‘’Sim, você é o amor da minha vida. Não duvide disso. Sim, você abala meu mundo, balança minhas pernas, bagunça tudo. Sim, eu coloco minha vida, e sempre coloquei-a, no bolso pra viver a tua –não que isso sempre tenha funcionado pra mim-.
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‘’Sim, você é o amor da minha vida. Não duvide disso. Sim, você abala meu mundo, balança minhas pernas, bagunça tudo. Sim, eu coloco minha vida, e sempre coloquei-a, no bolso pra viver a tua –não que isso sempre tenha funcionado pra mim-. Sim, eu lembro de cada ida e cada vinda. O primeiro beijo fez até a minh’alma ficar sem rumo. Sim, meu amor, você já me disse tantos ‘’sim’’. Você sim, sabe como fazer e sabe o que não fazer. Você sim, sabe do meu gosto, do meu desgosto e conhece à fundo cada gemido e sussurro meu. Sim, você foi a melhor coisa que já me ocorreu nesses meus poucos, mínimos anos de vida. Sim, você foi embora. E sim, você voltou. E sim, você foi embora de novo. E olha só, você voltou novamente. Sim, eu sempre pensei que tudo bem a ida, porque eu sempre soube, no mais fundo ou até mesmo no mais raso de mim, que a sua volta sempre chegaria. Mas cá estamos. Mas cá estou. E ai você tá. Como na maioria das vezes. Sim, você já me disse ‘’não’’. Já disse nãos. E de tanto eu te dizer ‘’sim’’, eu entendi que o ‘’não’’ também vem. O não também existe. E você me mostrou isso. Da forma cruel como veio. Das formas cruéis como foi. Mas pra existir o ‘’sim’’, em algum momento a gente disse não. E meu amor, agora estou te dizendo: Não! Não, não vem assim, de mansinho como se nada, nunca, tivesse acontecido. Não, não me olha assim e não me segura dessa forma... Me solta! Você me machuca com a forma que está me pegando e segurando. –metáforicamente e no modo figurado da coisa, se é que me entende, amor- Não, eu não vou mais fechar a porta toda noite. Ela vai ficar fechada o dia todo. Não, eu não vou mais tampar os olhos, pra não te ver. Não vou mais fechar as janelas e os ouvidos, pra não te ouvir. É. Sim, isso mesmo. Na verdade, é não. Você não soube me ter. Você não soube ficar. Você não soube tanta coisa, na mesma medida que soube de tantas. E agora, eu sei de uma: O meu não é seu, como em todos esses anos, o sim, foi.’’ Com amor, o seu nené...não.