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Frases de Rzorpa

55 frases

⁠ são os teus olhos, meu amor esta urgencia dos meus.
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⁠ são os teus olhos, meu amor esta urgencia dos meus. esse canto, que março me canta entre silencios e segredos. são os teus olhos como um poema sem palavras. urdido no tépido voo das gaivotas. que se levantam, voam e dão voltas e se agitam ansias regresso. ao teu olhar rasgado e amplo com vista para o mar e céu no telhado. olhar feito sol, no embriagar da lua que em mim, se faz leito onde me deito e amo sem quando nem fim.

e no dia em que a chuva voltou deus chegou tarde. vi, na angustia dos teus olhos em chamas
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e no dia em que a chuva voltou deus chegou tarde. vi, na angustia dos teus olhos em chamas a vitória do diabo mais preparado, nestas coisas da morte. . entre lágrimas e cinza deixa-me hoje, nos teus olhos. porque hoje também morri. hoje. no dia em que a chuva voltou deus chegou tarde e não trazia a sorte! . mas para os que nada fizeram ou nada mudaram e pensam que estou a perder a fé em deus desenganem-se: é muito pior do que isso eu estou a perder a fé nos homens . e cresce-me uma raiva por dentro que não sabia, ser capaz de gerar. sinto-me capaz da insubordinação. de uma revolução que dê sentido a esta sorte e a esta vontade que tenho de chorar...

. . ah, se livro ser, eu pudesse...
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. . ah, se livro ser, eu pudesse... nada seria mais inebriante que a contemplação trémula do olhar entre páginas de um livro cúmplice seria poder esperar-te, ansiosa de mim com ar de quem veio só porque sim. e eu, poder dizer-te tudo em palavras nos olhos em silêncios, ansiosos de ti. seria poder dizer-te, que os sonhos que lês são contigo, porque viver só faz sentido se eu for um livro e puder ser-me, nas tuas mãos nas tuas mãos cheias de mim como se livro, sendo eu pudesse... ser de ti. . . .

⁠... .🌊🌊🌊🌊🌊 .
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⁠... .🌊🌊🌊🌊🌊 . há no silêncio que o mar enjeita um segredo que constante abriga... há um amor, que por mudo amar enxuga o olhar, que tão alto grita nesse mar, onda de segredos feita ardor que a medo, sal se faz chorar num misto ar, com cheiro a mar e secreta dor, que amar se agita incerteza se faz, espuma desfeita ~onda~ se deita e se deixa levar... doce embalar. aflitas ondas do mar. desassossego, que alívio se enfeita...

⁠Há na essência do livre pensamento Um sensível estado puro, de alma… Num flagrante delito, de corpo ausente
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⁠Há na essência do livre pensamento Um sensível estado puro, de alma… Num flagrante delito, de corpo ausente Há um poder, que limites não tendo Se faz cais que acolhe, ambiguamente… É um estado ébrio, de incontida ilusão Sentida loucura, vestindo-se liberdade. Como bruma, nevoando lubrica excitação Que subverte, evapora-se pura realidade… Mas nesse contexto irreal de impunidade Há um juiz que se julga, inconscientemente Nascido conluio, entre prisão e liberdade Entre a consciência e o que a crença invente. Certo não sendo, juízo de igual instância Livre pensamento, ou pensamento livre Talvez distância, entre saber e ignorância. Pois só quem, preso, o pensamento tem Absolve ou culpa, julgando-se, impunemente...

⁠Ela não se diz, Ela foi não é alegria, que esvoaça e poisa Ela engasga, suspende e cala
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⁠Ela não se diz, Ela foi não é alegria, que esvoaça e poisa Ela engasga, suspende e cala no tempo de um susto no tempo de um espanto. e vai não falou, não disse que ia Felicidade, é a coisa não se diz, sobrou no travo a saudade na sensação tardia. e quando eu morrer, um dia que se guardem, meus olhos junto ao encontro do encanto. Ali, antes da saudade entre o susto e o espanto.

⁠ vim, só para te contar de mim. de uma vez dizer-te quem sou.
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⁠ vim, só para te contar de mim. de uma vez dizer-te quem sou. e vou agora que vim contar-te tudo num beijo só lento e profundo com jeito de mundo que não pára, despe e suspira tua pele, de súplica vestida que suplica no fundo que meu beijo não pare nem que pare tudo nem que o mundo acabe e eu, sigo-te neste jeito louco e profundo de quem só quer, no fundo o mundo todo no teu peito

⁠Imagine-se em suspiro, a pele. e num cálido halito em flor a sustentação suspensa do sopro
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⁠Imagine-se em suspiro, a pele. e num cálido halito em flor a sustentação suspensa do sopro onde levite ébrio, um olhar amante... . atente-se na estátua, em calma. no arfar suave do peito o angulo raro, em jeito de ave no poiso encanto, da alma... . imagine-se em voo pleno, a pluma como um susto que arde como em suma, o desejo clama. imagine-se, em chama, o beijo

⁠amar-te é como se luz (luzindo fráguas qual água até que fura)
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⁠amar-te é como se luz (luzindo fráguas qual água até que fura) morando nos teus olhos. é dançar abraço dando no piar de um ninho em cama (que nos faz dançando o chão fugindo) pisar um céu de luz e chama e o universo dançará à volta (enquanto a luz for brilho envolta no piar do ninho) no balançar de um riso à solta

⁠e foi sobre esse voar (de alma e pranto) que se viu chuviscar
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⁠e foi sobre esse voar (de alma e pranto) que se viu chuviscar o sol (amplo e nascente) e foi desde e por entre o desanuviar do espanto que um quê de encanto se esfumou crescente quem sabe se nevoando solidão sobre os beirais se lembrando ais no crepitar da saudade quem sabe, quem sabe!