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Frases de Rzorpa

55 frases

ela trazia o sol no olhar e o luar quando sorria. e eu...
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ela trazia o sol no olhar e o luar quando sorria. e eu... nunca mais soube do chão. aprendi então, a caminhar sobre um rio que dela nascia que se abre sobre o mar... onde corro e toco salpicos como se a chuva me tocasse e como gaiato que vive do ar espero que me olhe e sorria. e ganho o dia... ...ganho o sol e o luar.

Viram-se. e foi de repente. da poesia fez-se a vontade do silêncio se fez espanto
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Viram-se. e foi de repente. da poesia fez-se a vontade do silêncio se fez espanto e do instante, a eternidade. e foram sem medo, os laços no sem cansaço dos dias e do amor, inesperadamente a surpresa que não lhes cabia e de repente a tempestade. e a poesia foi para sempre e do espanto se fez pranto e do instante, a saudade...

há sempre algo, para além do ver-se o que para além do verde, é espanto e tanto, que só sentindo pode ter-se.
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há sempre algo, para além do ver-se o que para além do verde, é espanto e tanto, que só sentindo pode ter-se. como se cada cor custasse doer-se... de que valeria a dor, sem sentirmos se só sentindo faz do Ser, ser-se...?! e no entanto, sentir-te é o espanto o acalanto que de tumulto se veste esta esperança... este supor-te...!

no olhar onde fundo me perco há um laço que abraço me lança. indomável onda, de brasas me cerco
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no olhar onde fundo me perco há um laço que abraço me lança. indomável onda, de brasas me cerco dessa alma, que inquieta me canta É no verso, desse mar que avanço que ardo, no mesmo passo que danço. alardo chama, incêndio me faço abraço, velejo, entre vagas balanço é dia, é noite, nesse vira e mexe nessa dança que o vira não cansa nesse mexe, que sem aviso cresce e é lá, onde mãos nem chão preciso nesse tecido, que em mim se tece que valso, paixão navego perdido.

No sonho que contigo sonho...?... há no leito em que meu peito se deita um - chega-te a mim - sem receio
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No sonho que contigo sonho...?... há no leito em que meu peito se deita um - chega-te a mim - sem receio uma unção, de perfumes feita um tocar como boca, suave beijo. nesse peito, que leito me abraça mora um desejo fecundo de mim que amiúde me ajeita, desvelo laça de um jeito, que meu peito se deita e ama, sem acordar no fim.

há um horizonte de linhas verticais, manto onde, no querer de quem quer tanto mora uma pressa a que não resisto
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há um horizonte de linhas verticais, manto onde, no querer de quem quer tanto mora uma pressa a que não resisto uma pressa líquida de poder tocar-te gasoso ser-te, ébrio vicio num intenso verde, suave colar-te à esperança, de num imenso abraço ter-te sem medo, desta urgência que me faz pressa nesta ânsia impressa na sede dos dias de ausência espero beber-te, pele, desassossego este sem medo todo e sem pressa quem sabe num dia, que o tempo não meça o poder olhar-te, assim para sempre

Se saudades muitas De mim tiveres Muitas, de insuportáveis mesmo
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Se saudades muitas De mim tiveres Muitas, de insuportáveis mesmo Que pelo tamanho, de tão grandes De teu peito irrompam Tantas Que de brasas pareçam ser As mãos que me toquem Os lábios que me percorram Os olhos que me fitem Fogo desmesurado em mim Se for tudo assim Tudo tão grande Fogo que se expande Serei eu, enfim...

se bastar um olhar que a outro se abrace um sorriso
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se bastar um olhar que a outro se abrace um sorriso que largo, o beijo peça… se for pressa, esse feitiço de um certo jeito de beijar uma certa urgência de amar um cego vício, fragrância desejo pele, possuir então, paciência eu vou ter que ir… como um rio, que novo nasce num jeito louco de amar num jeito simples de ser. e talvez porque sim o paraíso no inferno amar, seja assim o amor para se viver a dor para se chorar e tudo o resto seja aquilo que deus quiser.

No hálito fremente das luzes sei-me dançando um dia uma melodia que não me lembre.
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No hálito fremente das luzes sei-me dançando um dia uma melodia que não me lembre. Sei da noite, uma chuva fria de corpo sei, um fumo quente sei dos olhos, nos meus a alma nua sei da boca, perdida os sabores e recantos sei das sombras e sei do espanto e na seiva, segredo lua onde rubra, a vontade queima Sei de ti, que não esquecerei sei da melodia que não me lembro que noite dentro, um dia dançaremos juntos, eu sei

não, não há tristeza sem senão mas há um certo ar, não resisto um inverno arrepio de verão
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não, não há tristeza sem senão mas há um certo ar, não resisto um inverno arrepio de verão que na beleza, sempre existe não sei se olhar, se expressão se por dentro um traço-esguio só sei de um certo ar, perdição um se-me-toca, estou perdido um marejar raro e persistente um quero fugir, mas não consigo haja quem, ar-tão-assim, aguente mas se, eternamente, o belo existe que a perdição seja permanente mas a tristeza, nem sempre triste.