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Frases de Saulo Nascimentto

41 frases

Fragmento VI - Violência simbólica Peço-te, mostra-me como ter-te em liberdade. Dou-te a boca, e não me chamas pelo nome.
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Fragmento VI - Violência simbólica Peço-te, mostra-me como ter-te em liberdade. Dou-te a boca, e não me chamas pelo nome. Tiro-te o chão, logo começas a gritar. E se teu grito é liberdade, por quem clamais? Cala o teu brado, pois não há quem desperte. Já não adianta reconhecer tais desequilíbrios. De ato para si e ficção para o outro. Tal a tirania do teu beijo e a ironia da tua face.

⁠Fragmento II - O canto do fim Estrelas descem e atiçam a chama violeta. Cães da virulenta coletividade conduzem os que anseiam, imprudentemente, o devir dos insaciáveis.
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⁠Fragmento II - O canto do fim Estrelas descem e atiçam a chama violeta. Cães da virulenta coletividade conduzem os que anseiam, imprudentemente, o devir dos insaciáveis. Assim, os infortúnios que favorecem os excluídos, são as bem-aventuranças da individualidade desperta. Saulo Nascimentto

⁠Fragmento I - Ankou Um vulto indistinto, entre outros vultos distantes. Não houve um tempo em que ele era, não houve sequer um instante.
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⁠Fragmento I - Ankou Um vulto indistinto, entre outros vultos distantes. Não houve um tempo em que ele era, não houve sequer um instante. Os outros deixam para trás seus sonhos, desejos e deveres, seus inconstantes. Ele, porém, em seu sadismo divino, ínsito na própria penumbra, flutua, do nascimento ao desaparecimento, protegido no seio da imortalidade. Saulo Nascimentto

⁠⁠Fragmento VII - Algea Uma vez que a tristeza é violentada em sua sutileza, nem mesmo Hélio, em sua rogativa, pode amainar seus ventos, de sorte que, barafustar é seu penúltimo ato antes da atimia. Aquilo que o homem desconhece de si, intui do outro, sendo tal conhecimento, de…
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⁠⁠Fragmento VII - Algea Uma vez que a tristeza é violentada em sua sutileza, nem mesmo Hélio, em sua rogativa, pode amainar seus ventos, de sorte que, barafustar é seu penúltimo ato antes da atimia. Aquilo que o homem desconhece de si, intui do outro, sendo tal conhecimento, desrespeitoso e inclemente. Asseguro-te, diante da tristeza, o aninhar de um abraço possui mais poder transformatório que a faculdade de entender o abstrato de outrem.

⁠Fragmento VIII - Violência simbólica II É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito. A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim,
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⁠Fragmento VIII - Violência simbólica II É em tal precipício de pulsões que o fortuito cumpre o hábito. A brisa torturante varre o antídoto da inópia, assim, não pode experimentá-lo nem morte, muito menos vida. Não há armas nessa peleja; nem tampouco ato que livre. Parcas águas não podem saciar o homem sem domínio de si, obstinado a beber daquilo que lhe é comum.

⁠XIII - Caso Ontem II Peguei-me pensando no ontem como quem junta retalhos, agora, o ontem, é apenas uma lembrança fragmentada a ser discutida. Para mim tais lembranças são como um sonho, tendo em si mesmo sua própria condição de realidade, porquanto, diante da perspectiva do t…
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⁠XIII - Caso Ontem II Peguei-me pensando no ontem como quem junta retalhos, agora, o ontem, é apenas uma lembrança fragmentada a ser discutida. Para mim tais lembranças são como um sonho, tendo em si mesmo sua própria condição de realidade, porquanto, diante da perspectiva do tempo, a diferença do ontem para o hoje é a reminiscência do instante no processo de transição da realidade temporal à realidade atemporal. Trata-se de um rudimento surrealístico do tempo que transgride a verdade sensível e condicional do momento.

⁠IV - Caso lúcido Dar-se que passiva consciência acomode lucidez duvidosa ou que razão aparente seja reflexo primitivo. Ora, motivo algum tiveram os homens, cônscios quanto ao ato, juraram inocência, não há que estranhar tamanha rapina, é que nascido o homem dificilmente sobrev…
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⁠IV - Caso lúcido Dar-se que passiva consciência acomode lucidez duvidosa ou que razão aparente seja reflexo primitivo. Ora, motivo algum tiveram os homens, cônscios quanto ao ato, juraram inocência, não há que estranhar tamanha rapina, é que nascido o homem dificilmente sobrevive o ser.

⁠VIII - Caso Democracia Ainda que por ti tenha tamanho afeto, fui néscio ao constar em parte teu. Sofri o que minhas lágrimas a ti contaram, a dor e o porquê mensura-se, pois dos homens fui cativo em ordem humana, sendo assim, amiúde pejoso vício e ignávia fantasia.
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⁠VIII - Caso Democracia Ainda que por ti tenha tamanho afeto, fui néscio ao constar em parte teu. Sofri o que minhas lágrimas a ti contaram, a dor e o porquê mensura-se, pois dos homens fui cativo em ordem humana, sendo assim, amiúde pejoso vício e ignávia fantasia. Todavia, uma brisa leste sustou-me tal censura, posto que não houve nenhuma razão para o feito. Desta feita, estou a par de que uma só é a verdade. Portanto, torna-me um em teus braços vulgares e desperta o que de mim suportas.

⁠IX – Caso Democracia II Dá-lhe paz moribunda à dama marginal, sê-lhe bom filho e devota-lhe sentimento virtuoso. Provai, e vede que no dia de tua necessidade te será por penúria e agravo.
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⁠IX – Caso Democracia II Dá-lhe paz moribunda à dama marginal, sê-lhe bom filho e devota-lhe sentimento virtuoso. Provai, e vede que no dia de tua necessidade te será por penúria e agravo. E tu, criatura do sentimento, conhecerás o rebento de tuas chagas, o biltre de vida artificial, o qual sem nome, nem rosto, figura o senso.

⁠Caudal das lágrimas É diante de todo este conforto que o homem chora, contudo, desfazendo-me do que é colo, apego-me ao que é sonho, pois sonhar já não é tão simples. Porque se sangro, sangro de meu corpo, daquilo que me é carne, por aquilo que tão pouco sei.
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⁠Caudal das lágrimas É diante de todo este conforto que o homem chora, contudo, desfazendo-me do que é colo, apego-me ao que é sonho, pois sonhar já não é tão simples. Porque se sangro, sangro de meu corpo, daquilo que me é carne, por aquilo que tão pouco sei. Assim, para debelar tão puro ódio, tarda-se a oração, pois tal delírio me induz a realidade.

⁠Fragmento IV - Conação Entre corpo e alma, eu. Um entre-espaço, dito maneira, que tange a esfera transcendental da mística à relação lógica e contemplativa do abstrato.
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⁠Fragmento IV - Conação Entre corpo e alma, eu. Um entre-espaço, dito maneira, que tange a esfera transcendental da mística à relação lógica e contemplativa do abstrato. Assim, o corpo existe apenas como relação meramente espacial da afirmação, ao passo que, a mente flutua, introspectivamente, em busca de sua intuição. Nesse radiante e permeável oaristo, de um ao outro, eu.

⁠Máscaras do apresentável Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós. Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em…
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⁠Máscaras do apresentável Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós. Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.

⁠Fragmento III – Quimérica desigualdade Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em u…
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⁠Fragmento III – Quimérica desigualdade Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social. Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.

⁠Novo amanhecer O arrependimento não nos permite voltar a um momento desejado para realizar-mos uma mudança almejada, contudo, o ato de arrepender-se nos liberta do loop punitivo da consciência diante daquilo que é absurdo até mesmo para nós. Acredito que essa é a força de um no…
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⁠Novo amanhecer O arrependimento não nos permite voltar a um momento desejado para realizar-mos uma mudança almejada, contudo, o ato de arrepender-se nos liberta do loop punitivo da consciência diante daquilo que é absurdo até mesmo para nós. Acredito que essa é a força de um novo amanhecer; o prazer de vivermos um novo dia em nosso mundo interior e, assim, sermos transformados pela renovação da nossa própria consciência. Um novo dia não é garantia de mudança, tampouco o arrependimento, porém ambos são ferramentas para tal, diferentemente do remorso, que nada pode fazer, exceto reviver a dor em um ciclo de culpa.

⁠Lealdade de uma decisão Parece que o amor traz consigo muitas alegrias, e somos nós quem nos encarregamos do sofrimento. Toda condição para amar é uma estrada para sofrer. Se rejeita, machuca e maltrata o amor, até mesmo pelo desafio de conhecer o limite do outro, entretanto, p…
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⁠Lealdade de uma decisão Parece que o amor traz consigo muitas alegrias, e somos nós quem nos encarregamos do sofrimento. Toda condição para amar é uma estrada para sofrer. Se rejeita, machuca e maltrata o amor, até mesmo pelo desafio de conhecer o limite do outro, entretanto, poucos aceitam o desafio de amar com o equilíbrio de quem deseja o bem, estando ou não em uma relação. Há quem entre na nossa vida sem trazer nada, mas ao sair acaba levando muito; e há quem venha para nos devolver aquilo que não tirou, sem esperar recompensa ou gratidão. Eu acredito, há muito tempo, que o amor não é um sentimento, mas uma prática que, como tal, necessita de encorajamento e disciplina, em síntese; da lealdade de uma decisão.

⁠O homem sente por sentir vontade E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à s…
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⁠O homem sente por sentir vontade E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.

⁠Alfétena I - O sol da liberdade O sol que não é livre não pode fazer libertos, principalmente, quando se trata dos necessitados. Assim, a figura de poder, por questões, que não pode evitar, está subjugada ao poder, e, por conseguinte, é análoga à liberdade.
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⁠Alfétena I - O sol da liberdade O sol que não é livre não pode fazer libertos, principalmente, quando se trata dos necessitados. Assim, a figura de poder, por questões, que não pode evitar, está subjugada ao poder, e, por conseguinte, é análoga à liberdade. O poder do fogo é o dano. O da água é a cura. O disfarce do desejo é o amor, O da figura de poder é a liberdade. A liberdade, devido à sua natureza de propriedade, contrapõe-se ao domínio, mas não ao poder. Qual pai, ao gerar um filho, o delega permanentemente a outros, ainda que estes lhe sejam hierarquicamente subordinados? A liberdade chora. Há muito deseja filhos. Filhos para alimentar, Para ensinar, repreender.