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Frases de Wikney Edson

387 frases

⁠"Ao meu eu, é preferível uma morte nos seus braços, que uma vida longe do seu sorriso..." - EDSON, Wikney
⁠"Otário, louco, insano, sem sentimento. Ela com outro, e eu pensando em casamento. Deus, obrigado pelo livramento.
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⁠"Otário, louco, insano, sem sentimento. Ela com outro, e eu pensando em casamento. Deus, obrigado pelo livramento. Graças ao brilho nos seus olhos, ao me fitar, eu descobri que, nem tudo que reluz é ouro. Amei muito, amei demais, percebi que quem ama, é tolo. O que me fazia vivo, matou-me, estou morto. O corpo vivo, mas a alma está afogada no seu poço. Ingrata, desgraça do meu ser, por quê tudo isso, de novo? Tolo, tolo, tolo, mil vezes fui, mil vezes serei, o mais parvo, tolo. Queria arrancar você daqui de dentro. Infelizmente sou o otário, o louco, o insano, mas não, o sem sentimento..." - EDSON, Wikney

⁠"Eis aqui, o que dizia, a carta da desvairada: 'E..., meu amado, peço que me perdoe, mas já não podemos mais, ser um só. Perdão, meu amor, te deixo no nosso templo de amor, mas continuarei te amando, jamais estará só.
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⁠"Eis aqui, o que dizia, a carta da desvairada: 'E..., meu amado, peço que me perdoe, mas já não podemos mais, ser um só. Perdão, meu amor, te deixo no nosso templo de amor, mas continuarei te amando, jamais estará só. Perdão, amado, perdão, perdão, mas minha vida tornou-se um eterno choro, não sou capaz de desatar, em minha garganta, o nó. Te amo E..., como o céu ama as estrelas; como o Sol ama o amar, e como ele, devo ser só. Meu amor, peço que não me odeie, mas seus escritos, os seus livros, lhe farão uma companhia, demasiado melhor. Doravante, amor meu, vá, seja feliz, encontre alguém, que não faça seu castelo de felicidade, tornar-se pó. De mim, de nós, amor, eu tenho dó. Sei que vou, sei que sofreremos, mas contigo, vivendo com indiferença, será pior. Rogo, para que o nosso ipê floresça, que cada pétala, seja uma eternidade de felicidade em sua vida, que ele lhe faça companhia, que não se sinta só. Peço que não me odeie, meu amor, meu coração ainda bate por ti, mas se ele parasse, agora, nesse instante, seria melhor. Não te esquecerei nunca, amado meu, pois o sonho da eternidade contigo, é uma estaca cravada em meu peito e o sonho de nós dois, ainda sei de cor. No momento em que lhe escrevo essa carta, o céu parece prever o nosso fim, parece furioso comigo, por deixar transbordar a minha dor. Amado meu, vou-me, mas lhe deixo, meu eterno amor. Espero que a chuva, que sobre nós já se avizinha, possa lavar-te de mim e que não guardes rancor. Amado meu, peço que não me odeie, por favor. Lembre-se E..., depois da mais intensa das tempestades, o céu, sempre ganha cor. Não morra, mas mate em seu âmago, nosso amor. Daquela que te ama, daqui à eternidade. D...' Infelizmente, não houve cor para o meu amigo, após aquela forte trovoada. Que a alma dele descanse, e não se recorde das palavras vazias, da de alma vazia, desvairada..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, A Carta Que O Matara

⁠⁠"Você não me ama. Você ama o meu corpo suado, a respiração ofegante e o ranger da cama. Você não me ama.
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⁠⁠"Você não me ama. Você ama o meu corpo suado, a respiração ofegante e o ranger da cama. Você não me ama. Você ama o beijo forçado, seu cabelo puxado e aquele tapa, que deixa uma marca profana. Você não me ama. Você ama os gemidos, seu nome ao pé do ouvido, e minha boca dizendo que te ama. Você não me ama. Você ama meus lábios, quando em seus lábios, sua perna estremece e fica completamente bamba. Você não me ama. Você ama a nossa luta, a guerra de prazer travada, a serenata que nosso amor canta. Você não me ama. Você ama o perigo, o prazer desmedido, quando nossa tez se inflama. Você não me ama. Você ama, dos meus olhos o brilho e perceber que só comigo, o seu corpo tem gana. Você, meu amor, não me ama..." - EDSON, Wikney

⁠"As folhas do Outono, já davam aquele tom frio, escuro e lúgubre, ao solo do pequeno cemitério da cidade. Foram poucos, os que apareceram, é verdade. Mas de pouco adiantava, a presença dos que o conhecia, naqueles momentos de infelicidade.
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⁠"As folhas do Outono, já davam aquele tom frio, escuro e lúgubre, ao solo do pequeno cemitério da cidade. Foram poucos, os que apareceram, é verdade. Mas de pouco adiantava, a presença dos que o conhecia, naqueles momentos de infelicidade. Alguns transeuntes, paravam para confirmar, se era mesmo realidade. Uns suspiravam de alívio, por pensar, que a pequena cidade voltaria à sua normalidade. Outros, vislumbravam o caixão do velho, ao longe, com um misto de desdém e curiosidade. Houve, também, alguns sorrisos, como se tivessem se livrado de uma praga, livrado a cidade da insanidade. Não houveram lágrimas, não houvera luto, o que se percebia, era uma certa felicidade. Ao fitar o velho, em seu eterno descanso, notei um uma expressão de serenidade. Como se realmente, pela primeira vez em séculos, após uma vida tão tribulada, em seu leito de morte, finalmente descansasse. Fiquei sabendo, alguns anos mais tarde, que morrera com os seus trinta e três anos, embora, não aparentasse. As mazelas da vida, a ausência daquela mulher, fizera com que o algoz e inexorável tempo, o maltratasse. Ela, pelo contrário, era somente três anos mais nova que ele, tinha uma pele que daria inveja a qualquer anjo, parecia, ainda, permear a puberdade. Seria pecado, até mesmo vislumbrá-la, resolveria com o próprio Deus, o homem impuro, que a tocasse. Quando no enterro, ela fora vista na cidade, chorando como uma criança, em uma antiga esquina, embaixo de um ipê rosa, que devido a estação, a muito já perdera a sua folhagem. Narraram-me, posteriori, que foram a seu socorro, tentando afastá-la do pranto, tentaram descobrir qual o mal, acometera à tal beldade. Ela não quis dizer, enxugou as lágrimas e nunca mais fora vista arrabalde. Encontrei-a, cantando uma canção melancólica, em um velho teatro, anos mais tarde. Perguntei-a: '- Não tentarás ser feliz novamente? Ele não iria querer assim, acabarás como ele, mergulhada nas amarguras, nas lembranças, nessa cacimba de insanidade.'. Ela fitou-me, com aquele negror de olhos, mergulhados em lágrimas, que ela lutava para que nenhuma, se derramasse. Era inenarrável, o belo e atemorizador rubor, em sua face. Embalada em tristeza, ela me disse: '- Já fui feliz, hoje, minha felicidade, está enterrada naquele cemitério, com um véu de folhagens; fui feliz naquele casebre, naquela cidade. - Não valorizei a minha felicidade, abandonei-a, das mulheres, fui a mais covarde. - Então Deus a levara de mim. Céus! Que maldade! -Restara-me, apenas, a viuvidade. - Infelizmente, agora é tarde.'. Ela saiu aos tropeços e esbarrões; não a segui, não existem palavras de conforto, para a alma presa à uma vã realidade. Mas ela estava certa, para o desalento de todo aquele que ama, tudo o que dissera, era a verdade. Hoje, rogo aos céus, para que Deus, dê à alma do velho, descanso e serenidade. Prostro-me de joelhos, para que Cristo, daquela bela moça, tenha piedade. E ao cair da noite, me indago sempre: Os amantes jazem nos cemitérios; e os amores, aonde jazem?- EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, O Cemitério da Cidade

⁠"Você, sacra demais, sempre que ora a Deus, pedindo pra lhe afastar todo o mau, eu me afasto mais. Pois, eu não sou um homem que se desfaz do pecado, eu sou aquele tipo, onde o pecado se faz. Triste demais.
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⁠"Você, sacra demais, sempre que ora a Deus, pedindo pra lhe afastar todo o mau, eu me afasto mais. Pois, eu não sou um homem que se desfaz do pecado, eu sou aquele tipo, onde o pecado se faz. Triste demais. Imploro a Deus, peço um momento contigo para o Pai. Seu olhar sereno, seu sorriso tímido, sempre que nos entreolhavamos, você me ganhava mais. Minha alma perturbada, em seu olhar, encontrou paz. Não sei o que me fez, tampouco, o que me faz. Realmente eu não queria, mas toda vez que roga, eu me afasto mais..." - EDSON, Wikney

⁠"Deus, livrai-me da hipocrisia, livrai-me dos injustos julgamentos. Eu, que era o amor da vida dela, hoje, tornei-me o livramento. Pai, ilumine-a, em suas orações, ela pede por algo bom em sua vida, mas eu já fui e só ela não tá vendo.
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⁠"Deus, livrai-me da hipocrisia, livrai-me dos injustos julgamentos. Eu, que era o amor da vida dela, hoje, tornei-me o livramento. Pai, ilumine-a, em suas orações, ela pede por algo bom em sua vida, mas eu já fui e só ela não tá vendo. Perdoe-a Pai, ela merece sim o castigo, mas rogo para que sobre os céus, amenize no coração, daquela que amo, o sofrimento. Me pego em risas, recordando; tentando fazer-me errado, perdeu-se em seus próprios argumentos. Sobrou-me o meu sofrimento e o dela, julgamento. Nem o próprio Deus julgara-me tanto, como ela o fizera, naquela triste momento. Agradeço ao Logos, estou limpo, aqui dentro. Pois, somente o Deus sabe, o que eu fiz para ser o amor da vida dela; a parva, fez-me, o livramento..." - EDSON, Wikney

⁠"Talvez. Talvez, eu não deveria ter mandado mensagem. Talvez, eu não deveria ter venerado a sua imagem.
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⁠"Talvez. Talvez, eu não deveria ter mandado mensagem. Talvez, eu não deveria ter venerado a sua imagem. Eu vi um futuro em nós, infelizmente, era tudo miragem. Vou me embora amor, farei uma viagem. Deixarei-lhe com nossas lembranças, de felicidade. Talvez, e só talvez, minha amada, nosso sonho, se torne realidade. Eu falo, peço, mostro, rogo, imploro, mas palavras ao vento, são somente folhas de leviandade. Tu dizes que me amas, duvido que seja verdade. Eu, que não tinha arrependimentos, começo a me arrepender, daquele fim de tarde. Me arrependo de ter beijado-lhe a testa, ter beijado-lhe a face. Arrependo-me de ter feito da minha cama, o nosso poço, de serenidade. Desabafo contigo agora, mas não sei, talvez e somente talvez, eu não deveria ter lhe mandado mensagem..." - EDSON, Wikney

⁠Hoje, eu a vi na fila da lotação, fiz questão de passar ao largo. Nunca se sabe, se me aproximasse mais, eu poderia sentir o perfume, que me deixa embriagado. E se ela me olhasse? Estaria eu, novamente aprisionado.
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⁠Hoje, eu a vi na fila da lotação, fiz questão de passar ao largo. Nunca se sabe, se me aproximasse mais, eu poderia sentir o perfume, que me deixa embriagado. E se ela me olhasse? Estaria eu, novamente aprisionado. Nessas idas e vindas, nessas filas de ônibus lotado. Tenho medo de não percebê-la e acabar com a minha vida, em um simples esbarro. Caso aconteça, eu sei, meu corpo pedirá um abraço. Minha boca gritará por seus lábios. Só mais um beijo, só mais uma migalha daquele nosso sonho, despedaçado. Hoje, me viram totalmente embriagado. Tiveram dó, ojeriza, do tal Famigerado. Não fora o álcool, foram só tormentos, de uma cela, que chamo de passado. Me peguei parado, fitando-a, estagnado. Despertei daquele pesadelo acordado. Não arrisquei, vislumbrei-a, desejei não tê-la amado. Suspirei, passei ao largo..." - EDSON, Wikney

⁠"Doutor, minha insônia e meus tremores voltaram. Doutor, meus pesadelos retornaram. As vozes, que em minha cabeça gritavam.
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⁠"Doutor, minha insônia e meus tremores voltaram. Doutor, meus pesadelos retornaram. As vozes, que em minha cabeça gritavam. Não se calaram. As dores em minh'alma, doutor, não cessaram. As feridas, abriram-se todas novamente, não se curaram. Insanidade ou saudade, doutor? Todas as respostas me escaparam. Meus sonhos se desmoronaram. Hoje, doutor, moro onde meus pesadelos moravam. Moro na ausência dela, moro nas lembranças de nós, moro no amor, que me tomaram. Sinto que estou morrendo, doutor, as batidas do meu coração só aumentam, infelizmente, não param. Sóbrio ou ébrio, a bebida já não me traz o alívio de outrora, até isso me tiraram. Hoje, doutor, tive um mau presságio, encaminhando-me para aqui, passei em nossa esquina, e vi: Todas as folhas do ipê, murcharam. Talvez, como as folhas, eu também deva abrir mão da minha existência, os milagres em minha vida se acabaram. Já não posso repousar, fechar os olhos e sonhá-la, doutor, pois, infelizmente, a minha insônia e meus tremores voltaram..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, Quando no Divã

⁠"Possuo alguns amores de veraneio. Uns, vieram pra ficar; outros, não sabem a que veio. Lembro-me sempre, do desenho da boca, o olhar taciturno e o esvoaçar do cabelo.
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⁠"Possuo alguns amores de veraneio. Uns, vieram pra ficar; outros, não sabem a que veio. Lembro-me sempre, do desenho da boca, o olhar taciturno e o esvoaçar do cabelo. Lembro-me da maciez da pele e o doce do cheiro. Possuo sim, alguns amores de veraneio. Amores que vem e vão, que só se despertam, quando há uma ausência; quando há, do coração, uma carência, um desejo. Mas ela não, eu queria que esse amor, não fosse passageiro. Quisera eu que fosse eterno, duradouro, que sobrevivesse às estações, de Janeiro a Janeiro. Das poucas vezes em que a vi, sinto que não a vi direito. Não admirei-a como mereces, não prostei-me de joelhos. Deveria ter lhe fitado pela eternidade, garantindo a certeza que é você, que tatuo agora em minh'alma, em meu peito. Ah moça! O que eu não faria por um beijo. Um mundo por seus segredos. Ela ainda não sabe, mas por ela, eu faria dos meus escritos, um cemitério perfeito. Enterraria em meus versos, todos os meus amores, de veraneio..." - EDSON, Wikney

⁠"Quantas vezes na madrugada acordei. Você ali, deitada, desnuda, em silêncio lhe admirei. Roguei.
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⁠"Quantas vezes na madrugada acordei. Você ali, deitada, desnuda, em silêncio lhe admirei. Roguei. Implorei Orei. Para que nunca se fosse do meu eu, existem coisas que só eu sei. Você era a rainha e eu, o seu rei. Te amei. Amei mulher, como nunca antes amara, eu amei. Existem coisas em minh'alma, que sei, foi você quem fez. Eu sei. Eu sei o gosto do beijo, e o macio da tez. Me pergunto sempre, quantas vezes na madrugada, eu acordei? E você, ali, deitada, desnuda, em silêncio, eu vislumbrei? São coisas, que em meu âmago, somente eu, sei..." - EDSON, Wikney

⁠"Eu te buscarei em outras enseadas. Te buscarei em outros pores do Sol, em outras alvoradas. Te buscarei em outros abraços, novas casas.
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⁠"Eu te buscarei em outras enseadas. Te buscarei em outros pores do Sol, em outras alvoradas. Te buscarei em outros abraços, novas casas. Te buscarei em novas noites, em outras madrugadas. Te buscarei em novos poemas, em novas palavras. Buscarei por ti, pelos rincões da desilusão e novamente, por ti, derramarei novas lágrimas. O vinho do seu beijo, já não me embriaga mais, te buscarei em outras safras. Já não beberei mais de ti, te buscarei em outras garrafas. Te buscarei em novos lares, novas moradas. Navegarei por outros mares, com novas cartas. Novos beijos, novos olhos, novos cheiros, novas armas. Novas mazelas, novas decepções, novos nadas. Buscando por ti, afogar-me-ei, em novas enseadas..." - EDSON, Wikney

⁠"Os dias gris, são quando eu mais a lembro. A lembro em cada gota de chuva, em cada folha levada ao vento. Lembro-a em cada lágrima, que inunda meu rosto, lembro de cada momento.
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⁠"Os dias gris, são quando eu mais a lembro. A lembro em cada gota de chuva, em cada folha levada ao vento. Lembro-a em cada lágrima, que inunda meu rosto, lembro de cada momento. Lembro do sofrimento. Da indiferença, do beijo, do meu eu em pedaços, do desalento. Mas eu lembro. Lembro-me, quando ao me ver, ao meu abraço, vinha correndo. Não deveria, eu sei, mas eu a lembro. Lembro da guerra serena dos nossos corpos e o suor escorrendo. Lembro que em nossas lutas, éramos nós contra o tempo. Ele, inexorável, insistia em correr, e nós, congelava-nos, naquele momento. Lembro-me de quando se foi, deixando minha vivenda despedaçada e minh'alma, ao relento. Olho pro céu, os olhos inundam, vi o tempo escurecendo. Cada trovão, que assusta qualquer existência, não te afasta do meu pensamento. Os relâmpagos, que iluminam a mais escura das noites, não é sequer uma centelha, pra escuridão que deixara aqui dentro. Cada raio, que parte os céus, rasga minha pele, mata meu eu e mesmo em morte, eu te lembro. Acordo durante a madrugada, vejo um feixe de luz, será o Sol nascendo? Olho pro céu, não existe azul, só um manto branco, que enevoa meus pensamentos. Hoje, sei que sofrerei de novo, pois os dias gris, são quando eu mais a lembro..." - EDSON, Wikney

⁠"Caminhei até o fim da noite, mas não encontrei o por do Sol. Velejei pelas águas da solidão, atraquei em alguns portos, mas não encontrei farol. Nessas mesmas águas, fui presa fácil, com os seus olhos castanhos, fisgou-me, em seu anzol.
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⁠"Caminhei até o fim da noite, mas não encontrei o por do Sol. Velejei pelas águas da solidão, atraquei em alguns portos, mas não encontrei farol. Nessas mesmas águas, fui presa fácil, com os seus olhos castanhos, fisgou-me, em seu anzol. Preso em sua beleza, calhou-me encalhar, em seu atol. Existem mares vastos e profundos, mas nenhum se equipara a solidão, ao vazio do lençol. Amor meu, sei que não sou nenhum escol. Naveguei por esses mares, mas não vislumbrei, meu por do Sol..." - EDSON, Wikney

⁠"Não temo, alguém capaz de me fazer recordar o passado; temo sim, alguém, capaz de me fazer esquecê-lo. Algum'ora se vai; se foi, machuca o peito. Deixará meu eu ao relento, abandonado, não tem jeito.
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⁠"Não temo, alguém capaz de me fazer recordar o passado; temo sim, alguém, capaz de me fazer esquecê-lo. Algum'ora se vai; se foi, machuca o peito. Deixará meu eu ao relento, abandonado, não tem jeito. Observo os trejeitos. Amo cada detalhe, vejo perfeição, em cada defeito. Será o olhar? Ou o cabelo? Será o rosado da boca? Ou o doce do cheiro? O perfume dela. Ah! O perfume, como é perfeito. Quanto mais o tempo passa, mais a amo; e quanto mais a amo, percebo. Não a mereço. Sou o sal da terra, o senhor do pecado, rei do imperfeito. Novamente, a beleza de por do Sol; deverei admirá-la ao longe, meu ser não poderá tocá-la, azar desse sujeito. O viver é um covarde pastor, e cada ovelha é um novo medo. Temo, não ser seu, d'oje, até de morte, o meu leito. Eu, não temo, alguém capaz de me fazer recordar o passado; temo sim, alguém, capaz de me fazer, esquecê-lo..." - EDSON, Wikney

⁠"Hoje, vai chover, eu sei; pois o vento, me lembrou seu cheiro. Hoje, vai chover, eu sei; pois o gelado do vento, arrepiou-me a pele e me fez lembrar seu beijo. Hoje, vai chover, eu sei; pois roguei aos céus que chovesse, para mascarar as águas do meu rosto.
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⁠"Hoje, vai chover, eu sei; pois o vento, me lembrou seu cheiro. Hoje, vai chover, eu sei; pois o gelado do vento, arrepiou-me a pele e me fez lembrar seu beijo. Hoje, vai chover, eu sei; pois roguei aos céus que chovesse, para mascarar as águas do meu rosto. Hoje, vai chover, eu sei; pois mesmo quando as lágrimas do céu, não recaem sobre mim, em sua ausência, será tempestade em meu eu, nada de novo. Hoje, vai chover, eu sei; pois o rugir do trovão, não foi capaz de tirar da minha mente, o seu choro. Erro, erro, erro sim, de amarguras, meu peito roto. Avido, escritor, vívido, parvo, o tolo. Penso em ti, o relâmpago acende o escuro do meu quarto e em um súbito luzir, vejo seu rosto. O brilho do castanho dos olhos, me paralisa o corpo. Sinto que estou morto. Novamente, perdi jogando o seu jogo. Odeio a chuva, por fazer-me lembrar de quem, destruira o meu todo. Eu já sabia, hoje choveu; para o meu desalento, amanhã, eu sei; vai chover, de novo..."

⁠"Todo homem já está morto, a diferença entre uns e outros: é que alguns, tiveram a sorte do jazer debaixo da terra; outros, perambulam por aí, tentando em vão, ressuscitar-se nos beijos e abraços, do sexo oposto. Ao sentir-me tão vivo nos beijos dela, nunca estive tão morto. S…
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⁠"Todo homem já está morto, a diferença entre uns e outros: é que alguns, tiveram a sorte do jazer debaixo da terra; outros, perambulam por aí, tentando em vão, ressuscitar-se nos beijos e abraços, do sexo oposto. Ao sentir-me tão vivo nos beijos dela, nunca estive tão morto. Se Deus me desse a vida eterna, em verdade vos digo; com inenarrável prazer, morreria de novo..." - EDSON, Wikney - Reflexões

⁠"Se eu pudesse criar uma religião, eu o faria. O silêncio seria o meu Deus, e eu o veneraria. A voz humana é maldita.
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⁠"Se eu pudesse criar uma religião, eu o faria. O silêncio seria o meu Deus, e eu o veneraria. A voz humana é maldita. É ela, dona das juras infundadas e promessas vazias. Palavras de ódio, desgosto, lascívia. Sempre que falamos, adoramos à mentira. É a voz, que compursca o som da natureza, que nos permeia e corrompe a calma de toda a criação divina. Fruto da iniquidade; a voz feminina. Fonte do meu sofrimento; a ausência da voz, daquela menina. Acordo, perdido na madrugada, a vela que acendi à minha religião, ainda crepita. Em meio a lençóis vazios, sem você, aquela cama tornou-se a minha cripta. Ela ou a noite? Não sei qual a mais fria. Os sussuros, em meus ouvidos, são a minha sina. Se eu pudesse tê-la de volta, decerto, eu abdicaria. Criaria a minha religião, com meus olhares pregaria as boas novas da não voz, e em absoluto silêncio, te adoraria..."

⁠"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira. Você, um tanto azarada, parece-me, não contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa. Eu também, azarado, não contava com a súbita torrente, que nos abraçava.
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⁠"Adorei as aguas do céu, naquela tarde fria, de quinta feira. Você, um tanto azarada, parece-me, não contava com a chuva e esquecera o guarda-chuva, em casa. Eu também, azarado, não contava com a súbita torrente, que nos abraçava. Sorte a minha, agradeço, novamente, pelas aguas. Lembro de ti, enxarcada. O cheiro do cabelo, exalava. Cada cacho, se realçava. Sua tez, pelo vento frio, arrepiada. Tão próxima de mim, mas tão distante, pareceu-me um conto de fadas. O castanho escuro dos olhos, me lembravam uma fera; outras vezes, uma criança, amedrontada. E eu nem sei o nome da desgraçada. Mas me recordo dos cachos, do cheiro e da gratidão, às do céu, as aguas..."

⁠"Eu tento encontrar palavras para descrevê-la e fico perdido. Talvez, não existam palavras que possam narrar a magnitude de tal mulher, agora acredito. Se houvessem palavras para descrever o verde dos olhos, o doce do beijo, o macio da tez, eu não ousaria tê-las dito.
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⁠"Eu tento encontrar palavras para descrevê-la e fico perdido. Talvez, não existam palavras que possam narrar a magnitude de tal mulher, agora acredito. Se houvessem palavras para descrever o verde dos olhos, o doce do beijo, o macio da tez, eu não ousaria tê-las dito. Quem diria que eu seria tocado pela própria perfeição, a mais bela, uma divina criação; eu, ser maldito. Naquele momento, a única imperfeição que existia naquela mulher, era eu, em seus brilhantes olhos, refletido. Desejo meu, ali mesmo, embalado em seus braços, ter morrido. Para quando em morte, poder ressuscitar, só para uma vez mais, morrer no olhar do meu mais belo delírio. Venerá-la é paz, mulher, é caminhar sobre verdes pastos, é perder-se no mais belo campo de lírios. Delicada, de inenarrável beleza, de presença extremamente aprazível. O aveludar do toque, o perfume dela, me lembram a mais bela rosa e para tê-la, de bom grado, eu me atiraria em seus espinhos. Mas, infelizmente, paixão de um só é martírio. Deus, perdoe meu parvo coração e faça com que eu não me perca em seus olhos de mata, que eles não sejam o meu labirinto. Vê-la ao acordar, acordar só para vê-la; venho sonhando com isso. Deus, deixara a mais bela de suas criações, dar um passeio comigo. Eu, que não acreditava em milagres, após vê-la tão perto da minha face, sentir o calor dos lábios, agora acredito. No fim, tento me encontrar em cada beijo mais lento, que ela desenha em minha boca e não consigo. Mesmo com o léxico tão vasto, seria impossível; eu tento encontrar palavras para descrevê-la e fico perdido. Que ela possa me encontrar, em meio ao caos e a solidão, dos meus escritos..."

⁠"Ah, amor, a eternidade de quem não ama é tão curta. As promessas de amor tão vazias, que se apagam com a mais fraca chuva. A dor e a saudade de quem fica, levam quem realmente amou à loucura.
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⁠"Ah, amor, a eternidade de quem não ama é tão curta. As promessas de amor tão vazias, que se apagam com a mais fraca chuva. A dor e a saudade de quem fica, levam quem realmente amou à loucura. A lembrança de cada beijo, cada toque, como ferro em brasa, marcam a alma e machuca. Cada dia, cada hora, a todo instante, tentar esquecer-te é minha eterna labuta. Hoje, a maior ferida em meu peito, foi causada por quem um dia jurou-me ser dos meus males, a cura. Sou um sem-teto do seu amor, largado na rua. Tentando encontrar abrigo em qualquer pele nua. Tinha a certeza de que me amava, passei a duvidar das suas juras. Se um dia tu me odiaste, hoje já não me restam dúvidas. Nunca fui um motorista muito prudente na direção da minha vida, e no seu sorriso, eu capotei na curva. O tempo passa e nada muda. E com o passar do tempo, eu percebo, meu amor: a eternidade de quem não ama é tão curta..."

⁠"Graças a Deus, eu consegui te esquecer. Já não me recordo mais, quando em nossas brincadeiras, você fazia aquele seu olhar, blasé. Eu consegui te esquecer.
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⁠"Graças a Deus, eu consegui te esquecer. Já não me recordo mais, quando em nossas brincadeiras, você fazia aquele seu olhar, blasé. Eu consegui te esquecer. Já não me lembro mais do seu perfume, meu olfato olvida aquele creme, que presenteei você. Obrigado Pai, pois consegui esquecer. Já não lembro mais do nosso primeiro beijo, o primeiro cheiro, me esqueci dos detalhes, que me fez amar você. Deus, consegui esquecer. Já não te escrevo mais na madrugada, meu peito já não palpita, ao te ver. Eu consegui te esquecer. Ainda bem que já me esqueci, o enlace de nossos corpos, o aveludar da sua tez e o dela em minha boca, o derreter. Consegui esquecer. Se foi da minha mente, o negror de cada fio do cabelo, o castanho dos olhos, o sorriso sem jeito e o meu viver. Arranquei meu próprio coração, pois, cada batida do meu algoz, me lembrava você. Mas hoje, graças a Deus, cada face, cada farfalhar das folhas, cada brisa do vento, faz com que eu consiga, te esquecer..."