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Frases de Sane Almeida

10 frases

Quero voltar, para onde nunca coloquei os pés, mas sempre estive. Não desejei partidas, mas o caminho de ida. Um dia volto. Ou nunca mais.
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Quero voltar, para onde nunca coloquei os pés, mas sempre estive. Não desejei partidas, mas o caminho de ida. Um dia volto. Ou nunca mais. E quem vai se importar? Mundo estranho... Mundo nó. Muda germina e termina só. E quem fingiu amar, o amor perdeu. Nem um lágrima ou copioso choro trará de volta O sentimento rejeitado, antes generosamente ofertado. Ainda que negando, a barganha do seu objeto O destino foi escrito. O fato, consumado.

Dentro da minha mente inquieta Eu ainda encontro paz Não invada a minha confusão
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Dentro da minha mente inquieta Eu ainda encontro paz Não invada a minha confusão Tão querida quanto a razão Seus apelos implícitos Só mostram meu poder Minha força é oculta Não uso armas letais Nem garras pra te ferir Ou correntes pra te prender Não faço drama Nem imploro carinho Não exijo rosas Mas dispenso os espinhos

Seus olhos Rasos, profundos, profanos Boca
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Seus olhos Rasos, profundos, profanos Boca Língua, invasiva e descuida Mãos Inquietas no caminho íngreme, escorregadio Te encontra e me perde Me encontro e não acho Trabalho o nó Nó do laço Fácil me atar, desprender de mim Difícil me ater Sou peça tua Que não quero e me encaixo

A ARTE Produto do inconformismo é a arte
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A ARTE Produto do inconformismo é a arte Pra fugir de tudo Pra mergulhar bem fundo Exercita a mente Cirandar com a loucura Entrar na roda No vai e vem da vida... Voltar à vida Criar é demolir Depois reconstruir Desenhar um mundo novo De novas cores E adereços Das atividades mentais Que controlam vidas Desejos atávicos São inovados Por heranças malditas Como ondas no mar Força que se eleva E águas que se deslocam Te encanta com a arte Fora da superfície Pra imergir no oceano De sentimentos Que ali habitam

Quando você ainda nem me conhecia Enquanto você saía com os amigos Enquanto você conhecia outras mulheres
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Quando você ainda nem me conhecia Enquanto você saía com os amigos Enquanto você conhecia outras mulheres Enquanto você ouvia suas cançoes favoritas Quando você assistiu um belo por do sol na areia de uma praia Eu ainda estava aqui Quando você me encontrou Quando me contou das suas historias Quando você me tocou Quando sorriu Eu ainda estava ali Quando você se despediu Quando sumiu Quando você me disse "olá" Quando você não disse mais Eu aqui permaneci Enquanto você queria jogar Disposta, daqui eu não corri Mas é iminente que uma hora Não vou mais estar aqui. Nem ali

Há tanto ainda para se ver Se construir Não é nada palpável
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Há tanto ainda para se ver Se construir Não é nada palpável Mas são coisas que ninguém vê Sinta os toques o carinho do vento a textura da terra a maciez da água Prove os sabores Aromas e cores Que vivificam os seus sentidos Cante do seu jeito não se importe com o desafino E se não quiser cantar, ouça! Ouça o balançar das folhas, o galho que quebra da água que dança no leito de um rio e das ondas que chegam nas areias. Se sensibilize com os sons... receba o canto dos pássaros como um presente divino Um concerto especialmente preparado para você Sorria não só com os lábios mas faça o seu corpo sentir toda a vibração positiva do querer viver Valorize os movimentos biomecânicos do seu corpo perfeitamente desenvolvidos para sua locomoção E seja grato, Suas células... seus órgãos... vão agradecer! Tenha coragem Solte as mãos do guidão Voe na atmosfera, ou nos pensamentos Faça o que te dá vontade Não valorize o que não sabem sobre você Roube um beijo ou Se declare a tempo receba o "sim" ou aceite o "não" Perceba tudo o que há Sofra as perdas Se dê ao direito de chorar E quando o corpo cansar Erga-se... renove-se Dê continuidade ao ciclo Porque a felicidade, é nômade.

Sou como este poema escrito a lápis... me deito em folhas brancas, objeto de criação de um poeta
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Sou como este poema escrito a lápis... me deito em folhas brancas, objeto de criação de um poeta que sonhou um mundo imaculado Tintas não me servem. Limitam, eternizando até o que não é bom. O carvão, Ainda que carbonizado a madeira matéria prima extraída de uma vida apago com borracha. É quando me refaço. Ou me recrio

Não sei o som da melodia do meu nome em tua boca Talvez nem me interesse mais ou esteja só mentindo para disfarçar o meu descontentamento
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Não sei o som da melodia do meu nome em tua boca Talvez nem me interesse mais ou esteja só mentindo para disfarçar o meu descontentamento Não sei. O que percebo é só o vazio de não pensar. Não pensar em coisa alguma. Não concluir O seu som é o eco de um nada nada... O seu som, é nada.