O amor tem uma missão. Pense em todos os grãos de areia da praia, o amor precisa juntá-los. E se você acha isso absurdo, é porque ainda não conheceu o amor.
Frases de Sidiney Breguêdo
135 frases
Desprezar o poder que existe nas mãos de homens sem expressão, pequenos homens, como servidores públicos, policiais, pais, ou mesmo presidiários, ignorando a microfísica do poder, certamente é a forma mais fácil de deixar o país cair em desgraça, já que este poder aparentemente m…
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Desprezar o poder que existe nas mãos de homens sem expressão, pequenos homens, como servidores públicos, policiais, pais, ou mesmo presidiários, ignorando a microfísica do poder, certamente é a forma mais fácil de deixar o país cair em desgraça, já que este poder aparentemente microscópico invade a casa dos homens mais simples.
Morrer de estudar uma idéia, dormir e acordar com ela, como se fosse a coisa mais importante com a qual encontraste, este é o grande momento do poeta.
Eu vi de tudo! Foi o que me disse um cego na fila do INSS.
Tentam arrumar significado para tudo, até para um beijo. Ora, um beijo é a forma que o ser humano achou de namorar olhando estrelas no céu da boca.
Os filósofos sempre acreditaram que pensar não é uma atividade, por isso conseguiam ficar horas fazendo isso sem se cansar, quando o homem tornou o pensamento forma rudimentar de trabalho, o cansaço se apossou do intelecto humano. Talves seja por isso que as grandes ideias surgem…
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Os filósofos sempre acreditaram que pensar não é uma atividade, por isso conseguiam ficar horas fazendo isso sem se cansar, quando o homem tornou o pensamento forma rudimentar de trabalho, o cansaço se apossou do intelecto humano. Talves seja por isso que as grandes ideias surgem nos lugares mais inusitados e no trabalho nos falta inspiração.
Nenhum tempo é todo o tempo que eu preciso. Minha vertigem se esconde na esquizofrenia do nada e é o alento que me faz pensar, se nada sei do que não aprendi, tampouco posso acreditar naquele conhecimento que veio dos outros.
Os operários passam o dia no trabalho, trabalho pesado, e quando chegam em casa vão ver novela e aguardam na mão o prato de comida, antes de irem para cama dormir. Mas o intelectual não, este não desliga, nem mesmo depois do trabalho. É no correr da longa noite que repassa suas i…
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Os operários passam o dia no trabalho, trabalho pesado, e quando chegam em casa vão ver novela e aguardam na mão o prato de comida, antes de irem para cama dormir. Mas o intelectual não, este não desliga, nem mesmo depois do trabalho. É no correr da longa noite que repassa suas idéias mais preciosas. Veja um homem com grandes olheiras e saiba: ali tem um intelectual.
Surfar na língua, ficar molhado pelo cuspe do guri original, que jogou biloca, que caçou pardal e tisil somente para olhá-los brincar e voar juntos. Ah, surfar na língua, quem dera, na língua com suas enormes ondas, em tempos de mudanças tão drásticas, onde tiram do vovô o chapeu…
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Surfar na língua, ficar molhado pelo cuspe do guri original, que jogou biloca, que caçou pardal e tisil somente para olhá-los brincar e voar juntos. Ah, surfar na língua, quem dera, na língua com suas enormes ondas, em tempos de mudanças tão drásticas, onde tiram do vovô o chapeu e deste o acento.
O ódio? O que é o ódio? Ele é calendário sem fim dos dias intermináveis, a mão que arde na brasa da burrice.
FAXINA NO FIM DO LIVRO Uma faxina na casa alivia a alma Que dorme na inconsciência do medo.
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FAXINA NO FIM DO LIVRO Uma faxina na casa alivia a alma Que dorme na inconsciência do medo. Quão suja está esta ideia Murmurando silogismos tristes De heróis mortos. Ainda escuto estórias de um poeta Lutando na guerra de canudos. Seus papiros estraçalhados Comandando as tropas No cair da noite, No regar do vinho. Nenhuma verdade será dita Na poesia. Poesia é mentira escatológica Murmurada na caverna Da alma. Onde maravilhosas Sementes de plágio Naufragam na contaminação Vermelha do sangue. Tem que ter cor! Letras pálidas Não trafegam pela multidão. Afirmem o sim, Neguem o não, Poesia boa é a que causa explosão. A que mata gente, Sem compromisso com a verdade. Um turbilhão de insetos Procura entrar por teus olhos, A paisagem noturna Parece a imensidão de águas No centro do mar. Deixa sair os bichos da carne! Um velho aposentado, Apodrecendo no sofá da sala, Se prepara para ser poeta. Poeta é o que já foi E será, Como as águas evaporadas E condensadas em chuva Do mar. Tamanha dor do mundo No coração do vagabundo Crucificado do lado de cristo. Sem palavra, Solto ao horror esferoide Do grito sempre vivo no seu ouvido. E o que lhe dizem os anjos? Seus arranjos têm lógica? Não é fácil suportar as letras nos olhos Quando a grama verde Se comunica com os pés. Abre-se branco um horizonte esparramado Onde cavalos coloridos Estudam lições do marxismo. Neste miolo de algazarra, meu pai, Senhor e menino, Em sua carroça de bois, Busca areia no riacho Enquanto pajeio os sapos Nas margens plácidas. O que me contam eles É digno de respeito: A verdade dos reis Aberta como conceito. São descendência da nobreza, Voltarão como voltou Cleópatra Postos a mesa. Não importa, Meu pai não percebeu a importância Daqueles seres. Nem dos poetas, Notáveis reis do insignificante. Uma áurea de insônia Acompanha cada um desde que nasce. Faz uma faxina, Lata de goiabada não entra no museu. Guerra de almofadas e pesadelos, Faz os melhores textos Quem não tem zelo.
Cada discurso é a construção de um muro psicológico, quando vou a reuniões e palestras fico observando o povo em geral, cada um encima de um muro, e na sociedade toda as pessoas sentadas nos mais vagabundos, nos mais deteriorados, se torturando em arames e cercas elétricas, mas s…
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Cada discurso é a construção de um muro psicológico, quando vou a reuniões e palestras fico observando o povo em geral, cada um encima de um muro, e na sociedade toda as pessoas sentadas nos mais vagabundos, nos mais deteriorados, se torturando em arames e cercas elétricas, mas satisfeitos com a verdade dos outros. Alguém já disse: "pare o mundo, quero descer!"
Escrever sobre tudo. Destruir a própria intimidade, esta é a missão dos bons poetas. Falar do mundo paralelo, interior e real que sucumbe à sabedoria popular.
Queria escrever uma onomatopéia sobre o amor. Silenciosa, sutil, mas verdadeira e forte. Seria minha obra definitiva. As poesias todas não falariam como seus sons.
A verdade,é que temos que ter dias para sermos criança, também, irresponsáveis até. Para conhecermos nossa alma, temos que arriscar os sentimentos mais inusitados, todos os dias. As mesmas ruas, as mesmas casas não têm o cerne da poesia, não, não têm. As mesmas palavras, os mesmo…
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A verdade,é que temos que ter dias para sermos criança, também, irresponsáveis até. Para conhecermos nossa alma, temos que arriscar os sentimentos mais inusitados, todos os dias. As mesmas ruas, as mesmas casas não têm o cerne da poesia, não, não têm. As mesmas palavras, os mesmos amores, a mesma saudade, não tem o gosto de barro molhado das boas poesias. Precisamos voltar a ser meninos! Insisto nisso. Pois a poesia está lá, naquele limbo particular, não está perdida, foi deixada por nós mesmos, quando a vida não precisava ter significado. Hoje, buscando significado, nos dignificamos a ter medo. Ontem eu estava bem moleque, liquei a câmera para buscar o menino levado da infância. Rabisquei um caderno com lápis colorido (foi o primeiro que achei), terminei sentando, depois de brincar no orkut, no chão da biblioteca da faculdade lendo Fernando Pessoa.
O amor é como tudo e como nada, nos sufoca sua presença, mas sua falta nos mata.
O Supremo Tribunal Federal é a casa de todos os brasileiros, entretanto tem regras absurdas, queria entrar lá com minha simplicidade como os índios brasileiros fazem.
ACIDENTE NA AVIAÇÃO Boi, boi, boi, Boi da cara preta
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ACIDENTE NA AVIAÇÃO Boi, boi, boi, Boi da cara preta Pega essa caixa preta Para a gente saber O que aconteceu Com o air buss. Aquela gente está Debaixo do mar Entre a França e o Brasil, Então, não guarde segredo, Podem estar vivos E com muito frio. Dentro do seu berço Alguém pode nascer de novo. As tuas verdades Causam ânsia e pavor. Boi, boi, boi, Boi da caixa preta Salva essa gente. Mostra para a marinha O novelo de linha Que leva aos Sobreviventes.
Eu gostaria de acordar deste sonho que é vida.
BEIJO NA MÃO Beijo sua mão Porque nela toquei primeiro.
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BEIJO NA MÃO Beijo sua mão Porque nela toquei primeiro. São as mãos que unem a todos Num aperto de trégua ou desespero. Pode ser paz ou guerra, O derradeiro suspiro. Beijo sua mão, porque é um gesto bonito, Foi com ela que depois corri seu umbigo. Foi com ela que te disse adeus.
GRIPE SUINA A minha tosse É mais forte que a tua,
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GRIPE SUINA A minha tosse É mais forte que a tua, A minha tosse É crua. Se o governo Não cuidar Vai matar nossas Crianças Mas também Seus marajás. Viagem ao Paraguai Não trouxe só bugigangas, Veio lembrança do México. Mexerico feito Nos laboratórios americanos Quis fazer A américa latina Entrar pelos canos. Essa é mais uma Dos americanos! Essa é mais uma Dos americanos! Essa é mais uma Dos americanos Que tem como Bode expiatório O povo mexicano.
A LÍNGUA vamos maltratar esta língua. Vamos começar a frase com
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A LÍNGUA vamos maltratar esta língua. Vamos começar a frase com O pronome oblíquo, Pontuar as letras com cocô de rato. Vamos descumprir todos os tratos. Precisamos ignorar a norma culta, comer sem descascar essa fruta, Porque assim, de fato, Vamos nos alimentar. Vamos esquecer os pontos, as vírgulas, Vamos cortar à mão mesmo, Sem tesoura. Devemos fazer algo que não seja Tão reto... Vamos esquecer o correto. Vamos assassinar a professora Que chamávamos de tia. Escola da ditadura Não pode ditar a nossa cultura. Vamos fazer o texto sem Assinatura. Letras podres ou maduras, Que importa?! Nossa língua, A do povo, Já está toda torta. Essa é a nossa lei e o nosso lugar! Vamos falar tupi com sotaque nordestino, Isso vai soar bonito Como o som de um violino No ouvido europeu. Vamos ignorar o tempo e o verbo. Vamos retirar do vovô o chapéu. Vamos chamar mundo de mundéu E mundano de soberano. Ao poder com o povo, Porque o único poder que conheço É o da língua.
O alimento definitivo Recebe, minha deusa, os meu beijos cortados Na mesa do café, como o leite e o pão.
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O alimento definitivo Recebe, minha deusa, os meu beijos cortados Na mesa do café, como o leite e o pão. Que te nutre o espírito E te põe de pé. Se preferir com manteiga, Parta ao meio. Sou um campo de centeio. Sorva-me com chocolate, Com mel, Sou seu menestrel. Quando me mastiga A música sai de mim. Sabes que sou assim, Preciosa opala. Chupa-me como a uma bala. Para sua boa digestão Deite-se, sou sua rede. E lá pelas quatro quando acordares Eu mato sua sede.
Esse negócio de gênio não existe, o que existe é uma porção de pessoas comuns se deliciando com a coragem de quem pegou os livros para ler.