Tem barulho
Que
A gente
Só escuta
Quando
Faz silencio
Assim
É a água
De chuva
Que se faz
Do
Rio a sua morada
As falhas
Dos homens
Eternizam-se no aço
E
Quanto mais bebemos
Mais sede temos
As suas virtudes
Escrevemos na água
Como um gole d'água
Bebido no escuro
O Espaço Descontínuo
Gosto de viver
Com
A realidade
Quem diz que busca
É porque não a tem
Mas com algum delírio
Sou vil
Sou reles
Como toda a gente
É com a imaginação
Que eu amo o bem
Só
A realidade
É
Para mim, insuportável
Fantasma
Do meu ser
Presente
Nunca
Houve uma guerra boa
Nem uma paz ruim
Avançamos
Em ciências
Tecnologias
Não tanto
Em
Evolução
Os
Sapiens
Que
Não se toleram
O Criador
Ainda
Não acertou
A mão
Os poetas odeiam o ódio
E
Fazem guerra à guerra.
A maneira mais rápida
De
Acabar com uma guerra
É perdê-la
Seria
A sociedade dos homens
De bem a quem não sorri
Nem se orgulha
Ter na parede
Retrato de herói
De uma guerra
Qualquer
Que frouxos de zombaria
Não ouviste , ainda desperto
Às estrelas que por certo
Cochilavam Luz macia
No pélogo submerso
Do imenso abismo sem meta
Que te acorda da Nostalgia
E quem traça a curva
Do horizonte
E dá linha
Aos movimentos rasos
Dos astros
O Caos e a Simbiose
A maioria pensa
Com a sensibilidade
E eu sinto com o pensamento
Para o homem vulgar
Sentir é viver
E pensar é saber viver
Para mim
Pensar é viver
E
Sentir não é mais
Que
O alimento de pensar
Todas as manhãs
Somos abençoados
Com a sublime
Dádiva do recomeço
A Roseira Hereditária
Assentado
Assuntano
Na pedra
De assuntá
No
Vai-da-valsa
Desse mundão
Sem portera
Matutano
Sobre tudo
Quanto há
Tenta
Tomá tento
Natureza fala
Dá recado
Não
Se sabe
Se de Deus
Ou
Do Diabo
No patamar
O
Capital
Não aceita desaforo
Estúpida e inválida
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada
Envelhecer
É ter
Lembranças
Do
Que não
Aconteceu
Saudades
Do
Que não
Viveu
Crer
Que
O que foi
Ainda
Pode ser
Perceber
Sem querer
Que
Ainda está
Por vir
O Inesgotável
Se
Demasiado
Pesada
É
A realidade
Fantasia
E
Glamourisa
Caligrafia
De estética
Própria
Transita
Universo
Inimaginável
Posso ser
Abstrato
Subsídio
Nunca
O Espaço e o Tempo
Se o tempo
Parece pouco
Eternize
O segundo
Em
Hora incerta
De
Incerto dia
Subindo
A
Rua Direita
Na
Praça Tiradentes...
Inacreditável!
Estátuas
Descidas
Dos
Monumentos
Conversavam
Inesgotável
De que segredos soubeste
Suspenso na crista agreste
Do imenso abismo sem meta
Voltando
Ausências
Em cada
Rua
Ausências
Em cada
Esquina
Ausências
Por onde
Passa
Ausências
A cada
Instante
Ausências
Por toda
Parte
Presenças
Que
Permaneçem
Nas lembranças
Que sempre
Ficam
Livre Pensar
A estupidez
Tem origem
No estudo
Sistemático
Dos métodos
Sofisticados
De como
Se destruir
A insensatez
Na intolerância
Incapacidade
De convivência
Sapiens
Toma tento
Desse jeito
Seu destino
Num orna
Vaga-lume
Vagando
Pelos reinos
Do pensamento
E da mente
Abstratos
Povoam
Seu universo
Permeando
Tudo
Dos céus
À ética
Humana
Inato
Desejo
De entender
Chegar
Ao fundo
Princípio
Fonte
Raiz
De todas
As coisas
Fez
Da fantasia
Seu real
Mônica
Felizes são os pássaros
Que chegam mais cedo
Onde a primavera é eterna
E dos velhos frutos caídos
Surgem árvores estranhamente calmas
Tarde
De sol
Morteiro
Tarde
De
Domingo passante
Marasmo
De
Segunda sem lei
Rua
Sem
Movimento
Vazio
Cheio
De alguém
Num rádio
Ruído e frequência
Pensamento longe
Abismo de um ser
Frustrado por assim dizer
Distantes são os caminhos
Que vão para o templo
E no meu ser
Todas agitações se anulam
Como na mente de um ser que sente
Nas ruas noturnas
A alma passeia, desolada
E só, em busca de Deus
E de repente, não sei
Me vi acorrentado no descampado
Eu sou como o velho barco
Que guarda no seu bojo
O eterno ruído do aiar batendo
Longe está o espaço
Onde existem os grandes vôos
E na cidade deserta
É o espaço onde o poeta
Sonha os grandes vôos solitários
No chão vejo rastros
Pegadas enlaçadas
De onde a poesia fugiu como o perfume da flor morta.
Fico imóvel e no escuro tu vieste
A chuva batia nas vidraças e escorria nas calhas, vinhas andando e eu te via
Eu me levantei e comecei a chegar, me parecia vir de longe
E não havia mais nada
Havia você na minha frente.
Arrebatamento
Viajar
No tempo
Descobrir
O charme
De novidades
Antigas
O inesperado
Do simples
Do complexo
Suprema
Motivação
Que
Nos encanta
Além
Da
Imaginação
Vitalidade
Simetria
Formal
Bem
Calculada
Suavidade
De jardins
Sob chuva
Amor
Apaixonado
Pelo
Que possa
Existir
De
Mais Belo
Razão
Das
Razões
Inovações
Harmônicas
Ritmo
Falam
Por si
No banco parado
Sentado à assuntá