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Frases de Vitória Mayara Cima

10 frases

No âmago da essência todos são eremitas. Há os que se consideram conhecedores de tudo, Mas vivem enclausurados em uma bolha.
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No âmago da essência todos são eremitas. Há os que se consideram conhecedores de tudo, Mas vivem enclausurados em uma bolha. E há os cônscios de sua ignorância, Esses vivem errantes em meio aos indivíduos.

Se eu escrevesse A cada sopro de inspiração A poesia que você emana
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Se eu escrevesse A cada sopro de inspiração A poesia que você emana Eu não seria capaz de apanhar Os momentos dessa terminação: poesia São fagulhas impossíveis de serem captadas Então eu questiono esses momentos Porque em pensamentos Você sempre está presente É uma sede De finalização Um deleite inexplicável Não sou capaz de apanhar o processo Tampouco o final E o princípio. Porque você é poético. E emana poesia Se eu descrevê-la, ela sairá da dimensão do belo Para concretizar-se em imitação. Você é a arte pura e ideal E inapreciável é ter de percorrer esse sistema para explicar o que você significa Em um poema.

Poemas; São detestáveis E prescindíveis
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Poemas; São detestáveis E prescindíveis Até você encontrar algo ou alguém que o faça entender o real motivo de criação De estrofes e versos Que pairam em laudas As quais não eram exploradas até o devido instante E que impetuosamente são tomadas como refúgio - daí para sempre.

Intitulável Resolvo criar um poema Talvez resolva meu impasse
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Intitulável Resolvo criar um poema Talvez resolva meu impasse De pensamento a dilema Não quis que nisso você se tornasse Paramos, assim, do modo que começamos Um sopro, um vento no ocaso Incrédula ao que passamos Quem pode explicar o acaso? Cardinal, contato carnal Pondero as proporções Por quê de casual Passou para turbilhões E toda a gama de clichês Com o fito de um poema e só? Secundário é o que você quer dizer Às coisas que viraram pó.

Infiel ao soneto Eu vou cuidando de mim, De um jeito ou de outro
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Infiel ao soneto Eu vou cuidando de mim, De um jeito ou de outro As coisas sempre têm seu fim. Nonsense, passageiro ou verdadeiro. Ó Cronos, só eu por eu até os confins. Da minha existência és timoneiro E eu mera tripulante enfim. Que resguarda as perguntas Nesse mar sem respostas. À deriva, às escuras sem norte Sem rumo e jogada à sorte. Só sei que nesse trajeto de luta Vez ou outra me recordo, latente, A boa gente que meu ser recruta.

A imprevisão do tempo Em uma chama de olhares Saem faíscas de fervores
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A imprevisão do tempo Em uma chama de olhares Saem faíscas de fervores Não importa os lugares Aonde quer que eu vá A lembrança desse teu olhar Me deixa em torpor As precipitações de sensações Fazem chover em mim, Fazem eu inundar em um leito Deslizar nas águas Ser errante no mar Ainda bem Que aquele dia saí desavisada da chuva de você. Então eu te deixo chover.

⁠AncoRa tento não pensar que estou cada dia mais triste
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⁠AncoRa tento não pensar que estou cada dia mais triste tento me ancorar no momento que agora existe tento não divagar Sobre escolhas que não pude fazer tento me conformar com as decisões e o que elas me fizeram ser tento todo dia ao menos conseguir um minuto e um motivo genuínos para sorrir e esquecer da dor que tem sido viver e da bagunça que transformam o meu ser o meu ser que não sabe o que quer ser porque tanta inconstância não me deixa ver que essa inconsistência me faz perder tudo de bom que posso viver