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Frases de tadeumemoria

822 frases

molambo Nunca fui jogador, não sou belo, nunca fui traficante,
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molambo Nunca fui jogador, não sou belo, nunca fui traficante, não pesa sobre mim a vida de alguém perdido nas drogas dinheiro fácil não faz ninguém rico ninguém é bonito por usar paco rabanes se sua alma é molambo... ah meu Deus! Quantos ateus! quantas casas de taipa disfarçada em palácios... Nunca fui ator, não acredito em beijo tecnico, marido de atriz é tecnicamente, publicamente traído e embora não pareça, na alma dói... sou feliz fazendo poesia, vencendo a agonia do cotidiano servi ao exército; exercito a minha cidadania, eu voto e também cometo enganos...

Foram visitar a savana africana, um filósofo, um pastor e levaram um amigo em comum, apesar desse ser um alcoólatra compulsivo. O pastor levou uma bíblia, o filósofo levou seu notebook, o bêbedo levou um litro de aguardente, e, ao longo do passeio bebericava no próprio gargalo. F…
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Foram visitar a savana africana, um filósofo, um pastor e levaram um amigo em comum, apesar desse ser um alcoólatra compulsivo. O pastor levou uma bíblia, o filósofo levou seu notebook, o bêbedo levou um litro de aguardente, e, ao longo do passeio bebericava no próprio gargalo. Ficaram encantados com o que viam. E o pastor glorificava o Senhor, o filósofo filosofava enriquecendo seu aprendizado, o bêbedo festejava com a cana. Mas ao longo de uma vereda perceberam devidamente protegidos no seu veiculo de safári, que uma criança caminhava sem perceber que bem próximo, um grupo de leões observava na sombra de uma árvore, a possibilidade de alguma caça. Imaginaram o pior e nada poderiam fazer porque se gritassem a criança não ouviria se buzinassem talvez só chamassem a atenção dos leões; então ficaram calados e torcendo para que aquela criança que era filha de algum nativo daquele lugar, passasse despercebida pelas feras, mas aconteceu o pior, e foram testemunhas de uma cena violentíssima. O pastor visivelmente chocado tomou a aguardente da mão do alcoólatra e tomou uma dose cavalar. O filósofo por sua vez tomou do pastor o litro de cachaça e tomou uma grande dose. O bêbedo por sua vez filosofou: “a soberania está acima de todos os males...’ mas vamos fazer uma oração pelo espírito dessa criança, que provavelmente está no seio do senhor.

CORA Cora a flor cora o jardim
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CORA Cora a flor cora o jardim borboletas e colibris coração de coração decoração de Cora decora esse poema com a cor da açucena, Cora Cora Coralina, a rima mais bela se faz no cotidiano quando dizemos te amo quando amamos o próximo e o que está distante também canto o trem do dia a dia, nos vai e vem dessa vida suporto essa agonia com trovas e rimas de Cora Coralina

EDIFICIO Edifício diante de tanto concreto Não sentir-se abstrato...
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EDIFICIO Edifício diante de tanto concreto Não sentir-se abstrato... Edifício diante de tanta opulência Não sentir-se humilhado... Edifício diante de tanto luxo Não sentir-se miserável... Edifício diante de tantos espelhos Não sentir-se desfigurado... Edifício diante de tantos andares Não sentir-se sem passos... Edifício dentro do elevador não sentir-se Rebaixado Edifício diante de tantas câmeras Não se sentir marginal Edifício no jardim não se sentri Um gnomo Edifício na cobertura Não se sentir um sem teto Edifício diante de olhares Não se sentir um suspeito... Porque no “é difícil” onde moro São fáceis os sorrisos, a hospitalidade, a amizade...

OUTROS SONHOS Enquanto a aranha tece sua teia No porão, eu penso a caminhar
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OUTROS SONHOS Enquanto a aranha tece sua teia No porão, eu penso a caminhar Sobre as campinas, Passando por cima da minha emoção, Voltando ao passado, Derrubando edíficios, Que agora cercam a minha visão, Operários bem equipados, Bem aparelhados, Erguem torres e coberturas, Improvisam um elevador, E a igrejinha do meu casamento, Onde com tanto srntimento, Jurei meu amor, Sua única torre ameaçada por um guindaste, Enquadrada por andaimes, Badala seu sino, Agora abafado por tantas paredes, E nos campos, onde floresciam meus sonhos, E eram verdes como as campinas, Embalados por passarinhos, Que emigraram para outros campos, Para compor outros sonhos...

PARTES A minha parte triste nunca parte, A minha parte alegre é deserta,
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PARTES A minha parte triste nunca parte, A minha parte alegre é deserta, Aminha parte de luz povoa a triste, A minha parte alegre inexiste... O que eu tenho de todo as vezes se parte, Tem parte que as vezes se encorpora, E sentimentos estranhos apavoram Dividindo o meu ser em muitas partes A parte boa de mim alaga desertos No nordesre do meu ser tem secas iminentes Gente morrendo de fome, muitos espectros Arrogantes e outros subservientes...

condor O trigésimo andar me seduz Salto livre no vazio,
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condor O trigésimo andar me seduz Salto livre no vazio, Talvez me torne passarinho, A vertigem é mais que adrenalina, Talvez traga um crepúsculo só para mim... O condor já foi homem um dia, O homem um dia já foi condor, Então se jogou do penhasco, Flutuou até o horizonte, E guardou o sol atrás da colina... Na paixão o homem volta a ser condor, Mas esquece que já não sabe voar, E quando surgem ressentimentos com dor, Com dor o homem não consegue flutuar, Então esta queda no vazio, Do azul do firmamento, E nas estrelas do olhar da menina Até achar o horizonte, o ocaso e a colina E redescobrir o condor que há em mim...

REVOLUÇÃO LITERÁRIA Alguns poemas sorriam, outros se armavam de facas,
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REVOLUÇÃO LITERÁRIA Alguns poemas sorriam, outros se armavam de facas, alguns traziam flores, outroa traziam brasas em papel veludo com laços vermelhos, alguns me cumprimentavam, outros me humilhavam e me punham de joelhos, alguns me traziam namoradas e as despiam na cama, outos me jogavam na lama e me tornavam a piada, alguns faziam a neblina no final da tarde, outros faziam carnificina sem nenhum alarde....

LEVE NOÇÃO Tenho a leve noção de como Deus se sente quando escrevo um poema...
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LEVE NOÇÃO Tenho a leve noção de como Deus se sente quando escrevo um poema... E se chove meteoros, Eu os transformo em pétalas de açucena, E se formam tsunamis, Eu já velejei por vagas abismais, Américo, descobrindo continentes, Meus versos as vezes plácidos, As vezes impertinentes , Minhas estrofes perversas, Sádicas, de verbos ateus, O que eu não sei de Deus? Não saberia de mim mesmo, Conheço o Pai, o Filho e o Santo Espírito, Sou feito imagem sua e semelhança, As vezes nasço criança em Belém, As vezes me crucifico em Manaus, As vezes pensamentos maus, Me fazem Herodes e Judas, Trucidam recém-nascidos, Entregam seus amigos, Condenam inocente, crucificam um santo... Até que esta criação me dá a leve noção De ser um pouquinho Deus...

CONTO E quanto ao teu olhar e o teu carinho, Meu ninho e meu encanto
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CONTO E quanto ao teu olhar e o teu carinho, Meu ninho e meu encanto Eu canto, eu conto, Eu sei que nem existo Meu verso é corvo louco Perdido no deserto E longe eu não sou nada E perto eu me desfaço Em miragens que me cercam Curiós e odaliscas, Lagos e horizontes Tudo como o último beijo No penúltimo sonho E quanto a você, Uma visão é tão pouco Fica o encontro marcado Para o próximo sono E eu me abandono Ao abandono Surgindo numa esquina, Quando a alma se declina Eu vagabundo Me dou conta Que nada conta Que nada tem sentido...

ARTESÃO Curvo-me sob a penumbra, ante a luz da lamparina, Tateando as emoções tecendo o soneto,
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ARTESÃO Curvo-me sob a penumbra, ante a luz da lamparina, Tateando as emoções tecendo o soneto, Meus versos desfilam com clareza alpina, Sentimentos que eu julgava obsoletos. A noite me conduz sob uma bruma, A estrofe é o meu próprio dissover-se, Em cada verso minhalma espuma, No rubro sangue de mim faz verter-se. O que tenho de mim, o que já tive, O que vivi, o que já é passado, O que foi belo e o que já não existe... Como um artesão componho o poema Do que se foi, e do que em ainda vive, Do que amei e do que fui odiado...

CRIANÇA Enquanto eu não escrevo o verso eu não me reinvento,
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CRIANÇA Enquanto eu não escrevo o verso eu não me reinvento, Porque ao contrario do que penso, Eu sou sistemático e perverso, Enquanto eu não escrevo o poema eu não aconteço Porque o silêncio e uma granada Assim como a própria terra espera o seu tempo pra explodir Por isso antes de mais nada me da teu seio Como se eu fosse uma criança Me da a esperança De acreditar e prosseguir Isso completa a minha estrofe Depois eu ateio fogo em Roma E ponho a culpa em Nero...

HISTÓRIA DAS PAIXÕES Estive pensando em sair pelas praças, Escrevendo o teu nome,
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HISTÓRIA DAS PAIXÕES Estive pensando em sair pelas praças, Escrevendo o teu nome, Poemas e dedicatórias, Revelando o que todos já sabem dessa história... Tristão e Isolda modernos, Romeu e Julieta, enlouquecidos... Estive pensando em como fomos plagiados, Em como fomos assassinados, Por romancistas consagrados... De forma leviana e exagerada, Que torna o amor assim, um consumismo desvairado Quantas vezes fomos jogados do oitavo andar Quantas vezes nos envenenaram Quantas serpentes nos picaram... Janete Clair tinha finais felizes, Dias Gomes cometia pecados capitais, Épicos casam príncipes com plebéias, Ou princesas com plebeus Agora só porque meu nome é Tadeu Sou concunhado do Elizeu Só porque imaginam que sou ateu E não tenho dotes Tenho que escalar paredes Nas caladas das madrugadas. Estive pensando diante do click do semáforo Que me faz perder tempo de beijos E poderíamos estar fazendo filhos Ou tentando entender constelações E a harmonia de nossos signos Mas paro diante do verde Presto atenção no amarelo E sigo no vermelho A alma empenhada ao spc... Os olhos perdidos nos outdoors Com mirabolantes ofertas Que só me impõem impossibilidades... Então me apego a esse amor Como única forma de prazer seguro E penso em escrever nos muros Sem querer morrer de novo E me recusando a pensar que Daqui a mil anos... Diante de um firmamento tenebroso E um crepúsculo cinzento Observando as ruínas da terra E o limiar da humanidade As histórias das paixões ainda serão as mesmas...

NAUFRÁGIOS Umas me deitavam Outras me cobriam
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NAUFRÁGIOS Umas me deitavam Outras me cobriam Sempre dei a sensação De que era eu a caça Era uma armadilha E nunca deixei de ser ilha E nesse mar de solidão Elas se afogam E pela madrugada Vou recolhendo na lembrança O que restou dos seus naufrágios...