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Frases de Saulo Lacerda

24 frases

⁠Nossa alma é bem mais profunda do que se pode imaginar. Não será na superfície que encontra-la-á; Superficialidade apodrece.
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⁠Nossa alma é bem mais profunda do que se pode imaginar. Não será na superfície que encontra-la-á; Superficialidade apodrece. Alma permanece!

⁠_ Por dentro, não há quem pinte cores, Por fora, existem "maquia-dores";
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⁠_ Por dentro, não há quem pinte cores, Por fora, existem "maquia-dores"; Há lentes que mudam dos olhos a cor; Mas não escondem as lágrimas de dor, Expostas, vestes finas que a pele camuflam, Porém, as feridas internas da alma, não curam, Faltando na vida real, a terna amabilidade. Corpos flutuando na inércia superficialidade, Cinza por dentro; fora, cheios de cores Dueto na face; coração ausente de amores "Sarcastisando"e banalizando da vida a dor; Humanos vassalos na ilusão do falso amor. Sorumbáticos são estes corações enfim, Exilados, apenas esperando da vida o fim.

⁠_ No início de mim, eram sorrisos soltos ao vento, Eu entrava no jardim, ouvindo o susurro das flores,
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⁠_ No início de mim, eram sorrisos soltos ao vento, Eu entrava no jardim, ouvindo o susurro das flores, Enquanto sentia a suave brisa, sob a luz do luar ao relento, Não cabia dentro do meu coração, do passado as dores, Ah, noite singela no término do verão, céu por estrelas cravejado, Sentimento encarnado, entranhado em minha pele, Pois no início de mim, eram sorrisos soltos ao vento, revelando meu passado, E agora, vivo meu presente, esperando que meu futuro se revele. Entreligando-me, tudo o que fui no início de mim Onde estive, onde estou, até o fim, ou talvez, um novo de mim.

_ Transferiu suas dores para as folhas de papel, Para viver livre como ave no céu,
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_ Transferiu suas dores para as folhas de papel, Para viver livre como ave no céu, Sublinhou cada detalhe da sua viagem, E espalhou toda a sua bagagem, Aqui na terra, equilibrou-se nas entrelinhas, Para poder viver agora no céu com estrelinhas, Cada gota de lágrima derramada serviu, Pois contruiu morada eterna no céu de anil, Em paz.. Váis... Foi... Impresso no coração de quem lembrar, Poeta não morre; nem jamais morrerá, Pois, nem mesmo o silêncio, Há de silenciar. Em paz... Viveu... Foi... Impresso no coração de quem recordar, O Poeta não morre; nem jamais morrera.

⁠_ Eu escrevi minhas dores, Na poesia, eu me mostrei,
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⁠_ Eu escrevi minhas dores, Na poesia, eu me mostrei, Mas o pranto aberto, Para mim mesmo guardei, Por falas, fui surrado, flagelado, Porém, minhas aflições Ficaram no peito, trancado, Desenhei as lágrimas minhas, Sofri em silêncio, calado, Pois, eu vivi nas entrelinhas, Escondendo o sofrimento meu, Mas, ninguém me entendeu, Fechei as corrinas, sair de cena, Viajando na tinta da minha pena, Pelas folhas de papel escorri, E de tanto sofrer, cansei, morri.

O tempo voa, ele se esconde e... A vida é um sopro. Somos efêmeros aqui na terra, mas eternos do coração daqueles que sempre manterão nossa lembrança viva. A saudade é o alimento da recordação, da lembrança e o motivo para que nunca, jamais, esqueçamos daqueles que se foram antes…
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O tempo voa, ele se esconde e... A vida é um sopro. Somos efêmeros aqui na terra, mas eternos do coração daqueles que sempre manterão nossa lembrança viva. A saudade é o alimento da recordação, da lembrança e o motivo para que nunca, jamais, esqueçamos daqueles que se foram antes de nós. Até porque, eles morrem terrenamente, mas passam a viver dentro de nós, passam a fazer parte de nós.

⁠⁠⁠⁠O que muda indo na escuridão do íntimo, À visão do cego que queria enxergar. Visão enxergada pelo cego que tudo conseguia vê.
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⁠⁠⁠⁠O que muda indo na escuridão do íntimo, À visão do cego que queria enxergar. Visão enxergada pelo cego que tudo conseguia vê. O íntimo revelando-se a olhos despidos Olhos da divisão do corpo entre a alma; Alma de olhos profundos, Que não almeja jamais as coisas obscuras e irrelevantes desse mundo Por vezes tão impuro.

⁠Somos instantes em instantes, Instantes, aproveitando instantes. Silênciosos instantes;
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⁠Somos instantes em instantes, Instantes, aproveitando instantes. Silênciosos instantes; Tornamo-nos-á somente instantes? Não, utopia, ternura e quimera. Quisera instantes, para mais instantes, Nos instantes que fomos, somos, porém não mais seremos. Para que, para sempre, instantes em instantes, sejam eternizados nesses breves instantes por toda a eternidade!

⁠No flutuamento do seu pensar, Seu coração pulsando estar, Diagnosticando su'alma,
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⁠No flutuamento do seu pensar, Seu coração pulsando estar, Diagnosticando su'alma, Que a todo instante, perde a calma, Seus olhos se vão no horizonte, E ele, cada vez mais distante Entranha no seu corpo, a lira, Neste ser alado que ainda respira, Largou a sua bagagem no chão, Esvaziando de vez o peso na sua mão, E no seu íntimo, refúgio existencial, Livra-se da dor que lhe causa mal, Dizem que ele é poeta; deveras. Alquimia és tu, Poesia, que a até ele "vieras", Dizem que ele é poeta; ele diz: "Quem dera!" Pois, encarecidamente disseram, E os versos, até ele vieram No extato momento, Sendo para ele, fomento. E nestes versos, dizem que ele é poeta? Deveras; Quem eras, Poeta?!

⁠Quando entrastes no meu quarto sorradeiramente, A porta do meu quarto estava fechada, Mas os meus olhos estavam abertos,
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⁠Quando entrastes no meu quarto sorradeiramente, A porta do meu quarto estava fechada, Mas os meus olhos estavam abertos, E meu coração escancarado esperando por ti, Óh amada minha; És a lua da minha inspiração, És a minha expiração; Respiração. Suspiro por ti; Vivo por ti; És minha vida, querida.

⁠_ Quando eu não mais Puder escrever,
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⁠_ Quando eu não mais Puder escrever, Serei apenas uma sombra, Indo em direção à luz, Não estarei mais em minha carne E nesse momento, Minh'alma despir-se-á da matéria Serei apenas uma sombra Indo em direção à luz, Talvez possa eu, ouvir as orações, Que serão feitas Ao meu corpo frio e adelgaçado Deitado dentro de uma urna de madeira, E na tristeza Do meu espírito galgo de paz Em meio ao silêncio gritante, Da lágrima que escorre, Afagarei como brisa, O rosto dos presentes, E pedirei ao Criador alívio Aos corações, Pois, quando eu não mais Puder escrever, Já não mais haverá O fôlego de vida em mim, Sim... quando eu não mais puder escrever, Já não estarei mais aqui, Mas estarei na memoria dos que assim lembrarem.