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Frase de Warla Weide Fernandes

Vinte Gotas de Verão Eu bebi vinte gotas de saudade em tudo que eu bebi, e nos últimos meses esqueci que pra matar algo tem que ser à seco; Eu chorei vinte gotas de saudade Em tudo que eu chorei nos últimos meses, Mas saudade não é algo que se pode matar afogado; Nesses meses de verão o sol que torrou lá fora Aqui dentro ainda molha meu rosto já inundado Em chuva afogado mas ainda assim sedento, surdo, mudo em lamento, das coisas que eu nem sei dos beijos que não dei do amor que não recebi, naquele tempo em que lá fora que chovia e aqui dentro sempre dia era o sol que se fazia.

Warla Weide Fernandes

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Pensador.com

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Aranha Aranha, Emaranha
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Aranha Aranha, Emaranha Tua boca peçonhenta e fanha, Tece as cordas da tua voz, Em tuas verdades dá nós, E nós? Como as Moiras tecem destino Amargo é o destilo Do veneno à doce e exitação Me prende, me enleia no chão Com tua teia traiçoeira, Viúva Negra, Me estrangula o coração.

... Na parede da sala os ponteiros rasgando o relógio; No quarto o escuro rasgava do teto ao chão;
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... Na parede da sala os ponteiros rasgando o relógio; No quarto o escuro rasgava do teto ao chão; - Na cama rasgavam-se os corpos. Nas costas os rasgos suaves, marca de unhas cruzadas na pele. Na boca rasgam-se os beijos e no entrelaçar de pernas e braços rasga-se a distância e as leis físicas. Um ‘’Eu te amo’’ rasgou o silencio que embala as noites de quem dorme dentro. Uma cena de amor escrita em folha qualquer, cujo vento vem e leva, e na primeira poça molha e rasga-se com todo o resto. Rasgam-se os beijos, os braços e pernas, Rasga-se o ‘’te’’ o ‘’e’’ e o ‘’amo’’. Rasga-se a voz. E no calar entediante dos agora ex amantes a boca que já nem sabe falar cospe; A palavra ‘silêncio’ permanece intacta no papel.