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Frases de Warla Weide Fernandes

9 frases

Último Murmúrio de Um Amor Que Nunca Foi (...) E então Parou de ouvir aquele tiro no escuro
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Último Murmúrio de Um Amor Que Nunca Foi (...) E então Parou de ouvir aquele tiro no escuro Era o Último murmúrio Sem dor. Sem lamento. Apenas o som do vento Que dizia por si só a ausência de tudo. Permanecia calado Estava cansado de ser O que nunca foi: - ''Nunca foi amor'' '' Pode ser que o amor não seja só um tiro no escuro. Pode ser. Porque no fundo quem não quis ver fui eu''.

Versos Para Acordar Alice Alice, acorde! Acabou a hora do chá!
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Versos Para Acordar Alice Alice, acorde! Acabou a hora do chá! há um chapeleiro no sofá, ele disse que é seu pai, mas não parece com você. Alice, acorde! A hora do chá acabou! Eu juro ninguém te dopou, você quem escolheu assim. Alice, acorde! Há um chapeleiro na sala disse que veio lhe salvar, reprogramar, Alice! A hora do chá acabou! Ele disse que a rainha é você! -Alice sem tempo, Alice apressada! É hora da retomada... É tarde! É tarde! É tarde! O chapeleiro não disse a metade! Falou em toca do coelho... Alice! O chá de canela! Canela! Canela! Canela! O chá acabou, tem um chapeleiro na sala disse que é seu pai, mas não parece com você. Alice! acorde Alice! Acabou a hora do chá! Feliz desaniversário!!!

Vinte Gotas de Verão Eu bebi vinte gotas de saudade em tudo que eu bebi,
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Vinte Gotas de Verão Eu bebi vinte gotas de saudade em tudo que eu bebi, e nos últimos meses esqueci que pra matar algo tem que ser à seco; Eu chorei vinte gotas de saudade Em tudo que eu chorei nos últimos meses, Mas saudade não é algo que se pode matar afogado; Nesses meses de verão o sol que torrou lá fora Aqui dentro ainda molha meu rosto já inundado Em chuva afogado mas ainda assim sedento, surdo, mudo em lamento, das coisas que eu nem sei dos beijos que não dei do amor que não recebi, naquele tempo em que lá fora que chovia e aqui dentro sempre dia era o sol que se fazia.

... Na parede da sala os ponteiros rasgando o relógio; No quarto o escuro rasgava do teto ao chão;
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... Na parede da sala os ponteiros rasgando o relógio; No quarto o escuro rasgava do teto ao chão; - Na cama rasgavam-se os corpos. Nas costas os rasgos suaves, marca de unhas cruzadas na pele. Na boca rasgam-se os beijos e no entrelaçar de pernas e braços rasga-se a distância e as leis físicas. Um ‘’Eu te amo’’ rasgou o silencio que embala as noites de quem dorme dentro. Uma cena de amor escrita em folha qualquer, cujo vento vem e leva, e na primeira poça molha e rasga-se com todo o resto. Rasgam-se os beijos, os braços e pernas, Rasga-se o ‘’te’’ o ‘’e’’ e o ‘’amo’’. Rasga-se a voz. E no calar entediante dos agora ex amantes a boca que já nem sabe falar cospe; A palavra ‘silêncio’ permanece intacta no papel.

Aranha Aranha, Emaranha
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Aranha Aranha, Emaranha Tua boca peçonhenta e fanha, Tece as cordas da tua voz, Em tuas verdades dá nós, E nós? Como as Moiras tecem destino Amargo é o destilo Do veneno à doce e exitação Me prende, me enleia no chão Com tua teia traiçoeira, Viúva Negra, Me estrangula o coração.