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Frases de Samuel Eduardo Fortes

931 frases

Envelhecência Emoção Do que foi
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Envelhecência Emoção Do que foi Permanece Num tempo Que Já não mais permaneceria No silêncio Como Se nem fosse Envelhecer Refém De momentos Confere Sentido próprio Condensa Memoráveis Significados Eternos

⁠A vida é difícil, pois somos um ser social, que não nasce e nem vive só. A realidade nossa é uma e do nosso meio é outra, perdeu-se a noção da virtude, do certo e errado e da ética. Como recuperar os valores das pessoas?
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⁠A vida é difícil, pois somos um ser social, que não nasce e nem vive só. A realidade nossa é uma e do nosso meio é outra, perdeu-se a noção da virtude, do certo e errado e da ética. Como recuperar os valores das pessoas? Alguns acham que um diploma é um, senão o maior deles. Aumentou o número de diplomados, mas não melhorou a relação Humana.

Pureza e Nostalgia ⁠Na música Louvamos
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Pureza e Nostalgia ⁠Na música Louvamos Amamos Esperamos Recordamos Toma forma O espírito Em vibrações Capta Transmite De forma Singular O âmago Da mente Da alma Vibra-se Em voos De fantasia Depois veio O verão e veio o medo Desceu de seu castelo até o rochedo Sobre a noite e do mar Lhe veio a voz Outros que contem Passo por passo: Eu morro ontem Nasço amanhã Ando onde há espaço Meu tempo é quando De onde a árvore do castigo Dará madeira ao patíbulo E de onde os frutos da paz Tombarão no chão da guerra

Sua Maneira Intrigante Instigante
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Sua Maneira Intrigante Instigante Maravilhoso Mistério E ainda Não nos demos Conta disso Um pouco à tua maneira Que não revia desde o tempo Em que lia e te relia Como de cera E por acaso Fria no vaso A entardecer

⁠O Palhaço Pensante Ao lado do infame O dia fez-se branco
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⁠O Palhaço Pensante Ao lado do infame O dia fez-se branco A noite o fez negro Quando o fogo avermelhou A aurora nascente No fundo da treva o infame nasceu Com foice e martelo A estrela morreu Ventura que aventura Divididas ilusões da vida Desengano entre Compensações Que vê envelhecer Mas não envelhece Planos e caminhos de andar À medida que a têmpora envelhece À medida que a vida respira Ao prazo do meu descansar No tempo do meu pisar Naquele velho instante Onde as paredes pareciam caminhar comigo.

Conjugação Cotidiana ⁠A vida como Um seio exausto
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Conjugação Cotidiana ⁠A vida como Um seio exausto Assim tão reluzente Sobre a noite e do mar, Lhe veio a voz E só então, foi totalmente a sós Sentiu-se pobre E triste como Jó Da carne nos rasgos Da febre mais quente Que Jamais queimasse Mas nunca como antes Nem paixão tão alta Nem febre tão pura Em noites de insônia

⁠Sarcasmo e Arvore Com dificuldade Ergo-me
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⁠Sarcasmo e Arvore Com dificuldade Ergo-me Na saudade do amigo Que Se perdeu na eterna saudade Daquele espelho Me olhando Tomo o café da manhã À minha e à sua vontade O gigantesco abismo Goza a delícia de ser Lábios roxos Assim passeio por ele Sem sua infantilidade Onde a cobra fuma Seu moderado cigarro Admirando seu ventre Trazendo o sol batido de vento Enquanto o mar tece a trama Imóveis na solidão Juntos a novos anjos cativos Na luta de classes Honorárias prisioneiras Mulheres Que o simples toque pode romper Por um momento Todos e infinitos talentos em seu seio Maior que a força contida no ato Na móvel linha do horizonte

⁠Serventes do Tempo Estou sempre de branco Por toda a rua cinzenta
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⁠Serventes do Tempo Estou sempre de branco Por toda a rua cinzenta Relógios, paredes Se quebram com o tempo Prisioneiro de mim mesmo Agregam-me os fatos Relógios paredes me travam no tempo Eu faço e desfaço-me Pois sou o meu dom E se querem saber o que fazem Dos erros Autores do tempo Inventam seus tons Os dois hemisférios comprazem enredos Intensos abraços e eterna intenção Da pele do pêlo dos nervos do elo O logos do louco da lógica ao chão Da simples pureza que se perde ao tempo Do mero cansaço Talvez solidão Por entre os silêncios se dê um jeito E Do eterno e interno selvagem Salve o lado bom

Para Que Vieste ⁠Levai vossos Cantos Minhas pobres mágoas
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Para Que Vieste ⁠Levai vossos Cantos Minhas pobres mágoas Na melancolia de teus olhos Nos frios espaços de seus braços No anseio de teu misterioso seio Com meu cardume de anseios Náufrago entregue ao fluxo forte Da morte Teu silêncio Teu trêmulo sossego Da minha poesia extraordinária Esse riso Que É tosse de ternura Quanto mais tarde for Mais cedo a calma É o último suspiro da poesia Se foi por um verso Não sou mais poeta

Ato Fecundo ⁠Que fecundou as rosas Como cadelas à lua
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Ato Fecundo ⁠Que fecundou as rosas Como cadelas à lua Por seres Quem me fostes Grave e pura Desfigurando estrelas A lua que sangra à dentro Numa vertigem de morte Com cheiro de virgem Meninas de bicicletas Escravizadas à beleza De repente do riso Fez-se o pranto De repente Da calma fez-se o vento Levando a sua tristeza No Quadro da Bicicleta