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Frases de Tiago landeira

183 frases

Confesso A foto, o som, uma particular luminosidade, me desviam em suas qualidades. Assim eu sou bobo. E creio em Deus e no sol. O pensamento me fala de outro tempo, outro espaço. Por vezes não entendo e se pertencer a mim, também às vezes parece não pertencer; como se em busca…
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Confesso A foto, o som, uma particular luminosidade, me desviam em suas qualidades. Assim eu sou bobo. E creio em Deus e no sol. O pensamento me fala de outro tempo, outro espaço. Por vezes não entendo e se pertencer a mim, também às vezes parece não pertencer; como se em buscas próprias trouxesse coisas de fora, alheias a minhas ordens, de maneiras invisíveis. Nele guardo o passo dado e a esperança. Guardo a mim e me encontro lá sozinho quando me chamo. Enquanto vou, minha busca chega e correndo logo à frente estão minhas intenções. A minha cautela tem freqüência errática, igual vôo de borboleta; anda trêmula de braços dados com a dúvida que balança meu equilíbrio. Minha maldade sem forças pra resistir, vive de persistência. Meu desejo de às vezes não estar aqui pode ser o meu mais profundo, mas sempre que olho pra ele, sinto meus pés pisando no raso. Escrevo e gosto de palavras, saber dizê-las, entendê-las mesmo que dentro de minha própria sanidade. Falam sempre de perto como se tivessem do lado. Me sinto acompanhado. Assim nascem meus fracassos: acredito poder mudar o mundo. Me vejo destacado e essencial. Eu, o primeiro convencido. E único. Assim falo por minhas ideias. Precisam sair e só saem se ditas. É inquietação. De compreensão ao alcance; polidas e prontas para serem absorvidas; me contam que em minhas medidas tem algo que pode caber no mundo. Me defendo achando graça e coleciono mais um fracasso até que eu veja em alguém qualquer delas e já sou muito mais feliz que triste. Minha cara não muda se perco. Eu disfarço. Minha cara muda quando saio do pensamento e esqueço do brilho, da cor e das palavras. Se não me encontro, poderia ser qualquer coisa. Até ser triste. E tristeza é ruim como preguiça de levantar, indisposição de explicar. Uma doença que deixa de cama, mas que em poucos dias vai passar. Como impaciência. Sou bobo; outro dia inútil; outro dia, inofensivo e feio; outros sou falso, ou chato. Sou vários. Todos os dias sou eu. Mesmo os que sou menos eu. Nestes, com um “mas” e algo mais, me ressuscito e volto pra perto de mim, culpando meu coração por desmentir quem sou justo quando me pensava sabendo.

Caos Correr, correr, correr o que? A multidão. Cantar os hinos. Caçar Promoções. Saúde pública distribui vacinas em larga escala. Maratona. Qualquer lugar tem tudo. Tem gente. Tem mundo. Pressa de sair. Se afastar dos olhos. Nunca dos olhares. Pressão. Correr, correr, correr o…
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Caos Correr, correr, correr o que? A multidão. Cantar os hinos. Caçar Promoções. Saúde pública distribui vacinas em larga escala. Maratona. Qualquer lugar tem tudo. Tem gente. Tem mundo. Pressa de sair. Se afastar dos olhos. Nunca dos olhares. Pressão. Correr, correr, correr o que? A mão única. Os olhos no asfalto. O grafite no papel, antes de dar as costas, com um aviso. A deus sempre. Para deus todo o mundo, os restos mortais e o sacrifício. Adeus! Correr, correr, correr o que? De saída pro mundo dentro d’uma bolsa. Levar quase nada. Mandamentos práticos de suporte pro caso de não saber sobre a própria vida. Suporte o mundo. Leveza é mais um peso. Correr, correr, correr o que? A corrente. Carrega a própria âncora o navio. Vai livre e seguido. Em elos fluidos transita a liberdade enfileirada. Passa boa parte dela por entre poucas e incontáveis passadas. E a consciência livre determina qual será o próximo passo. Livre e seguido. Não cabe a mim correr o que caminho.

Página em branco Me vejo sentado em frente a um piano maravilhoso que me faz companhia calado. De repente eu sou essa janela imensa ao seu lado.
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Página em branco Me vejo sentado em frente a um piano maravilhoso que me faz companhia calado. De repente eu sou essa janela imensa ao seu lado. Se tiver frio lá fora, olho pra dentro e me aqueço na sala morna. Se perceber o jardim vivo e ensolarado, me volto pra fora, vejo o verde, respiro o ar fresco e me alegro. Vou esquecer meus passos, relaxar e não procurar pela hora que dei o primeiro choro, a hora que abri o olho, a hora que sorri primeiro. Com o que foi? Onde foi? Não interessa mais... Meu riso não tem mais aquele mesmo motivo. Hoje falo e escrevo e por causa de tudo isso meu deus se transforma aqui dentro de casa. Amanheço feliz tantas vezes que poderia dividir com meu pai. Partir a laranja, tirar uns gomos e, enquanto comemos, conversamos. São tantas portas e janela que tem no outro. Cada uma que se abre traz vento; sentir isso desperta qualquer coisa. De calafrios a qualquer cheiro. Dá pra saber se está ou não chovendo, se tem ondas, se ainda é dia, sentir frio... E daí é julgada alguma realidade, e existe um mundo pra isso e você está nele, e você sabe o que está sentindo, e isso é brilhante e você pode estar enganado quando mais uma vez percebe que amanheceu feliz. Quanta loucura forma um homem. Quantos barcos pra alimentar uma mesa. Sem limite vai tudo andando pra frente. E o mundo mudando em páginas em branco.

Palavra quando alma O Nome. Existir são palavras.
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Palavra quando alma O Nome. Existir são palavras. Instante, cena, ação. Associação. De observar, se captura. Qualquer algo arranca uma impressão. Faz linguagem. Mais toque, mais sentido. Minhas sombras no entendimento. Palavras alcançadas do dia. Se não escrever não me construo n’alguma parte. É tão profundo aqui dentro que não ouço o gotejar. É vital dar um nome pra algum sentido que chegou. Explicar, entender, captar, colher, comer, sonhar. É vital. O momento de sentir transitar todas as sugestões dentro de si. E sinto o poder do tempo não me tocar quando estou cá comigo. Mesa posta, eu vim e sentei. É pra isso que existo agora. Eu apenas alma como a palavra apenas significa.

Por sobre o fio O fio entre duas pontas. O nó no meio. O coração. A ponta. Oito vezes distante. O canto.
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Por sobre o fio O fio entre duas pontas. O nó no meio. O coração. A ponta. Oito vezes distante. O canto. De lá pra lá elas dizem sobre o amor constrangido. Se ocultado na sombra dos sorrisos; Se escondido atrás do olhar brilhante. Dor e dor Sentir frio. Não tocar segundo a mão. Taça cheia. Rolha retirada com parafuso. Rudeza penetrante na doçura. Quarto dilatado em desconforto. Descortina-se a quinta. Sem lua; um céu em prantos. A sesta, após o prato raso que oferecia amor. Alimento sem cheiro. Dias e dias a pão. Sem temas; sentidas palavras ainda desejo ter na vida impensada para dois. Ou tentar sem calor; Sentir paz.

Sombra de mim Esta terça que vibra entre minha razão e emoção me torna um espectador da minha vida a ponto de admirar-me. Me constituo sem alcance de qualquer perfeição, julgando qualquer atitude equivocada. Existindo dentro de mim sem respirar como se o meu ser isento do racio…
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Sombra de mim Esta terça que vibra entre minha razão e emoção me torna um espectador da minha vida a ponto de admirar-me. Me constituo sem alcance de qualquer perfeição, julgando qualquer atitude equivocada. Existindo dentro de mim sem respirar como se o meu ser isento do racional, fosse um estado de descanso. Me vivo para a surpresa e perdido ou obstinado, sem diferença, tenho um tema pra seguir no presente que no sonho ou na dor se apresenta. E mesmo coagido, amedrontado pela ansiedade de cada dia em ser julgado; triunfar incrédulo por não esperar por quem a mim preze ou pelo momento de ser exaltado. Ao que merece minha concentração, meu tempo empregado e minha causa que pode até ser ao nada comparada, justifico meu ritmo e devoção sem ter de explicar qualquer parte desse particular tesouro. O lugar que me eleva para além da falta de qualquer outro ganho ou qualquer perda é como um lar. Chego lá quando me sento e nem imagino. Onde posso sentir o cheiro do céu. Chego lá quando penso que não posso abandonar as últimas palavras reunidas sem capricho. Quando a importância do descanso não é maior que a da reflexão. Vou até lá quando me vivo e me amo considerando que só tenho isso. Quando faço o caminho de volta que me levou a queda. Retorno para o íntimo. Para o absurdo milagre de insistente felicidade que arde. Questiono a mim cobrando argumentos. Não é de graça ou sem preço que se obtém alguma felicidade e não concebo amanhecer com tanta estando rodeado de despropósito, perdido ou obstinado por alguma falsidade. Sem qualquer falsidade. Erro, critérios, vaidade. Banal e carne, a vida completa com os dois lados da moeda. Escrever por odiar, amar para morrer, jogar contra o irmão. Errar, errar, errar... E ter perdão. Para o divino, acredito ser a minha melhor e suficiente oferta. Eu acredito. Eu erro.

Trepadeira Cresce essa planta trepadeira. Sobe onde tem de se apoiar e se veste de folhas pelo caminho que já passou. Debaixo delas, bem guardado como vergonhas escondidas, estão suas uvas e seus maracujás, protegidos e mudando de cor. Na ponta vão embora mais ramos tratando de…
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Trepadeira Cresce essa planta trepadeira. Sobe onde tem de se apoiar e se veste de folhas pelo caminho que já passou. Debaixo delas, bem guardado como vergonhas escondidas, estão suas uvas e seus maracujás, protegidos e mudando de cor. Na ponta vão embora mais ramos tratando de outros assuntos, peregrinos de um único passo que param logo e tratam de se vestir de verde escuro. São mais folhas quem trazem mais frutos. Virá até quando? Enquanto vai.

Esperança e o resto Permaneço de pé. Coração firme, pois ela está viva e me sustenta.
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Esperança e o resto Permaneço de pé. Coração firme, pois ela está viva e me sustenta. Forte esperança. Viva esperança. Mais viva do que eu. Grito - ! - Que obstáculos me travem; sempre saberei os seus tamanhos e também onde exatamente os deixei! - Que cada começo e recomeço anuncie o desconhecido; sempre estará aqui dentro me ensinando a esperar! - Que todo o resto me incline à incredulidade; de nada terei medo! Sozinho, sempre sozinho, o meu temor é que um dia me falte o amor. Temo e, sem demora, choro com meus anjos; logo me sinto abastecer com as suas lágrimas. Doses que me fazem subir vigoroso, a vida ladeira acima. Tudo ainda está no começo. Todo o resto é desconhecido. Mesmo assim.

Ode ao bem Dói e choro. Penso no bem do meu irmão; é o mesmo bem que penso pra mim?
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Ode ao bem Dói e choro. Penso no bem do meu irmão; é o mesmo bem que penso pra mim? Seria certo pedir? Estar bem não é simplesmente saúde? É mais? Amor. Dinheiro. Saúde. Por quê? Se a insatisfação não depende de se estar bem. A busca pelo bem sangra em terror. Ninguém sabe disso. Limites podem nem existir. A comunicação ser apenas códigos de correção. O bem, um estado de equilíbrio hoje. Dói e sigo,...

Prece Me leva paz Que eu considere minha criança e o que dela tenho desde sempre.
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Prece Me leva paz Que eu considere minha criança e o que dela tenho desde sempre. Se necessário for julgar, que faça um juízo iluminado. Abra a portas e janelas, visite os meus e a mim mesmo e os que tão do lado. Que eu observe coincidências e os passos que até ela me levaram. Que eu cante na vida. Entenda o bem. Respeite o sagrado. Me leva paz. Me leva.

Conheci um fantasma hoje. Uma onda grave de tristeza me alcança rápida e forte. Me joga distante do futuro, como se não valesse nenhuma crença.
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Conheci um fantasma hoje. Uma onda grave de tristeza me alcança rápida e forte. Me joga distante do futuro, como se não valesse nenhuma crença. Sem fé, sem verdade, um saco vazio. Não reage, não sibila, não chora... Preciso me centrar, reunir os cacos. Preciso dar visão, eu preciso de visão. Não sei o que é importante mais... Acordei pra descobrir que não sei. Deus de algum lugar venha me buscar...

Me samba Tum Tum Tum... O grave eleva como um impulso surdo e imperativo.
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Me samba Tum Tum Tum... O grave eleva como um impulso surdo e imperativo. Obriga seduzindo o movimento irresistivelmente. Toda a energia se faz e se faz dentro com inconsciência crescente. Envolventes coisas soam aleatórias. Fazem os sentidos brilhar. Explode como flor, perfuma, colore e as mãos pro ar. Puxa pra lá e puxa pra todo lugar em ritmo de ritual. O corpo é todo só um canal, produz, capta e entende. Revela-se sempre mais e não precisa ter fim. Esquece a vida, o sentido é carregar a esperança e a vontade. Alegre ou triste tem força. A festa sou eu, a celebração sou eu. E o motivo sou eu também. Me faz samba.

Conselho Líderes imaginados disputam por sombras. São nuvens se chocando a favor do mesmo vento.
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Conselho Líderes imaginados disputam por sombras. São nuvens se chocando a favor do mesmo vento. As palavras aqui tem peso de ouro; antes de engano são verdades. O primeiro toque no outro. Os interesses são astúcias e desafiam, mas não se sente queimar. Não se sente arder. Tenha mais liberdade; tem outro amor aqui pra se experimentar. Sinta. Estamos a favor do mesmo vento.