As piores feridas são as invisíveis.
Frases de Tere Tavares
159 frases
Só os olhos da alma compreendem da suprema beleza que miram.
Homenagem a Drummond No meio do caminho tinha... meio caminho andado. Depois de todo um caminho andado, ainda há caminho.
Descrer quero algo que me arrebate dos veios da lucidez quero algo que me resgate da nascente dos meus olhos
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Descrer quero algo que me arrebate dos veios da lucidez quero algo que me resgate da nascente dos meus olhos quero algo que me indenize o deslize juvenil quero perder-me até que eu possa falar diferente o meu sorrir moribundo.
A grande dúvida humana será sempre nada saber do começo tampouco do fim: ambos coexistem.
O que pretender onde não há nada exceto o desmorrer puro e límpido de algo cujo fim é findar - como todo homem - um dia?
Saudade Morte ou metamorfose? Que sabemos sobre esta outra forma de sonho?
Ainda que te pareçam incisivas as coisas à tua volta e a tua visão se turve escuta o que te sopra a colheita do chá, acalma o desassossego no sono morno como se noite.
Meiguice. Os teus olhos me dizem que estás perdida naqueles olhos que ainda não viste, que ainda não te vestem com olhares de te haverem visto.
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Meiguice. Os teus olhos me dizem que estás perdida naqueles olhos que ainda não viste, que ainda não te vestem com olhares de te haverem visto.
Por vezes ocorre de algo nascer inconscientemente. Mas nunca sem consequência.
Talvez tenha que rasgar a pele, para que lhe surjam as asas, para que haja uma revelação do que se escondeu no exterior das pedras e, só então, decodificar as nervuras, o olhar duro das magnólias, por não desconhecer as feridas geradas pelo aprendizado. E entender. Porque é prec…
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Talvez tenha que rasgar a pele, para que lhe surjam as asas, para que haja uma revelação do que se escondeu no exterior das pedras e, só então, decodificar as nervuras, o olhar duro das magnólias, por não desconhecer as feridas geradas pelo aprendizado. E entender. Porque é preciso saber do solo antes de alcançar a amplidão absoluta do céu.
A fome costuma não ter nome. Ninguém a percebe, exceto quem a sente.
Sobreviver e viver sobre Sou ao meu modo de quase todas as maneiras. Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes,
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Sobreviver e viver sobre Sou ao meu modo de quase todas as maneiras. Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes, Nesse jardim excessivo que me vigia, Vestindo-me de ventos e formas imaginárias. Sou o pé que não pisou a nitidez da escarpa, Que dançou com todas as coisas que não tive, Com cada seixo perdido nos extremos indivisos. Cada viagem é um retorno, um extremo flamejante, Como se fosse possível possuir uma fração do universo E, essa fração, fosse a totalidade infinita. Meu espírito sente que não há solidão nem término Nesse pequeno abismo disposto em degraus, em espirais, Onde as criaturas todas clamam pelo mesmo Deus, Distante da matéria, próximo do mistério, Do grandioso silêncio que surge sereno e solitário, E vem ensopar de sulcos As migalhas espalhadas nas florações. Sei que nada possuo para aproximar-me Do invisível, do sucessivo embaraço onde não me encontro. O manto despido dos vales e montes murmura: Ainda há pedras à tua frente E tumulto no mundo submisso, vago e diverso Como um rio anterior às chuvas, Quase exausto de tanto ser rio. [Cada ser é uma escultura filarmônica e simbólica]. No meu peito uma lívida linguagem soluça, Um cantar sinuoso suspende-me as pálpebras dormentes, Como um ciclone simultâneo. Durmo e já não vejo como me via. Adentro no que é tudo, Na mínima festa que passa dentro das noites melancólicas. As cascatas ocluem o choro das rochas, As tessituras feitas de teias abandonam o limbo, Para além das urgentes estrelas que não alcanço E me vivem, e me sustentam quase metaforicamente, me circundam. Sou as vegetações em desequilíbrio, As veladuras, O vazio aquecido e dúctil, A fosforescência, A muda eternidade. Sou uma alma que transborda pela arca dos signos E não mais sustenta a visão que me subverte e me corrompe Nem me sabe antes que, como um novo e absoluto nascimento, Louca, intensa e imperfeitamente, eu a saiba – igual a mim.
A verdadeira beleza é inocente e não sabe confundir-se.
A solidão como lenda na soma natural que vem a ser o existir. São tantos os nasceres. Em todos os sentidos e nos sentidos todos há profundidade ou filosofia além de uma insanidade não diagnosticável.
Há quem de si tenha saudade, aquela de ter sido. Seguindo-se nos entretantos.
Só para os insanos, Para os singulares Que não temem o escuro,
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Só para os insanos, Para os singulares Que não temem o escuro, O salto é sempre sereno e seguro
Se te dissesse que posso nascer entre as pedras. Não. Se imaginasses que depois de aprofundar as raízes entre as pedras eu floresço. Sim. Moro no inabitável.
Laços imaginário se alinham na trama das asas. Os hábitos rompidos. Migrações.
A arte é a única fuga que não afugenta.
Dos vinhos eu só almejo a embriagante madurez.
O amor é mais atitude do que retórica. Tentar medir ou nomear o amor é ameaçá-lo.
A arte precisa ser exercida de forma livre e sem ilusões.
Alvorecer. Nessa luz suspensa que desponta há algo que somente outra luz pode ocultar: uma nova luz que os habitantes dessa casa não perceberam. Uma luz
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Alvorecer. Nessa luz suspensa que desponta há algo que somente outra luz pode ocultar: uma nova luz que os habitantes dessa casa não perceberam. Uma luz grandiosa que aprecia somente existir e não ser vista.