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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

⁠Solitário Solitário – como um lobo sem matilha. Coração cruel.
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⁠Solitário Solitário – como um lobo sem matilha. Coração cruel. Esfola todos os que o amam. Empurra pra bem longe todos o que por perto o querem. Mas, mesmo assim, não o ferem. Não, não é má pessoa. Sua voz paz ecoa. Suas mãos aos outros oferece. Mas a ninguém faz sequer uma prece. Frio como uma pedra de gelo. Estilhaçado, não deixa transparecer o quanto está quebrado. Seus cacos cortam-me devagarinho. Sangro... choro baixinho. Amo-o, apesar de tudo. Faço das minhas dores meu escudo. Escondo as lágrimas. Finjo uma alegria que não tenho. Outra companhia, que não a dele, desdenho. Do que quero me punir? Por que continuo ao seu lado eternamente a fingir? Gosto eu que viva ele a me ferir?

⁠Há dias Há dias em que some o Sol Há dias em que somem as nuvens
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⁠Há dias Há dias em que some o Sol Há dias em que somem as nuvens Há dias em que some a alegria Há dias em que só há nostalgia. Há dias em que some o tempo Há dias em que some a paz Há dias em que some o chão Há dias em que só há a batida do coração. Hoje sumiram as palavras... Hoje só o que há é o silêncio ... um silêncio tão silencioso, gritando que como as palavras ele tão poderoso.

⁠Viva! Viva... e viva por inteiro. Não aceite metades, não aceite moedinhas de caridade.
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⁠Viva! Viva... e viva por inteiro. Não aceite metades, não aceite moedinhas de caridade. Valorize-se. Com um valor em peso de ouro. Você é unic@... é importante Sinta-se um gigante. Seja feliz. E distribua felicidade... Não há um valor limitado (pra felicidade) do tipo quem pegou... pegou... e nada no pote restou. Viva! E viva de propósito ... Que sua vida esteja repleta de propósitos com um passo de cada vez viva bem... e faça isso de propósito 😘 2022 está à porta... deixe -o entrar como a luz da manhã que começa a brilhar... e acabar com a escuridão da noite é coisa que pra ela menos importa.

⁠Coração amargurado Coração solitário... Um barquinho em alto mar
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⁠Coração amargurado Coração solitário... Um barquinho em alto mar sem rumo a navegar. Coração quebrado. Em mil pedaços despedaçado. Estilhaçado... No fundo do mar mergulhado... Quer vir à tona... Precisa de ar. Desesperadamente tenta se recompor. Livre pra bater... viver um eterno e tranquilo respirar. Coração reconstituído. No vai e vem das ondas busca sentido. Um vagalhão carrega-o pra bem longe. No fundo... bem mais fundo... Da borda continental às fossas abissais. Volta refeito pro lugar para o qual foi feito. Coração – bate no peito. Constantemente por si próprio. Esqueceu o que é ser amado. Mas não esqueceu do coração cruel que transformou sua doce vida de mel... No gosto mais amargo que o próprio fel.

⁠Fugere urbem "Vou-me embora pra Pasárgada", Como Bandeira, me cansei...
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⁠Fugere urbem "Vou-me embora pra Pasárgada", Como Bandeira, me cansei... Portas e janelas abrirei... Se chover, então fecharei. A poesia convida: 'carpe diem'. Aqui nesta metrópole está difícil... O barulho na avenida é ensurdecedor... veículos - e seu potente motor. o ar está difícil de respirar... meus olhos chegam a lacrimejar... O belo que a mãe natureza tanto se esmerou... A fumaça das fábricas tudo acinzentou. Ah! Minha Pasárgada... vou respira o mais puro ar... bucolicamente pelas pedras dos rios todos eles atravessarei... Com banhos de cachoeira minha alma renovarei.

⁠Só queria entender Não quero ser o herói... não tenho essa prepotência imaginária
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⁠Só queria entender Não quero ser o herói... não tenho essa prepotência imaginária mas também não está em meus planos deixar o mundo se rasgar, adoecer, desfalecer e se acabar. Parece-me estar sempre vagando em uma tempestade de areia como se nunca chegasse ao lar entro nos bares das esquinas... um intuito: me embriagar. Um labirinto. Numa tela em branco pinto. Depois me equilibro... num salto quero tudo do avesso virar... ouço o que está do meu lado a gargalhar. Estão as árvores apodrecendo? e o sol escorrendo pelo mundo nada pode mudar? E o que vejo? è a escuridão só aumentar. Iludo-me... cada passo em frente é um passo a menos. Cada tic-tac do relógio é um instante a menos... Meu corpo treme. Desejo mais tempo... Talvez eu consiga pelo menos entender a confusão que faz com que bata no mundo cada coração. Ah! Esse céu noturno... tão soturno. Se eu usar de dissimulação... convenço do que quero quem comanda meu coração?

⁠É o que resta Louco temporal no céu negras nuvens...
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⁠É o que resta Louco temporal no céu negras nuvens... um vento frio que entra pelas frestas... voam folhas de árvores e envolvem as pessoas... sombrinhas que se dobram ao vento... água fria que escorre pelos corpos. Frio que engole o calor do dia. Frio que leva embora toda a alegria. Riscam raios o céu. Pedras de gelo quebram vidraças. carros amassam. Roupas no varal voam, se contorcem. pássaros nos ninhos se escodem procuram proteção... negra poesia nesse dia. Sombrio. Frio que não passa. Tristeza sacode a manhã. Era pra ser um dia de festa... agora, ao se irem o vento e a chuva na direção do mar que logo ali está, restabelecer a ordem que a tempestade causou... é o que nos resta.

⁠Esperança Meus passos na areia... Desaparecem pouco a pouco...
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⁠Esperança Meus passos na areia... Desaparecem pouco a pouco... Na vida... tudo é o tempo de um sopro. No vai e vem das ondas... O mar num eterno ir e vir... Impressão: seu movimento é eterno... o fim nunca irá atingir. Será? Malabaristas que somos. Pra onde exatamente vamos? Iludimo-nos a cada dia que nasce... Uma esperança louca que em nós renasce. Intrusa hostil. Sentimento infantil... Esperança... sim, não passa de coisa de criança. Mas... como sem ela viver? Iríamos muito mais rápido apodrecer.

⁠Dessa dor Um mar de sentimentos. Um passado que não cansa de retornar...
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⁠Dessa dor Um mar de sentimentos. Um passado que não cansa de retornar... E eu que só no presente queria ficar. Minha vida se transformou num castelo intransitável. Fantasmas descalços vêm ao meu encalço... Fecho os olhos pra não os ver... Mas o frio que com eles chega me faz estremecer. Vivo como se espinhos tivesse cravados na alma. Foi-se pra um lugar inatingível toda a minha calma. Sofro... essa dor intrusa e hostil... Fe em mim sua morada... fez-me presa do seu covil.

⁠Esgotada Já esgotei todas as palavras de amor. Hoje meu dizer diz apenas da dor.
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⁠Esgotada Já esgotei todas as palavras de amor. Hoje meu dizer diz apenas da dor. Tristeza destes dias tão maus. Foi-se pro fundo do mar minha nau. Navego nesse oceano sem fim. As estrelas do céu, alguém as roubou de mim. O tempo passa... leva junto nossos momentos. Tem deixado em seu lugar apenas sofrimento. Miro o céu... que azul tão bonito. A claridade do dia desanuvia meus pensamentos. Singro os mares... Velejo a favor do vento... nos dias alegres, suaves, claros e bons. Me empurra ao contrário a noite com sua escuridão. Abrumasse de novo meu coração.

⁠Paz na noite Raios multicores de manhãzinha vêm colorir o dia que nasce. Esperança que se renova...
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⁠Paz na noite Raios multicores de manhãzinha vêm colorir o dia que nasce. Esperança que se renova... Toda tristeza e consternação desaparecem. O sol que desponta nos dá o calor, nos dá força e energia... a todos fortalece. Passa o dia. Que alegria! A noite que chega... cobrindo o dia com um escuro véu. Estrelas bruxuleiam por todo céu. O que é a noite se não o descanso do dia? Recolhe-te. Repousa corpo e alma. A noite com sua paz... é uma ausência de luz que tudo acalma. Se estás em paz com tua alma...

⁠Mão poderosa Esqueço. Pereço.
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⁠Mão poderosa Esqueço. Pereço. Nesta escuridão que me cerca meus olhos doem... Sofrendo desesperanças... Nada do que busco minha mão alcança. Falta-me discernimento? A mim mesma me atormento? Poderia ser mais fácil... se eu por um momento na esperança acreditasse? Mas meu coração está tão fechado. É um eterno desconsolado. Não sei se por minha própria vontade... Ou se o destino é quem manda em tudo de verdade... Queria ter nas mãos o controle. O caminho por conta própria desenhando... Pela estrada andando... Meus próprios pés decidindo onde pisar... Fugindo do que me atrapalha... Não indo por vias tortas... Um caminho completamente aplainado... Um andar em que nada desse errado. Queria... Ser dona de mim. Queria... Minha vontade sempre prevalecendo. Queria... Viver, e viver... Acabar sempre vencendo. Queria... Mas sei que assim não é. Há uma mão poderosa que comanda onde coloco meu pé.

⁠Em câmera lenta Olho na distância o tempo que se esvai... Queria um mundo mais lento... pausado...
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⁠Em câmera lenta Olho na distância o tempo que se esvai... Queria um mundo mais lento... pausado... Queria que meu andar fosse um andar arrastado. Mas corro. Não posso me demorar. As belezas ao meu redor nem consigo aproveitar. Nasce o dia... Nova correria... Morre o dia. O tempo que se foi numa total afobação. Nesse grande afã... onde vamos parar? Podemos parar? Olho no espelho. Vejo o reflexo do que um dia fui. Meus olhos verdes estão amarelando... Busco a essência dentro de mim. Um grito perdido ecoa... ecoa... O tempo voa. Uma ânsia de ver em câmera lenta o tempo passar.

⁠Do belo O belo vejo por aí. Tantas coisas lindas estão por aqui.
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⁠Do belo O belo vejo por aí. Tantas coisas lindas estão por aqui. Em cada rosto que paro pra decifrar Em cada um deles, tantas belezas consigo encontrar. Em frases contidas... Em frases mil vezes repetidas... No pranto que ouço alguém prantear... No sorriso que tantos estão a nos presentear. A beleza está em quem sabe amar. Está naquele que sabe se doar... Vejo o belo na constante luta do dia a dia... Na labuta constante beleza há... Beleza encontro naquele que ri da própria má sorte... e dela consegue alegria tirar. A beleza está nos versos do poeta... Que encontra nas mais lindas palavras a beleza que nelas que há... Escreve e escreve... Quer com sua arte o mundo mais leve deixar. Vejo o belo nas mãos que ajudam... vejo-a também naquele que ajuda sabe pedir e aceitar. O belo está naquele que de tudo faz pro peso da vida de alguém aliviar. O belo está naquele que encontrou seu lugar. No meio de tanto e de tantos soube se ajustar... O belo está naquele que do outro não tira espaço... mas sabe ceder tudo o que pode pro outro conseguir continuar seu caminhar.

⁠Poeta Um mar estrelado, seus olhos olham abismado. É tanta luz, é tanta beleza...
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⁠Poeta Um mar estrelado, seus olhos olham abismado. É tanta luz, é tanta beleza... Quer colocar tudo em versos, com certeza. Um murmúrio de águas cristalinas. Perfeição da vida. Caminhos que se cruzam. Vida que encontra vida. O poeta olha com seus olhos sensíveis... Coração a tudo perscrutar. Quantas maravilhas pra ele em versos colocar. Um mar imenso de água tão salgada. Um infinito que se perde... parece no nada. As ondas que não param um instante sequer... a areia vem molhar... depois voltam pro infinito mar... Vem e vão num bailado cuja música a brisa está sempre a tocar. Poeta que tudo vê. Toca com os olhos do coração. A perfeita natureza a florescer, O dia que morre na noite... que vê todo dia nascer, Que se passa na alma do poeta? Quanta sensibilidade nela há... Em poucos versos toda a maravilha do mundo consegue ele poetar. No seu âmago busca esperança. Vê dias maus... vê sim... Aceita a dor e cada uma do seu jeito. Dentro do peito ajeita cada uma de um jeito.

⁠Obrigada, Senhor... Pois... Hoje eu vi o sol nascer... tantos não tiveram mais essa graça.
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⁠Obrigada, Senhor... Pois... Hoje eu vi o sol nascer... tantos não tiveram mais essa graça. Hoje o alimento gostoso em minha mesa me deu forças e energia pra enfrentar o dia... tantos sentiram a fome corroendo dentro de si, não tiveram sequer um pedacinho de pão pra comer... viram seus filhos com olhar de fome... e sentiram o desespero de nada poder fazer. Hoje eu tive trabalho pra fazer... meu corpo se ocupou em deixar a casa organizada... em tudo limpar... minha mente se concentrou em digitar versos, textos e agora esse pequeno agradecimento por ter recebido do Senhor, ó Pai, a capacidade de fazer algo... de ter algo pra fazer. Hoje eu vi a chuva cair e regar as plantas; molhar a terra que fará nascer e crescer o alimento de que todos nós precisamos. Hoje eu sorri. Hoje eu li... eu me distraí conversando com família e amigos. Hoje eu fiz planos pro futuro... porque o Senhor me possibilita a fazer. Hoje eu sonhei... e sonho. Hoje eu tenho uma cama limpa e quentinha me esperando pra ter um sono reparador... e amanhã começar tudo de novo... se assim o Senhor quiser. Muito obrigada de coração. Sua filha

⁠Passos Meus passos... Compasso.
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⁠Passos Meus passos... Compasso. Descompasso. Um som solitário. Desencontros. Sem abraços. Ficou um vazio. Procuro uma paz... Que nada nem ninguém de me trazer é capaz. No passo, passo. Do sonho à loucura. Numa eterna procura... O dia que nasce. Nova esperança com ele parece que renasce. A força da porta aberta. Do meu âmago novos sonhos desperta. Fonte de louca inspiração. Respiro a magia... Com o nascer de um novo dia. Acalma-se meu coração. O tempo passa. O sol pelo céu passa. O mundo reaparece: mais da metade é só desgraça. Sim, a mesma paisagem. O mesmo ar a nos rodear... Flores... as mesmas pelo caminho continuo a encontrar. Mas há tantas pedras... No fim do dia só penso um mundo poderia rodar mais leve... mais devagar... Mais amor poderiam os homens do seu coração tirar.

⁠Minha paz O sol nasce bem cedinho. Meus olhos brilham e se encantam.
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⁠Minha paz O sol nasce bem cedinho. Meus olhos brilham e se encantam. Pássaros cantam por todo canto... Um novo dia começa a nascer... Quanta coisa linda nos espera pra acontecer. Meu coração se enternece. Minha mente se despolui da escuridão da noite... Não há mais fantasmas a me perseguir. Um novo dia vem aí pra me fazer sorrir. Minha alma paira em uma dimensão em que há só amor e paz... empatia e colaboração. Sinto as mãos que me amparam. Sinto quem quer tirar a dor do meu coração. Minha esperança renasce. Meus olhos percorrem todos os recantos. Vejo a cidade mansamente acordar... Minha paz quero com todos compartilhar.

⁠Aqui não é só o ensaio O silêncio da noite se dispersou. O silêncio silenciou.
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⁠Aqui não é só o ensaio O silêncio da noite se dispersou. O silêncio silenciou. O dia amanheceu. O sol apareceu. Todas as formas aparecem nitidamente com essa claridade que inunda este lado de cá do globo. A cidade mansamente acorda. O cheiro do café. Os passos apressados. Coisas a se fazer de novo. Porque ontem foi tudo igual... Um dia normal. O sol passeou sobre o céu. Os pássaros cantaram. As ondas do mar foram e vieram. As plantinhas cresceram um pouquinho mais. Frutas amadureceram nos quintais. Nuvens grossas cobriram o céu. Vento forte por aqui passou. Água do céu desaguou. As ruas da cidade lavou. Dos telhados o pó tirou. Depois... depois a chuva foi chover em outro lugar. Toda a terra precisa florescer. A água do céu parece isso nunca esquecer. Pra que essa mania de tanto se preocupar. Cada coisa sabe exatamente a hora de estar em seu lugar. Vamos viver e aproveitar.

⁠Intolerável O céu amanheceu pálido... o dia nasceu tão triste, desconsolado. A desesperança toma conta de mim.
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⁠Intolerável O céu amanheceu pálido... o dia nasceu tão triste, desconsolado. A desesperança toma conta de mim. Não queria que fosse assim. Há uma tristeza imensa absorvendo tudo o que há de bom em mim. Desolados meus pés continuam a caminhada. É longa e deserta esta estrada. Minha existência também é solitária e vazia. Não entendo por que tenho de viver o dia. Esgotada está toda a alegria. Meu olhar busca por aquilo tudo de bom que foi um dia... Já não encontra emoção. Não há beleza nenhuma e me rodear. Até o sol passa pelo céu cinzento ... sem nada clarear. Às vezes o viver se torna tão intolerável. E intolerável também é na indiferença permanecer. Minha mente tudo isso a lembrar... E eu... eu que só queria tudo esquecer.

⁠No fundo do teu coração Tira a sandália do medo. Descalça todo o temor.
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⁠No fundo do teu coração Tira a sandália do medo. Descalça todo o temor. Apesar das nuvens escuras A luz virá trazendo destemor. Interpreta o tempo. Não se constranja. A vida é bela... Tudo no fim se arranja. Abre a fechadura emperrada. Escancara as janelas Deixa o sol entrar... Dos cantos escondidos da sala tua vida bela hás de resgatar. Derruba as paredes da incerteza. Equilibra-te na linha do tempo. Tira do fundo do mar a paz, a alegria e toda a sua beleza. Equilibra-te a avança. Dança a mais bela das danças. Rodopia no salão. Conforto encontrarás sempre no fundo do teu coração.

⁠Receita? Pra poesia? Este olhar ávido que tudo perscruta. Esses ouvidos atentos que tudo escuta...
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⁠Receita? Pra poesia? Este olhar ávido que tudo perscruta. Esses ouvidos atentos que tudo escuta... Essa inquietude... não importa a latitude, nem a longitude... Um amor desconjuntado. Um vento que chega de qualquer lado... Uma viagem. Uma fatia do luar. Luz e sombra a lhe acompanhar. Gritos internos. Silêncios eternos. Quantas mil outras coisas mais... Um caminho deserto. Um regato de águas borbulhantes... Um agora... um depois ou um antes... Um sonho queimado. Um bolo estragado. Uma mistura letal. Um vazio. Um dia normal.... Tristezas ou alegrias... E assim nasce uma poesia.

⁠Neblina Espero a neblina passar... Passa ela tão devagar!
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⁠Neblina Espero a neblina passar... Passa ela tão devagar! Isso faz meus olhos com o tudo nublado se acostumarem... Chegará o momento em que verei todas as coisas mudarem? Coisas vão mudar! Cores irão de novo tudo colorir. Outras coisas ficarão exatamente como são... Temos de admitir. As coisas não mudam assim num passe de mágica. Continuará a haver injustiças. Continuará a haver egos inflamados. Continuará a haver corrupção. Mas, queira Deus que num ponto qualquer aí na frente: Haja mais gente no caminho contrário. Que a balança penda pro lado do bem.... Ou, no mínimo, vejamos um país um pouco mais equilibrado... E... que a cada dia se conserte, pelo menos, 0,000000001% do que vemos de errado. Pronto! Isso é mais que o suficiente.... vamos começar a olhar pra frente...

⁠Aflição E eu canto a vida do meu jeito torto. É minha maneira de mostrar que meu coração não está morto.
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⁠Aflição E eu canto a vida do meu jeito torto. É minha maneira de mostrar que meu coração não está morto. Sou um sopro que logo irá acabar... Nessa imensidão... uma gota do mar. Meu coração inquieto Bate no peito sem jeito... Quando parar de bater... e irá Pois nasci pra morrer. Triste constatação. Qual o valor de uma respiração? Sigo à procura de uma razão. Sigo em busca da certa direção... Caminhos tortos no meu andar torto... Nenhuma luz a brilhar nesta escuridão. A vida vou entender quando meu coração estiver morto? Que agonia!!! Que aflição!!!!