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Frases de Walmir Palma

32 frases

Inda que a gente não queira Há o abismo A vida gira em sua beira
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Inda que a gente não queira Há o abismo A vida gira em sua beira Quando se quer ser profundo

Caminhos (Walmir Palma) Há o de ida. Sabe- se o que se quer.
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Caminhos (Walmir Palma) Há o de ida. Sabe- se o que se quer. Quando o verbo é ir, ficar não releva. O de volta, É o que se colhe na busca Compreender a espera. Atalhos a mente cria, Para os passos ou não. A imaginação é guia. Impulso e reflexão. Dois motores da vida Eis a loucura e a razão.

Primavera (Walmir Rocha Palma) Um rouxinol acorda os outros passarinhos Como um maestro, ele conduz o seu coral
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Primavera (Walmir Rocha Palma) Um rouxinol acorda os outros passarinhos Como um maestro, ele conduz o seu coral Pintor de todas as manhãs, o sol morninho Seduz as flores com seu beijo matinal Olho que vê tamanho encanto da janela Não sei se meu ou se o de Deus está em mim Estou setembro, vinte e um, é primavera! Meu coração amanheceu feito jardim Num alegreto inusitado, as borboletas Vão espalhando grãos de pólen a granel A terra fértil, mãe feliz, e tudo aceita Há comunhão nesta estação, entre ela e o céu Fascínio assim, de flores, já não há quem pinte Só mesmo o traço inconfundível de Monet Ou o delírio extasiado de Stravinsky Para com sons a primavera conceber Mas que mulher exuberante, a primavera Ela é a prima mais querida do verão E embora o outono morra de paixões por ela É o inverno que ela traz no coração Obs.: Este poema foi musicado por Rosa Passos.

Inverno (Walmir Rocha Palma) Música clara, clara As gotas d´água
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Inverno (Walmir Rocha Palma) Música clara, clara As gotas d´água Batem na louça Ouça Esse delírio sou eu A casa é velha, velha Pingos de chuva Soam nas telhas Veja Chamas de velas e breu Música tanto e tanta A casa espanta O mais é tinta Sinta Hoje a manhã não nasceu! Obs.:Este poema foi musicado por Rosa Passos.

A Nave (Walmir Palma) p/ Oscar Niemeyer Eu vi o traço do arquiteto incontinente Insustentável tal leveza e o gênio ousa
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A Nave (Walmir Palma) p/ Oscar Niemeyer Eu vi o traço do arquiteto incontinente Insustentável tal leveza e o gênio ousa No coração da pátria enfim inconfidente A liberdade sutilmente as asas pousa Sonho conjunto que a memória perpetua Planta- se o sempre nos elãs da geometria Unem- se retas ao milênio que acentua A esperança mais presente que tardia Cumpre- se a curva equilibra- se a mandala Na convergência consciente dos vetores A nave voa na amplidão aterrissada Sucumbe a farsa onde a razão fincou valores A criação desnuda o pêndulo no plano Fundem- se ali o artista e o esteta Em desafio qual esfinge ao olho humano Deus quando faz das suas mãos as do profeta

Labirinto (Walmir Palma) Como saber O que fazer para entender
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Labirinto (Walmir Palma) Como saber O que fazer para entender O que não posso descrever Apenas sinto? Tento dizer Mas entre a língua e o querer Cada palavra tende a ser Um labirinto... Falar de amor, Como esquecer tamanha dor, Fazer de conta que passou, Mentir enfim? Apenas sou Mero poeta, um cantor. Sei que Deus já lhe perdoou Por mim

Roça A terra flora! Felicidade! Choveu na roça! Adeus cidade.
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Roça A terra flora! Felicidade! Choveu na roça! Adeus cidade. Eu vou-me embora. Eu já vou tarde! Eu vou agora. Bateu saudade! Vou pegar trilha, vou tomar banho de rio, A vida pede pra gente ficar por lá! A natureza todo o dia está no cio. Tempo no mato não tem pressa de passar! Mas como é bom ouvir bom dia todo dia, Sentir as mão e semear, plantar, colher... Dormir ao som de uma viola caipira, Pisar o barro, dar aos pés o dom de ter! Adeus cidade! Eu vou- me embora! Eu já vou tarde. Eu vou agora! Choveu na roça! Felicidade! A terra flora. Bateu saudade! Quero o silêncio das manhãs de passarinhos, Ouvir as folhas, respirar a plantação! Viver de novo a eternidade de um carinho Que o meu amor me dá de todo o coração! Até parece que se volta a ser menino, A gente lembra que é feliz e ri à toa! Luar na roça é uma bênção do divino! Viver na roça! Ai! Meu Deus, que vida boa! Choveu na roça! Felicidade! Eu vou-me embora. Adeus cidade! Eu vou agora. Eu já vou tarde! A terra flora! Bateu saudade!

Viagem (Walmir Palma) Já não me estresso com o ruído de um motor Se aumentam o volume do televisor
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Viagem (Walmir Palma) Já não me estresso com o ruído de um motor Se aumentam o volume do televisor Se enquanto eu canto você conta Se deito e você se levanta Já não me espanta qualquer filme de terror Enquanto leio pensamentos de Foucault Você enterra os olhos no computador Essa canção se espalha pelas ruas Entre os que buscam no clarão das luas Outra maneira de curar tamanha dor Eu plantei meus fícus Escrevi meu livro Eu já tenho um filho, meu amor Tudo é passagem Fiz minha viagem Eu vindo e na volta eu vou Já não me irrita uma canção que é só tambor Se em vez de abajur preferem refletor Ou vendem ilusões de luz neon Se poucos leem o Drummond Se a tolice insiste liga o reator Nem o silêncio dos gurus adiantou A natureza está mostrando o seu tumor Quando ela grita eclodem seus vulcões Seu choro inunda civilizações Não tem senhor, não há remédio seu doutor Vejo cataclismos Rescindirem sismos Quanta indiferença meu amor Sobra incompetência Tanta imprudência O poder não tem nenhum pudor

Algo Mais (Walmir Palma) p/ Rosa Passos Ouço sua voz, De tão feliz levito
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Algo Mais (Walmir Palma) p/ Rosa Passos Ouço sua voz, De tão feliz levito E o infinito Cabe dentro de mim. Basta sua voz E nada em mim respira, É como se Akira Filmasse Areta e Elis. É paz! A gente nunca esquece. É meio Elizete. É Dalva tão feliz. Na sua voz, Toda canção é mantra, É luz que Yogananda Emana entre os mortais. É cura. É néctar de rosa, De dentro para fora, É voz e algo mais!