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Frases de Sandra Boveto

71 frases

Ao Poeta Poeta, eu te suponho santo, pois se hoje há verso, já houve pranto.
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Ao Poeta Poeta, eu te suponho santo, pois se hoje há verso, já houve pranto. Do pranto que dá medida à alegria pariu-se o verso da tua poesia. Santo, eu te suponho poeta, pois sua dor não é mais secreta. Mesmo os versos de contemplação foram embriões na dor e na paixão.

META: METAMORFOSE Isso ainda me mata... A vida!
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META: METAMORFOSE Isso ainda me mata... A vida! Hei de morrer disso. Quero que a vida me mate, para permanecer viva. Que me desmantele, que me dilacere e que me desintegre. Depois me reconstrua, pois a vida continua. Serei o fruto da boa morte, em vida, até que isso me mate... outra vez, e até que me mate... de uma vez.

Calma Mergulhei numa calma esquálida, muda,
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Calma Mergulhei numa calma esquálida, muda, inodora, insossa, pálida... No enterro dos sentidos, vi espectros de sonhos perdidos, pilhados, massacrados, arruinados, esquecidos... Com o féretro das emoções, cerrou-se o dom. Morreu o ruim e morreu o bom. À escuridão perdeu-se o tom. E o silêncio trouxe o som, o gemido, o grito, o apito ultrassônico da criança reprimida.

Estou no meio deste “sei lá”. O que é o “sei lá”? Ah, ele se resume a ummundodentrodeummundo...
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Estou no meio deste “sei lá”. O que é o “sei lá”? Ah, ele se resume a ummundodentrodeummundo... ainda se fosse omundodentrodomundo, o conceito seria mais fácil de explicar ou, pelo menos, de entender. Mas sei lá... Isto é meio que bom: o não saber. Não, não... eu me enganei. Isso é ruim! Ou, talvez, sei lá! Só sei que, depois que sair desse mundo, vou pra outro ainda sem saber explicar o “sei lá”. O outro mundo? Ah, sei lá!