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Frases de Sebastião Santos Silva

29 frases

⁠BEM-VINDO A URANDI Urandi é o anfitrião De quem vem à Bahia.
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⁠BEM-VINDO A URANDI Urandi é o anfitrião De quem vem à Bahia. Recebe os visitantes Desejando boa estadia. A ponte do rio Verde É o portal da alegria. Bem-vindo a Urandi, Ao Nordeste e à Bahia. Nessa terra acolhedora, De água doce que sacia, Tem paisagem que encanta Urandiense e quem aprecia. Quando parte do Nordeste Ou mesmo da Bahia, A despedida é em Urandi: Obrigado e volte outro dia.

⁠CULTURA EXTINTA Durante a escravidão fazia cerca de pedra;
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⁠CULTURA EXTINTA Durante a escravidão fazia cerca de pedra; carregava pedra pesada que nem trator arreda. Fazia cerca de madeira, tão junta, que chega veda. Fazia casa de enchimento, dormia em cama de jirau, cobria casa com palha ou com casca de pau, fechava porta com vara, rezava pra livrar do mau. Dormia em couro de boi ou em colchão de palha, bebia água de cabaça ou de pote numa galha, cozinhava em panela de barro e fazia renda sem uma falha. Antigamente não tinha carro, Iam pra São Paulo a pé. Iam à Lapa de pau de arara ou caminhando pela fé. Comia farinha com rapadura, pagava promessa e cheirava rapé. O gado era criado solto, vaqueiro tocava boiada, passar perto de arco-íris tinha sexualidade trocada, acreditava em superstição, a mulher vivia confinada. Dançava forró de sanfona, fiava linha pra tecer, cantava cantiga de roda, fazia penitência pra chover, jejuava na Sexta-Feira Santa e dava da comida pra peixe comer. Moça tinha que casar virgem, senão ninguém queria ela. Se galo cantasse fora de hora, tinha rapaz raptando donzela. O pai escolhia o noivo da filha, e na última, quebrava a panela. No outro dia da fogueira, rodava a cinza com coroa. Fazia simpatia pra saber se as águas seria boa. Fazia compadre e batizado; e apagava o fogo com garoa. Usava pedir a benção, tinha confissão de pecado, fazia muito benzimento, mulher quebrava resguardo, mascava fumo e pitava cachimbo, havia arataca e mundéu armado. A cultura mudou muito com a chegada da televisão. Em Urandi começou na praça com Diógenes, na sua gestão. Ficava na parede da prefeitura e o povo sentava até no chão.

⁠LAMENTO Oh, Urandi, minha terra querida; tão benevolente, mas ressentida;
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⁠LAMENTO Oh, Urandi, minha terra querida; tão benevolente, mas ressentida; tão acolhedora, mas agredida; és uma sobrevivente enaltecida. Esse Oásis do Sertão, já teve dia feliz! com seus lagos e rios, inclusive o Raiz. nada sobrou, nem mesmo a igreja matriz. e as nossas nascentes estão por um triz. Urandi era nosso orgulho, nos seus tempos de glória; mas depredaram até o jardim, guardado na memória; demoliram os patrimônios, que fizeram nossa história; porque tem quem pensa, que o novo é que a faz notória. Urandi sobreviveu da colônia até o momento. quem viveu por aqui, é grato pelo acolhimento. devemos tratá-lo melhor, porque tem sentimento e no seu aniversário de 100 anos, não sei se digo: meus parabéns ou meus sentimentos.

⁠VILLA URANDY Saudoso era o tempo do pequeno arraial,
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⁠VILLA URANDY Saudoso era o tempo do pequeno arraial, com casarões e sobrados no estilo colonial. A praça era um largo de terra arenosa e grama. Só tinha um tamarindeiro, quando chovia só virava lama. As ruas eram poucas, pareciam mais com vielas. As pontes de madeira pareciam mais com pinguelas. As casas coladas nas outras eram de influência portuguesa. A pobreza morava no casebre; os casarões eram da classe burguesa. Pegavam água no rio com lata ou com pote; buscavam lenha no mato e enchia de água o corote.

⁠INCELENÇAS NA SENTINELA Muita cultura nordestina A Bahia está incluída.
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⁠INCELENÇAS NA SENTINELA Muita cultura nordestina A Bahia está incluída. Urandi também faz parte, Pois sua terra está inserida. Todo povo tem a cultura De como enterrar defunto. Urandi também tinha a sua, Veja como era o assunto. Velório antigamente Era muito traumático, Porque ficava angustiante Com o ritual dramático. Bebia muita cachaça E cantava o tempo inteiro. Batucava fazendo caixão E o povo era um desespero. Na hora que morria Colocava vela na mão; Abria porta e janela, Ainda fazia muita oração. Dava banho dentro de casa, Enchia boca e nariz de algodão, Estendia o corpo no banco E atava a cara e pés com cordão. Cobria o corpo com lençol, Acendia do lado um candeeiro. Até a mortalha ser costurada, Saia a procura de um coveiro. Só enterrava com 24 horas, Não preocupava se ia feder. Se o caixão ficasse pesado, Caçava uma vara pra bater. Muitas vezes transportava na rede, Atava cordão de São Francisco, Carregava também em escada Embrulhado com pano de risco. Só enterrava com sete palmos E a família toda vestia luto; Chamava quem morreu de finado E hoje esse nome nem mais escuto.