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Frases de Sara Melissa

10 frases

“Quando vens em meu pensar, exijo não pensar, rendo-me à idiotice apenas para não lhe manter em minha consciência, em minha sanidade. Quando vens sou loucura. Loucura abíssica.”
“Beije-me sob a chuva que reluz Toque-me devagar nas escadas Num momento que arde à meia-luz
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“Beije-me sob a chuva que reluz Toque-me devagar nas escadas Num momento que arde à meia-luz Invente paixões nunca inventadas; Dê-me o vinho tinto que deixaste Em tua adega solitária como a ti Desenhe o rosto que lembrares Da tarde em que amar-te eu temi; Com ardor reescreva tais instantes E revivas permitindo-me reviver Como uma lembrança vibrante Que trouxera e trará vida ao viver.”

“Embriagada e sozinha Como nos velhos tempos Sinto-me entorpecida
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“Embriagada e sozinha Como nos velhos tempos Sinto-me entorpecida Em busca de um beijo; Quero estar em chamas Experienciar a intensidade Sentir sobre a cama Do prazer às extremidades; Me apetece ocupar a boca Mesclar sabores antagônicos Me apetece despir a roupa D’um corpo ou amor platônico; Todavia o outrora se repete E como outrora o desejo excessivo Apenas, infeliz, se converte Em poemas sobre vinho tinto.”

“Por que a mim não escreves? {2} - Por que a mim não escreves?
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“Por que a mim não escreves? {2} - Por que a mim não escreves? Por que, por que não escreves? Nesta essência não te inseres? Sentes que sou-me o nada? E tal nada não alimenta o que queres? Queres a vida de forma vasta? Por que a mim não escreves? Por quê? Por quê? Por quê? Tens inspiração em falta? Que falta somente a mim, Que dás aos outros, completa, Como se fossem dignos de ti. Por que a mim não escreves? Por que, tais letras, sufocas? Uma carta como outrora Sílaba esmagada pelo tempo Que descreve uma maldita história Que frágil como uma brisa do vento; Eu não quero que me escrevas Como quero… Como quero… Algo que transforme esta treva Em teu conto dramático eterno; Eu não quero que me escrevas Só quero… Somente quero… Ser a protagonista que inventas A sofrer em cada trecho mero.”

“Almejo ousadia Permeando este ar Quando aqui, deitada, fria
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“Almejo ousadia Permeando este ar Quando aqui, deitada, fria Um desejo a me esquentar Pelo corpo Intangível Trancafiado num sonho Inacessível Meu inconsciente em desatino Quase uma psicose A realidade que esvazio Parto às margens em metamorfose Torno-me luxúria etérea Reencarnação da Deusa Lascívia implacável Triplicada em intensidade venérea Vorazmente Insaciável.”

“Às vezes eu amo-te Às vezes eu não, E quando não amo-te
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“Às vezes eu amo-te Às vezes eu não, E quando não amo-te Sou escuridão, Às vezes dolorida, Às vezes só desilusão, É quando perco a vida Num segundo vão, Às vezes almejo a morte, Às vezes mansidão, Quando peço sorte Para a imensidão, Às vezes apenas preciso, Às vezes, na solidão Poder alimentar meu vício De amar-te até quando eu não.”

“Dia 1 - Um prelúdio necessário aos tolos
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“Dia 1 - Um prelúdio necessário aos tolos Numa busca incansável pelo recomeço O ensejo de esperança em todos Faz surgir até mais subtil apreço; Se tu sabes que, de facto, sempre penso E penso que neste motim não me vinculo Há esperança em tudo o que vejo Bem como o pessimismo estrídulo; Os vícios são relativos a cada ser que vive Insanidade é mantê-los almejando mudança Nisto vê-se no início dos comemorantes ineptos E mantém-se um hábito que insiste Num passado imerso em inseguranças Erros que se repetem como implícitos preceptos.”

“Por que a mim não escreves? {1} - Por que a mim não escreves
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“Por que a mim não escreves? {1} - Por que a mim não escreves Se te escreves ao respirares? Se te respiras então escreves A cada segundo em que vives E se não vives tão vorazmente Escreves à solidão e à tristura No silêncio que lhe persegue Em meio ao sono que amargura Escreves quando pensas Em alimentares teus vícios E se escreves para todos eles Para que o existir seja longínquo Por que a mim não escreves? Se não lhe sou tão precipício Se não lhe causo um sentir abismo Não me escreves por sentires Sobre mim o mais puro vazio Sobre esta lacuna, inda assim Tu poderias escrever-me Ou contando-me os teus motivos Do por quê a mim não escreves.”