ARCO-ÍRIS... No céu o arco-íris. Embrulho em sonhos rosa, fitas verdes de esperança, dou dois laços de alegria, para colorir teu dia.
Frases de Verluci Almeida
91 frases
De Distâncias sem prólogo, sem epílogo.
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De Distâncias sem prólogo, sem epílogo. te saber distante te querer todas as horas, nunca te ver, não te sentir! dor que machuca e me aniquila. dor tão doída, cala meu riso. me arrebento todos os dias, nesta louca paixão por ti!
AMPULHETA Os minutos fogem rápidos cúmplices dos segundos
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AMPULHETA Os minutos fogem rápidos cúmplices dos segundos que passam vertiginosamente. Minha vida esvai-se por entre minúsculos grãos que escoam vagarosamente dentro do vidro impenetrável por onde deslizam silenciosamente as areias do tempo. Na sala vazia... o blues a tocar acorda lembranças! Na velha estante procuro teu livro onde belos poemas escrevias. Teu perfume almiscarado Se espalha pela sala. Sinto teu abraço em meus braços que ficaram sós, sem sorrisos. Na noite escura, as badaladas do carrilhão espantam fantasmas. Triste, pelo que não aconteceu fico a me perguntar: - Em que momento a gente se perdeu?
PRIMAVERA Risonha, feliz e bela, ei-la que surge:
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PRIMAVERA Risonha, feliz e bela, ei-la que surge: - a Primavera! Num toque festivo, sobre os velhos muros, as primaveras acordam os corações, deixando-os mais coloridos, enquanto a esperança pousa sobre cada flor. Prenuncio de romances, - vibração no coração, explode a paixão! Tempo de lua cheia no céu, doces beijos ao luar - o amor está no ar! ®Verluci Almeida 220907
BUSCA te procuro nas lembranças nas nuvens, nas canções
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BUSCA te procuro nas lembranças nas nuvens, nas canções nos livros, nas luas, nas janelas e jardins nas ondas verdes do mar. lembranças soltas no sorriso que deixou, nos poemas que escreveu no perfume que ficou na saudade que restou! ®Verluci Almeida 020407
LEMBRANÇAS Sonho jardins encantados. No sono da madrugada
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LEMBRANÇAS Sonho jardins encantados. No sono da madrugada redescubro segredos. Recordo juras secretas antigas lembranças… - às vezes o dia tem cheiro de ontem. ©Verluci Almeida 060507
EU TINHA 20 ANOS Ontem então, eu tinha 20 anos
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EU TINHA 20 ANOS Ontem então, eu tinha 20 anos via o mundo colorido! - Sem as lentes de meus óculos. Eu tinha 20 anos e minhas mãos eram lindas! Mãos de pianista como dizia um grande admirador meu. - Pintas e manchas Não havia... Ontem então, eu tinha 20 anos! Eu tinha tantos projetos, tantos sonhos... que se perderam em algum lugar! Amores morreram antes de existir. - Que pena! Eu não te conhecia! ®Verluci Almeida 161108
NO VIRTUAL Ela tecia sonhos. Ele tocava violão.
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NO VIRTUAL Ela tecia sonhos. Ele tocava violão. Ela sonhava. Ele cantava. Ela escrevia poesias. Ele escrevia poemas. Muito se amaram. Jamais se encontraram. Um lindo amor virtual, perdido no Espaço Sideral. ®Verluci Almeida 020906
CATA-VENTOS Ah! Os cata-ventos... Alegres, coloridos, giravam muito rápido,
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CATA-VENTOS Ah! Os cata-ventos... Alegres, coloridos, giravam muito rápido, embalados pelo vento, nas belas tardes de minha infância. E o tempo girava bem devagar, nas tardes mornas de domingo. Hoje, não vejo mais cata-ventos nas praças. Hoje, o tempo gira muito depressa! Todos tem muita pressa! - Que pena! ®Verluci Almeida 050211
Mãe natureza Vamos fazer a nossa parte para preservar a natureza
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Mãe natureza Vamos fazer a nossa parte para preservar a natureza evitando o desperdício de água, energia, combustível, papel, alimentos e outros recursos. - Preservar é viver! Vamos reduzir o lixo, fazendo a reciclagem e a coleta seletiva para o seu reaproveitamento. Vamos impedir a poluição de nossos rios e oceanos. Vamos proteger nossa fauna, os bichos exóticos e os comuns, a floresta Amazônica e também a nossa flora transformando nosso planeta, num planeta azul e verde. - A mãe natureza agradece! Não deixe o meio ambiente desaparecer. Proteção ambiental com consciência é uma questão de sobrevivência. Trate a Terra e tudo o que nela habita com respeito, amor e consideração, pensando em seus filhos e netos que nela viverão.
DESPEDIDA Colocou a xícara no pires com a colherzinha mexeu
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DESPEDIDA Colocou a xícara no pires com a colherzinha mexeu bebendo o café com leite. Sem nada falar acendeu um cigarro fazendo círculos com a fumaça. Pôs as cinzas no cinzeiro. Sem nem olhar, seu chapéu colocou e pela janela espiou. Chovia! Levantou-se. Vestiu a capa de chuva porque a chuva caia. E saiu. Sem uma palavra Sem nem um olhar. ®Verluci Almeida 020506
CANTILENA DA CHUVA A chuva que escorre lentamente pela vidraça
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CANTILENA DA CHUVA A chuva que escorre lentamente pela vidraça suaviza minha tristeza. Canta um doce acalanto acordando a poesia que mora em mim ®Verluci Almeida 190109
ANOITECER ao anoitecer abro nuvens azuis
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ANOITECER ao anoitecer abro nuvens azuis apanho estrelas esparramo estrelas - descubro saudade! ®Verluci Almeida 271109
DE CARINHO E TERNURA Deixa-me sentir o calor de tuas mãos dentro da noite fria
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DE CARINHO E TERNURA Deixa-me sentir o calor de tuas mãos dentro da noite fria sem estrelas, sem lua. Abraça-me com ternura, como se fosse para sempre. Cuida de mim carinhosamente como se eu fosse tua! ®Verluci Almeida 021006
ESCOLHAS Assisto à tarde que se vai, ouvindo uma canção que parece um lamento.
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ESCOLHAS Assisto à tarde que se vai, ouvindo uma canção que parece um lamento. Lembro-me que ele passou por mim, na manhã tranquila, através das grades prateadas, das altas grades do jardim. Tão longe vai a doce manhã tranquila, toda cheia de bolas coloridas pelo ar de primaveras cor-de-rosa e de lindas borboletas azuis pelos céus a bailar. Tive medo de seguí-lo. Chamou-me! Vontade imensa eu tive. E como tive! Mas ao ouvir o chamado de meu filho para ver o beija-flor com seu filhotinho, parei, pensei... e por aqui mesmo fiquei. - Talvez fosse melhor assim! ®Verluci Almeida 230406
A DANÇA DAS HORAS Horas que entristecem que demoram a passar,
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A DANÇA DAS HORAS Horas que entristecem que demoram a passar, no ritmo de uma dança monótona... que cansa! Tic- tac... tic-tac e nunca avança. A lentidão do ponteiro quando amantes longe estão. Novamente o triste esperar e o ponteiro vencendo mais horas. Passam-se os segundos Passam-se os minutos... Os dias... meses e estações. Tic-tac... tic-tac... E as horas vão passando em ritmo monótono e ele vai rodando, rodando. Tic-tac... tic-tac... no insensível mostrador. Horas que demoram a passar paradas no tempo... No sofrer do não amar. Horas que não se cansam de passar. Eu aqui sozinha e insone, olhando o ponteiro em sua dança monótona... que cansa! Tic-tac... tic-tac... e nunca avança!
SONHO CIGANO Quem me dera os pés dos ciganos, e as asas dos pássaros, para ir em busca
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SONHO CIGANO Quem me dera os pés dos ciganos, e as asas dos pássaros, para ir em busca da vida que eu quisera viver um dia. Ouviria as lendas e valsas eternas ao som de violinos, enquanto na fogueira a brasa arderia, entre estrelas brilhando e um lindo luar nos encantando, eu veria o meu reflexo no brilho de teu olhar. Queria tocar valsas eternas ao piano, adormecer ao cair da tarde nas areias da praia enquanto o sol desmaiasse no horizonte. Queria ver as palmeiras dos jardins, os botões de rosa entreabrindo-se na bela manhã orvalhada, entre cravos, lírios, açucenas e jasmins. Queria com alegria viver lendo poesia e escrever versos de amor que rimassem apenas com cor e flor, enquanto a chuva molhasse as ruas e na calçada a enxurrada levasse para bem longe os meus barcos de papel. Queria... Ah! como eu queria! Verluci Almeida 240305
ENCRUZILHADA Da vida estou na encruzilhada. Fico a me perguntar: quem sou?
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ENCRUZILHADA Da vida estou na encruzilhada. Fico a me perguntar: quem sou? - e vendo que o que sou é nada, queria saber onde meu sonho ficou. Como encontrá-lo?... Onde errei? Será que escolhi a estrada errada? De onde vim, o que sonhei, já nem sei! - De não o saber, fico sozinha e calada. Se pudesse ao menos atingir este lugar onde a gente sonha ser muito feliz enfim, na Pasárgada de Bandeira tentar chegar! E dos meus sonhos fico triste a relembrar vendo que a almejada felicidade existe sim, - apenas não a colocamos onde deveria estar! ®Verluci Almeida 140606
DOCES SONHOS Hoje, somente hoje, farei diferente. Lavarei meus versos com teu perfume predileto,
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DOCES SONHOS Hoje, somente hoje, farei diferente. Lavarei meus versos com teu perfume predileto, Pendurarei no varal e os deixarei secar ao sol e ao vento. E mais tarde... de tardinha, quando se fizer o lusco-fusco, quando o sol beijar o horizonte, recolherei a todos, um por um. E numa conversa toda nossa, pedirei então baixinho, às estrelas que brilham ao luar, que coloquem minha imagem em teus doces sonhos. - Que te façam comigo sonhar! ®Verluci Almeida 010407
O VENTO Havia sobre a cômoda, um espelho à espera de um lindo rosto chegar!
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O VENTO Havia sobre a cômoda, um espelho à espera de um lindo rosto chegar! Havia uma janela que dava para o jardim onde as flores a encantavam! Havia um relógio onde a vida ia em alegre tic-tac ao encontro da morte. Mas havia pássaros alegremente a cantar entre as laranjeiras em flor. - E o vento? Ah! o vento brincava com seus longos cabelos e com a cortina se enroscava dançando ao som de uma suave canção que vinha de longe, de lugares distantes! E o vento sussurrava baixinho em seu ouvido ternas e doces palavras de amor que ele dizia e ela fechando os olhos em seus lábios, os lábios dele sentia! Verluci Almeida 200406
O TREM JÁ VAI PARTIR (poesia onomatopéica) Atenção senhores passageiros
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O TREM JÁ VAI PARTIR (poesia onomatopéica) Atenção senhores passageiros Todos ao embarque... Já vai partir! Piuí... piuííí... piuííííí.... piuííííííííííííí Tchac... tchac-tchac... tchac... tchac-tchac! - Vamos Mamãe, venha Papai! Já está saindo! - Peguem as malas... o meu chapéu! Vovô... apoie-se na bengala! - Venha Vovó, te ajudo a subir Me dê tua mão... Vamos! Piuí... piuííí... piuííííí.... piuííííííííííííí Tchac... tchac-tchac... tchac... tchac-tchac! E lá vamos sorrindo felizes Para São Paulo... passar o Natal Com toda a família reunida! Saudade do trem de minha infância Que nas curvas suaves que fazia, Embalava meus doces sonhos de menina! - Saudade! Verluci Almeida 200408
OUTONO uma velha árvore chove folhas
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OUTONO uma velha árvore chove folhas vermelho e ouro quando o vento abraça seus galhos enquanto desenho nuvens azuis ouvindo o triste lamento da cigarra. ®Verluci Almeida 221106
PELA VIDRAÇA Chove muito e as gotas d'água deslizam suavemente pela vidraça.
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PELA VIDRAÇA Chove muito e as gotas d'água deslizam suavemente pela vidraça. Pela janela observo a mulher que caminha lentamente pela rua deserta. Para onde ela irá assim sem pressa? Imersa em seus pensamentos segue em frente e fico a imaginar o que faz uma mulher caminhar tão tranquilamente ignorando a chuva forte que cai. Seria o término de um romance, de um belo caso de amor? E indiferente aos pingos de chuva que molham sua roupa, seu corpo, segue levando consigo o seu segredo. Verluci Almeida 250210
IN MEMORIAN [Para Nel Meirelles] Ao soar as horas noturnas,
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IN MEMORIAN [Para Nel Meirelles] Ao soar as horas noturnas, Assusto-me com o som do carrilhão. No pêndulo impertubável, vejo minha existência esvair-se num ritmo constante, monótono. Escoam-se os segundos, os minutos. E eis mais uma madrugada que se anuncia insone. A lua testemunha o silêncio das cigarras enquanto lembranças ressurgem ao som do melancólico blues. As estrelas sorriem piscando para mim, talvez para afugentar esta tristeza infinda. Das árvores, as folhas caíram. Em revoada, os pássaros partiram. - Não mais verei teu lindo sorriso! ©Verluci Almeida 211106