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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

⁠Ah! O poeta... Há pedras no caminho. O poeta olha pra elas com carinho.
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⁠Ah! O poeta... Há pedras no caminho. O poeta olha pra elas com carinho. Há nas rosas espinhos. O poeta as ignora... se as machucam, ele não chora. O poeta bebe o néctar da brisa. Sente a melodia das ondas do mar. Respira no meio da multidão o mais puro e limpo ar. Ele tem a veia sensível, afetuosa. Lapida o nada. No gris da vida ele vê um mar de rosas.

⁠Degredo Que se passa em minha alma? Não consegues tu imaginar.
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⁠Degredo Que se passa em minha alma? Não consegues tu imaginar. Meus passos não foram tu que pela estrada andaste a pisar. Hoje é fácil apontar o dedo. Mostrar ao mundo todo o que em mim é puro segredo. Minh´alma chora. Em nada mais encontra paz... em nada mais tem alegria. Sou escravo de mim mesmo. Mandado para degredo. Aqui estou eu preso em grilhões. Ninguém é culpado se o mundo Me tirou a esperança Se as pérolas espalhadas por aí já não me traduzem mais emoções.

⁠Ah! Essa faça falsa calma. Tens um turbilhão em teus pensamentos. Empurras-me cada vez mais para um buraco sem fim. Pobre de mim.
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⁠Ah! Essa faça falsa calma. Tens um turbilhão em teus pensamentos. Empurras-me cada vez mais para um buraco sem fim. Pobre de mim. Que faço? Mudo minha rota? desisto desta calma desesperada que estás tentando me impor? ou me encaixo nela... Estou com minha alma cósmica perdida. Da vida não consigo mais encontrar a saída. Encolho-me toda. Dedico-me às escritas amenas? Apenas a duras penas... Sinto vontade de chorar até não sobrarem lágrimas. Por que me mostrastes um mundo que não poderia me aquecer... Um mundo cheio de tristezas que eu só queria esquecer. Tenho defeitos demais. Ah! Eu só queria voltar atrás. Fixar-me naquele mundo opaco, habitado por seres itinerantes. Por que não volta tudo a ser como antes? Choro. (eu sei que de nada adianta, mas choro...)

⁠Não vá perder a hora Já é hora, de tomar a decisão...
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⁠Não vá perder a hora Já é hora, de tomar a decisão... não demora já é hora de fazer o que decidiu há muitas horas o seu coração. Ontem o seu hoje era futuro, um nada, um escuro. Agora seu hoje é um presente, que logo, logo vai ficar ausente. Já é hora, vai perder a ocasião? Vai esperar seu coração pular fora do peito e fazer por conta própria o que você mesmo deveria ter feito? Já é hora não me deixe ir embora, parir um futuro sem você seguir um caminho que ninguém segue sozinho.. Já é hora de nosso futuro fazer nascer... é hora de partilharmos todo amanhecer... é hora de deixar de fazer de conta que uma vida está vivendo... é hora de começar a viver nossa vida pra valer. ... é hora... não a deixe ir embora (também) meu bem ❤😘❤

⁠Podes mudar Podes optar. Andar pela direita...
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⁠Podes mudar Podes optar. Andar pela direita... Ou pela esquerda enveredar. Podes mudar de opinião. Agir com a razão... No momento seguinte dar preferência ao coração. Arrisque-se. Prudentemente. Diariamente. Desabafe... contigo mesmo. Ande a esmo... se preciso for. Pode haver dor... mas nunca serás o mesmo.

⁠Meu caminho Queria um caminho aconchegante. Quente... como uma tarde de verão.
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⁠Meu caminho Queria um caminho aconchegante. Quente... como uma tarde de verão. Claro... como um meio-dia de sol a pino. Queria um caminho que me abraçasse. Um caminho em movimento... Andando junto nas andanças do vento. Sem medo do que está depois da curva. Sem receio de descer ao mais profundo abismo. Navegar no mar sem fim... Segura de mim. Queria andar nesse caminho sem cerimônia. Queria procurar detalhes que ninguém vê. Queria enraizar amor Por todo o caminho por onde eu for.

⁠ Apagados Quero calar a saudade.
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⁠ Apagados Quero calar a saudade. Saudade dos tempos passados... Saudades da ausência de meus amados. Sou a última a resistir. Sou a última a daqui sair. Estou em pé. O tempo parece não querer me derrubar... Quer me fazer durar e durar. Então, fico aqui querendo calar a saudade... apagar memórias... enturvecer minha história. E assim estou. Vou de momento em momento... Até estar apagada como poeira varrida ao vento. Resisto. Mas não sou eu que insisto.

⁠Matar e morrer Às vezes é preciso matar. Matar um sonho.
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⁠Matar e morrer Às vezes é preciso matar. Matar um sonho. Sepultar. E continuar. Às vezes é preciso morrer. Tornar-se apenas poeira de um ser. Um morrer cotidiano. Um morrer uma vez por ano... Um morrer para aquilo que o passado ensinou a viver. Às vezes é preciso morrer... pra realmente começar a viver. Matar... morrer. Só às vezes. Sem conta.

⁠Um (des)brinde à vida Chuva de trovoada relaxante. Tarde de domingo.
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⁠Um (des)brinde à vida Chuva de trovoada relaxante. Tarde de domingo. Desordem desordenadamente na sala... Tudo fora de lugar. No porta-retratos teu sorriso quase apagado pelo tempo sorri triste. Vivemos hoje um mundo que já não existe. A casa cheia de memórias. Uma linda história. Um fim trágico. Vislumbro dias tristes e sombrios. Sinto na alma tanto frio.

⁠Colorido As nuvens se descortinam diante dos meus olhos. O vento era suave. O jardim todo florido sorria no mais lindo colorido.
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⁠Colorido As nuvens se descortinam diante dos meus olhos. O vento era suave. O jardim todo florido sorria no mais lindo colorido. Um dia na minha vida. Um dia repleto de coisas coloridas. Um dia cheio de vida. Um doce despertar... Um leve caminhar... Um majestoso poder de sonhar. Uma esperança que nunca para de esperançar.

⁠Pensamentos loucos Falas de amor... E eu a me perguntar: como falar o que sinto?
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⁠Pensamentos loucos Falas de amor... E eu a me perguntar: como falar o que sinto? Sinto tua falta do amanhecer ao anoitecer. Procuro-te pelas ruas da cidade. Não te encontro. Pergunto-me: onde estarás? Estás em mim a pensar? Lembras de nossos beijos? De nossa troca de carinho. Das milhares de vezes que dissemos te amo? É amor? Ou apenas um indicativo de amor. Somos apenas uma falta que completa a falta do outro? Eu sei... Tenho pensamentos loucos...

⁠Ecos de você Ainda ouço seus passos descendo lentamente as escadas de nossa casa. Nas costas apenas uma mochila.
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⁠Ecos de você Ainda ouço seus passos descendo lentamente as escadas de nossa casa. Nas costas apenas uma mochila. Você trouxe tão pouca coisa quando aqui chegou. Agora se foi... e tudo levou. Mas coisas são só coisas. Não me importo de elas não estarem mais aqui. Você se foi. Levou o seu sorriso. Levou a sua calma que me acalma. Levou as cores do dia. Levou a alegria que eu sentia quando acordava com você para viver mais um dia. Levou o seu abraço que tanto bem me fazia. Levou a minha alegria... Alegria que há tanto tempo eu não sentia. Agora você está tão distante. Seus passos não ouço ecoar mais. Desejo que vá em paz. Não volte, por favor. Não quero sentir o pavor de um dia mais uma despedida viver. Prefiro dia a dia simplesmente sobreviver.

⁠Uma tristeza Eu era tão feliz. Você a razão da minha felicidade.
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⁠Uma tristeza Eu era tão feliz. Você a razão da minha felicidade. O dia amanheceu. Tudo tão triste. Nublado. Não há sol. Só nuvens escuras a cobrir o céu como um véu. Véu negro que tudo esconde... que não dilui a dor... que faz desaparecer toda forma de amor. Com você foram-se as cores do dia. Foi-se pra bem longe toda a alegria. Tudo virou nostalgia. O tempo, em protesto, não se fez de rogado. Parou e ficou do meu lado. Olha pra mim com olhos de terror... me diz: “Não se machuque... não se afogue nesse copo de culpa... estou com você... serei um momento em que te farei feliz.” Esforço-me, então, pra sobreviver. Quero essa felicidade prometida viver.

⁠Palavras Palavras... simples palavras, simplesmente palavras.
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⁠Palavras Palavras... simples palavras, simplesmente palavras. Palavras pronunciadas, pelo vento levadas. Palavras evitadas, atalhadas, atenuadas... almas não magoadas. Palavras silenciadas, perdidas na chuva, gastadas, desgastadas, engasgadas, apertadas... no fundo do peito guardadas. Palavras gritadas, palavras caladas, ponderadas, acertadas, palavras pelos olhos faladas... Palavras esquecidas nas esquinas da vida... no ir e vir de nós dois... Palavras... tudo o que queremos ouvir... Palavras... um eterno ir e vir.

⁠Um barquinho de esperança... num mar de incertezas... a vida ao sabor das ondas...
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⁠Um barquinho de esperança... num mar de incertezas... a vida ao sabor das ondas... pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... Dia e noite, noite e dia... tenta preencher sua vida de alegrias vazia... pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... monotonia, monotonia, monotonia... a única certeza: a morte Encontrar Jesus seria sua maior sorte... pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá... se não encontrar... vai lhe tragar a morte. E fim.

⁠Ela aprende rápido Ela é como gente que não vive no espelho do passado. Ela aprende rápido com o que deu errado.
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⁠Ela aprende rápido Ela é como gente que não vive no espelho do passado. Ela aprende rápido com o que deu errado. Ela ri dos seus passos atrapalhados. Ela sabe que com um beijo cura seus joelhos arranhados. Ela levanta sempre a cada tombo... não importa, na alma, o tamanho do rombo. Ela pede pro seu gato lamber o leite derramado. Ela não lamenta o que a vida lhe tem tirado. Ela joga de novo o dado... e de novo... e de novo... Ela anda mais uma milha. Ela aspira o perfume das flores na sua trilha. Ela segue em frente... sem maximizar a dor que sente. Ela é forte, determinada... Não é mesmo apenas uma brisinha de nada.

⁠Sim, faço muitas coisa por obrigação Aham... sinto-me no dever... e por isso saio por aí dizendo sim, sim, sim... mil vezes... quando queria dizer NÃO! Faço muita, mas muita coisa apenas por obrigação... que normalmente vem dentro de um saco de cor escura, vem rodeado de autop…
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⁠Sim, faço muitas coisa por obrigação Aham... sinto-me no dever... e por isso saio por aí dizendo sim, sim, sim... mil vezes... quando queria dizer NÃO! Faço muita, mas muita coisa apenas por obrigação... que normalmente vem dentro de um saco de cor escura, vem rodeado de autoprivação, totalmente cheio de sacrifícios em causa própria. Mobilizo meus esforços, minha energia... uso meu precioso tempo. Tudo por obrigação. Aaaa mas você pode deixar de fazer se quiser. Não, não é tão simples assim. Minha dificuldade de dizer não vem da idade da pedra. Não há estudos que dizem que lá atrás nossos ancestrais se deram conta de que colaborar uns com os outros facilitaria a sobrevivência? Recebi isso por herança, acredito. Está tão arraigado em mim essa força de sempre dizer sim... se já me questionei por que motivo tenho dificuldades em dizer não que não seja a herança recebida do meus tatatatatatatatatatravos....? Claro... pode haver muitas outras razões. Mas, não... não vou listá-las aqui. Me ensinaram que dizer não se aprende. Devemos desconstruir a imagem de bondade e servidão que foi criada a nosso respeito - por nós mesmos e pelos outros. Vale lembrar que toda desconstrução causa desconforto no início. Vamos nos sentir estranhos por estarmos agindo diferente do modo como sempre agimos: sim, sim. sim... amém, amém, amém. Por exemplo, estou com os dedos formigando para listar aqui as outras razões de ter dificuldade em dizer NÃO... estou me sentindo estranha por esse meu novo comportamento. Mas, convenhamos, pra você não faz a mínima diferença, né não? Isso prova que o NÃO afeta mais a mim do que a qualquer outro ;) Aprendi também que nada como o tempo pra nos acostumarmos com a nova persona. a que diz NÃO... e sabe que isso fará bem a sim mesma... e quiçá aos outros também... Maybe Yes Maybe No

⁠Eu... por mim Eu comigo. Eu em mim mesma um abrigo.
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⁠Eu... por mim Eu comigo. Eu em mim mesma um abrigo. Eu, meu caminho, desde que nele estou sigo. Quantos passos? Quantas lágrimas? Quantos sorrisos? Quantos abraços? Quantas chegadas? Quantas partidas? Quantas esperanças pela água salgada do mar engolidas? Quanta vida! Sou como a lua... tenho fases. Sou como o vento – brisa suave, ventania... Arranco raízes de tudo em um só dia. Invento – me reinvento. Vivo com plenitude cada momento. O passado? Lá atrás ficou. O futuro? É pra lá que vou... Vida, presente... aqui estou. Estou... e estou inteira... em pedaços... Quebrada. Restaurada. Estou... ainda me formando. As peças do meu quebra-cabeças montando... Eu em mim mesma me encaixando. Quiçá um dia direi: Agora sou... sou tudo o que em mim minha vida juntou.

⁠Rotina Põe-se o sol ao cair da tarde. Surgem as estrelas no céu...
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⁠Rotina Põe-se o sol ao cair da tarde. Surgem as estrelas no céu... Vem a chuva depois da chegada de grossas nuvens... Caem as folhas dos plátanos... O dia segue a noite. A noite se encerra com o amanhecer. Sempre tudo igual... Vem a primavera depois do intenso inverno. Antes de montar algo se lê o Manual. Flores se abrem. Frutos amadurecem. Sol que tudo aquece. Coisas de rotina. E, às vezes, você nem atina.

⁠Essa saudade, que dor... Que dias sem expectativas. Foi-se seu tempo.
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⁠Essa saudade, que dor... Que dias sem expectativas. Foi-se seu tempo. Esvaiu-se no ar como o perfume da flor. E a vida continua normalmente a bailar. Como se a morte não tenha acabado de te levar. Triste. Sigo. Ou não... Sei lá. Acho que de agora em frente estarei sempre na contramão. Uma incerteza audaz e intempestiva... Por que insiste em me manter viva? Já respirou minha alma a magia... Já bateu meu coração de alegria. Já brilharam meus olhos ao te ver... Hoje me dedico a tentar te esquecer. Um céu de outono que não se acaba mais. Um medo do agora... e do que virá depois. Dor na alma... O ir e vir tão imperfeito. Quem escreveu que as vidas deveriam ser desse jeito?

⁠Te foste Ah! As cicatrizes... Os meus olhos de silêncio.
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⁠Te foste Ah! As cicatrizes... Os meus olhos de silêncio. Sempre que me cortavas... Palavras duras. Palavras silenciadas. Lembro-me do quanto odiava os dias assim. Mas não conseguia me desvencilhar. Estava amarrada. Presa. Colada. Sangrava a pele. E um algodão-doce me adoçava. Hoje já não sinto tua falta. Nem do algodão-doce. Te foste, graças a Deus, de mim te foste.

⁠Nunca igual Nuvens sombrias pairavam sobre as colinas. Sentia-se no ar o cheiro que antecede os temporais.
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⁠Nunca igual Nuvens sombrias pairavam sobre as colinas. Sentia-se no ar o cheiro que antecede os temporais. Na enseada um pensamento flutua ao acaso. As ondas batem forte no costão. Uma sombra insistia em cobrir o tempo. Lápis-carvão esfumando o fim do dia. Uma noite que chega com a força de um tufão... Sinto o peso do abismo. Meu olhar direciona-se para o ponto-final. Morre outro dia. Como todo dia acontece. Mas nunca igual.

⁠Sonhar? Tomo tanto cuidado... E quando amanhece assim tão devagar? Sol claro... mas sem brilho.
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⁠Sonhar? Tomo tanto cuidado... E quando amanhece assim tão devagar? Sol claro... mas sem brilho. Um murmurinho de saudade paira por sobre a cidade. Os telhados acordam um a um. Cada amanhecer é assim que acontece. E depois... Depois anoitece. Um dia a dia (a)normal. Sem brilho. Sem calor. Sem amor. Um dia a dia de sonhos controlados. O medo de sonhar errado.