olhos, é capaz de fazer qualquer homem, um rei. Não deveria ter te olhado, mas eu queria, eu sei. Tirou-me o ar, ofeguei. No seu olhar, me afoguei. Tentei. Tentando não lhe amar, amei. Perdão Pai, pois pequei. Me apeguei. Na chance de mais um segundo no olhar, na chance de sentir o calor da branca tez. Perdão, tentei. Não te olhar? Falhei..." - EDSON, Wikney

⁠"A próxima vez que nos encontrarmos, tentarei não te olhar. Tentarei não te amar. Tentarei não perder o meu ar.
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⁠"A próxima vez que nos encontrarmos, tentarei não te olhar. Tentarei não te amar. Tentarei não perder o meu ar. Olhos de mel, quando fitei-lhe, desaprendi a respirar. Imaginei eu vislumbrando a leveza dos seus passos, naquele doce bailar. Quando nós trocamos olhares, mal sabia eu, que fitava o abismo e ele me olhava de volta. Você não hesitou, mas eu pisquei, condenei minha'alma ao Gólgota. Mas eu estarei lá. Sonhando-nos, como em prosa. Tracei um objetivo, que me causará tremenda alegria em falhar. Tentarei, da próxima vez que nos encontrarmos, não te olhar..." - EDSON, Wikney

⁠"Amava, quando era a minha boca, a tapar seus gritos. Adorava os sussurros descuidados, ao pé do ouvido. Me perco na lembrança, da dança de nossos corpos, onde com um único olhar, nossas almas se completavam e se ouvia até o pulsar dos corações, e os seus suspiros.
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⁠"Amava, quando era a minha boca, a tapar seus gritos. Adorava os sussurros descuidados, ao pé do ouvido. Me perco na lembrança, da dança de nossos corpos, onde com um único olhar, nossas almas se completavam e se ouvia até o pulsar dos corações, e os seus suspiros. Eu e você, nós; meu eterno vício. Sou viciado no gosto do beijo, no aveludar da pele e dos cabelos, cada fio. Minhas palavras são súplicas, a quem me dera só suplício. Não te apago da mente e mesmo que o fizesse; me apegaria a cada resquício. Você fora o meu presente vindo dos céus, que do meu eu, jamais deveria ter partido. Doeu-me na alma, torturado, vê-la indo. Quando em seu abraço, foram as poucas vezes, que pude me aproximar do divino. O castanho dos olhos, o desenho da boca, o negror dos cabelos, o conjunto da obra, dos desenhos do Pai, você é o mais lindo. Saudades de quando me iluminava a vida, com seu sorriso. Hoje, acordei atônito, na madrugada, pareceu-me ter te ouvido. Não te olvido. Hoje, pela madrugada, só lhe restou, em silêncio clamar por meu nome, pois infelizmente, não tens minha boca, para tapar seus gritos..." - EDSON, Wikney

⁠"O céu urgia em maltratar-me, nas primeiras horas da manhã, daquele dia chuvoso de inverno. Dormira muito mal naquela noite; durante a madrugada, nos raros momentos em que a atroz tempestade, deu-me uma trégua, eu sonhei com ela. Quando os trovões, rugiam sobre mim, eu despert…
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⁠"O céu urgia em maltratar-me, nas primeiras horas da manhã, daquele dia chuvoso de inverno. Dormira muito mal naquela noite; durante a madrugada, nos raros momentos em que a atroz tempestade, deu-me uma trégua, eu sonhei com ela. Quando os trovões, rugiam sobre mim, eu despertava ao gritos, atônito, desesperado, procurando por ela, em meio a lençóis vazios. Completamente encharcado, eu não sabia diferir, o que era chuva, o que era suor e o que era lágrima. Mas em minha própria cama, eu me afogava. Quisera eu, que meu afogamento, se desse pelas águas. As lembranças, foram o que me afogara. Cada beijo, cada toque, cada palavra. Eu lembrava e mais, eu afundava. Cada gota, que pingava do telhado do meu velho casebre, parecia, em demasia, com minhas lágrimas. Lembravam a ampulheta da minha vida. Cada gota, que no meu chão de madeirite se desfazia, a minha vontade de viver, com ela ia. Perdão Deus, por não conseguir enfrentar as intempéries da minha vida. Deverei ceifá-la, talvez seja essa minha missão, quiçá, minha sina. Tentei o velho pescador, nem ele, sábio como és, conseguira desviar a minha finda. Talvez, o melhor que posso deixar para esse mundo é minha morte, o amor que sinto por ela e minhas palavras vazias. Logo hoje meu Pai, eu não merecia. Mas a madrugada me maltratou tanto, e o céu urgia. Não sou capaz de viver sentindo o cheiro dela, em cada flor, em cada perfume, em cada brisa. Já me chamam, O Velho do Casebre, já deram sentido, à uma existência vazia. Fui obrigado a abrir mão dela, então de bom grado, hoje, abro mão da minha vida. Perdão Cristo, mas essa é a minha sina. Espero que a corda, que agora amarro em meu teto, consiga suportar o peso, das minhas feridas..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador - A Carta de Despedida

⁠"Meu coração está despedaçado, então, cada uma pegue um pedaço e faça o que quiser. O que posso fazer com a paixão, quando o meu bem-querer, malmequer. É amargo o amor, ardente a paixão e doce é o perfume de mulher.
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⁠"Meu coração está despedaçado, então, cada uma pegue um pedaço e faça o que quiser. O que posso fazer com a paixão, quando o meu bem-querer, malmequer. É amargo o amor, ardente a paixão e doce é o perfume de mulher. Sei o que sou, não sei o que ela é. Não tem solução, já não tem mais volta, ateu acerca dela, abandono agora a minha fé. Pelas veredas da solidão, viajo a pé. Com o coração despedaçado, recolho o que sobra, distribuo migalhas à ralé. Das que me amaram, pegue os pedaços, e façam o que quiser..." - EDSON, Wikney

⁠"Meu Deus, perdão, pequei tentando esquecê-la. Imagina-lá comigo, por toda eternidade, sei, é besteira. Logo eu, o próprio pecado, poderia merecê-la?
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⁠"Meu Deus, perdão, pequei tentando esquecê-la. Imagina-lá comigo, por toda eternidade, sei, é besteira. Logo eu, o próprio pecado, poderia merecê-la? Estranho sentir isso de novo, por uma mulher, que eu julgaria mais santa que freira. Não sei o que fará na segunda feira. Não sei o que será de mim, se eu não sair contigo daquela igreja. Então, perdão meu Deus, por não me esforçar, por não fazer por onde, merecê-la..." - EDSON, Wikney

⁠"Hoje, a chuva molha meu corpo e já não me importo mais. Já não sinto frio mais. Hoje é só indiferença, onde já fora amor por demais.
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⁠"Hoje, a chuva molha meu corpo e já não me importo mais. Já não sinto frio mais. Hoje é só indiferença, onde já fora amor por demais. Já não te amo mais. Sentir sua falta? Nunca mais. É triste demais. Já não choro mais. Inté, nunca mais. O que um dia fomos, em solo frio jaz. Hoje, a chuva dos meus olhos, não inundou meu rosto, bom sinal, já não me importo mais..." - EDSON, Wikney

⁠"Você quer se dividir entre o seu ego e a razão. Infelizmente, você não acresceu o mais importante, nessa equação. O coração.
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⁠"Você quer se dividir entre o seu ego e a razão. Infelizmente, você não acresceu o mais importante, nessa equação. O coração. Quer viver uma vida de aparências, uma vida de solidão. Uma vida de amores rasos, criou para si, a própria ilusão. Verás que não se pode confundir amor, com uma simples paixão. Toda face que você olhar, lá estarei, jamais escapará, desse grilhão. Se tivesse pedido, haveria perdão. Se torço por sua felicidade? Óbvio que não. Primeiro, deves pagar a sua penitência, a sua expiação. Depois que sua alma sangrar como a minha, cogitarei tal questão. No jogo do amor saí e sempre sairei derrotado; no jogo da indiferença, sagrei-me campeão. Você se afogou no seu ego, o que poderia te salvar, você abriu mão. De mim? Não. No pecado, não existe salvação. Abriu mão de nós, da nossa felicidade, da sua própria razão..." - EDSON, Wikney

⁠"Ela quer saber o que eu sei. Ela quer ser eu, e eu só quero ser nós, outra vez. Ela quer saber o que eu sei.
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⁠"Ela quer saber o que eu sei. Ela quer ser eu, e eu só quero ser nós, outra vez. Ela quer saber o que eu sei. Quer saber se a odeio, ou se de todas, fora a que mais amei. Ela quer saber o que eu sei. Quer saber se sou escravo, o bobo ou rei. Ela quer saber o que eu sei. Quer saber, se o que à ela narro é só mais uma do Famigerado, ou sentimentos do gris Wikney. Ela quer saber o que eu sei. Se foi? Talvez. Real? Não sei. Ela quer saber o que eu sei. As vezes que cedi, as vezes que roguei. Ela sabe que tentei. Ela quer saber o que eu sei. Não eram difíceis as mudanças que implorei. Ela quer saber o que eu sei. E eu quero saber o que de ruim lhe fiz, onde eu errei? Cuidado, as mentiras que eles lhe contam, foi eu que ensinei. A única coisa que eu soube fazer foi ama-lá, nesse momento o castelo dela se desfez. Agora, tenta aprender em outros braços, o que sempre eu soube, o que só eu sei..." - EDSON, Wikney

⁠"Se um amor, só se cura com outro amor, por quê meus amores, não me curou do seu? Talvez, o amor não seja uma doença, talvez uma maldição, criada por Deus. Uma espécie de penitência, purgatório, pra quem em outras vidas, o pecado da indiferença, cometeu.
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⁠"Se um amor, só se cura com outro amor, por quê meus amores, não me curou do seu? Talvez, o amor não seja uma doença, talvez uma maldição, criada por Deus. Uma espécie de penitência, purgatório, pra quem em outras vidas, o pecado da indiferença, cometeu. Dos prazeres da vida, amar você, foi o que mais doeu. As mazelas de nós dois, faz com que, acerca do deus amor, eu me torne ateu. Te vejo, te sinto, me torno outra pessoa, me perco em seus olhos, já não sei mais, quem sou eu. Meu caminho, só se ilumina em sua presença; em sua ausência, é só breu. Faço uma pergunta, pra uma fria Lua, que nem mesmo o Criador, respondeu. Se um amor, só se cura com outro amor, então, por quê meus amores, não me curou do seu?" - EDSON, Wikney

⁠"Se o salário do pecado é a morte, o salário da confiança é a traição. Às vezes, o sonho do homem que ama, é não ter coração. Deus, viu meus pensamentos, pegou-se em prantos, alarmado, percebeu que pra minh'alma, já não existe perdão.
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⁠"Se o salário do pecado é a morte, o salário da confiança é a traição. Às vezes, o sonho do homem que ama, é não ter coração. Deus, viu meus pensamentos, pegou-se em prantos, alarmado, percebeu que pra minh'alma, já não existe perdão. Tornei-me uma cria do ódio, órfão do amor, amante da solidão. Tentei criar um futuro para nós, mas agora, na minha mente, só permeia a destruição. Prostrei-me de joelhos, roguei aos céus, para que ela seja infeliz, que conheça o sofrimento, que sinta, do meu sofrimento, ao menos uma fração. Cristo, perdoe-me por este pedido, por esta oração. Mas não sou como tu, não sou capaz de amar ao próximo, não sou capaz do perdão. Sou capaz somente do pecado, do ódio, da morte, da confusão. O mundo que tu criastes para nós Pai, tornou-se um todo de podridão. O próprio Cristo, fora testemunha da dura lição. O salário do pecado é a morte, o salário da confiança é a traição..." - EDSON, Wikney

⁠"Eu dormia pensando naquilo, que poderíamos nos tornar. Hoje, não durmo, refletindo sobre o que nos tornamos. Longe de ti, cada piscar.
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⁠"Eu dormia pensando naquilo, que poderíamos nos tornar. Hoje, não durmo, refletindo sobre o que nos tornamos. Longe de ti, cada piscar. Parece-me, passou-se anos. A ampulheta da vida, como areia, meu amor parece acabar. O amor acaba, mas não terminam os encantos. A saudade é profunda e me afogo nesse mar. Talvez, hoje, eu já não esteja mais nos seus planos. Sinto, que estou em um pesadelo, já não consigo acordar. Ter você tornou-se somente sonhos. Hoje, eu durmo pensando, naquilo que poderíamos nos tornar..." - EDSON, Wikney

⁠"Lembro-me, como se fosse ontem, o dia em que morri. Era uma tarde quente de Outubro, sentado em um vasto gramado, olhando ao longe, de repente, eu te vi. Lembro-me bem, daquele tal Campori.
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⁠"Lembro-me, como se fosse ontem, o dia em que morri. Era uma tarde quente de Outubro, sentado em um vasto gramado, olhando ao longe, de repente, eu te vi. Lembro-me bem, daquele tal Campori. Se eu soubesse, eu teria me enterrado ali. Mas ali, ali mesmo, foi onde morri. Foi o momento exato, onde nossos olhares se entrelaçam, e minh'alma, que eu lutava para pertencer a Cristo, passou a pertencer a ti. Não sei porquê te olhei, não sei porquê sorri. Mas foi ali. Em segundos, vislumbrei cada detalhe do seu corpo, e por milésimos, fantasiei uma vida com ti. Falei com os amigos que estavam ali. Riram de mim, eu também riria; fazer o que? A piado do amor é assim. Minha alma, apaixonada por você, abdicou-se de mim Hoje, meu corpo, sem alma e sem ela, perambula por aí. Sem vida, sem um motivo pra sorrir. Recordando sempre e desejando que a cada batida, do morto coração, me leve para o dia, em que eu morri..." - EDSON, Wikney - Memorias de Um Pescador - O Dia Em Que eu Morri

⁠"Me indagaram, se quando você se foi, eu chorei; chorei, é claro, mas o choro do homem é pra dentro. Poupei as lágrimas, mas quando você as evita, aumenta o sofrimento. Toda vez que o vento me trazia o seu cheiro, reavivava o sentimento.
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⁠"Me indagaram, se quando você se foi, eu chorei; chorei, é claro, mas o choro do homem é pra dentro. Poupei as lágrimas, mas quando você as evita, aumenta o sofrimento. Toda vez que o vento me trazia o seu cheiro, reavivava o sentimento. Seu amor, da minh'alma, o alento. Coração ferido, triste, jogado, lançado ao relento. Esquecer-lhe? Tentei, tentarei, tento. A indiferença é seu maior talento. Perdido na madruga, digladiando com meus pensamentos. Paro e reflito, talvez o pranto, transborde minha dor e dê à minha existência, um tempo. Um descanso; venha lágrima, escorra por minha depressiva face e faça do meu peito, um lugar sereno. Olho pela janela, vejo as lágrimas do céu, no vidro, escorrendo. Invejo-o por conseguir desabar, como eu queria estar fazendo. Infelizmente sou incapaz, pois a lágrima do homem, envenena o coração, quando escorre pra dentro..." - EDSON, Wikney