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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

⁠Natureza viva Manhã de início de primavera. Rosas nas sebes entrelaçadas.
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⁠Natureza viva Manhã de início de primavera. Rosas nas sebes entrelaçadas. Centenas de borboletas alegremente a esvoaçar... Perfume de madressilvas no ar. Dourados campos de trigo cultivados. Feito bolas de algodão, ovelhinhas pastando tranquilamente. Enorme a paz no meu coração. Colinas lá longe redondas e verdes. Rios que serpenteiam vagarosamente. Como espelhos o céu a refletir. Com a estrada sinuosa a se confundir. (com base em Philippa Gregory – A espia da rainha

⁠Do amor Amor é perto querer ficar. Amor é o outro amparar.
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⁠Do amor Amor é perto querer ficar. Amor é o outro amparar. É escutar o outro e saber aconselhar. É misturar as cores de dois destinos. É a qualidade do outro valorizar. É sonhos enterrados ajudar a desenterrar. É abrir portas... e com as mãos sustentar. É as necessidades do outro entender. É estar aí para sempre socorrer. É o equilíbrio manter. É o que não presta no lixo jogar. É o silêncio saber ler. É a lágrima vertida secar. Amor é com todo amor amar.

⁠Bailarina É frio. Quanta dor já suportei.
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⁠Bailarina É frio. Quanta dor já suportei. A noite brilha foscamente com o brilho das estrelas e da lua, que volta e meia desaparece por detrás das nuvens. Quanta dor já suportei: errei, caí, me levantei, caí outra vez... errei. Meu corpo se aconchega ao teu. Tuas mãos a me acariciar. Tu forte a me tornar. Quanta dor já suportei: caí, levantei, retornei, insisti, ensaiei, acertei. Uma sinfonia nossa sintonia… o melhor som no ar a espalhar. Tua companhia tudo encanta... Um suave sussurro a me encantar. Bailarina: sauté, panchée... grand jetés, pas-de-deux... sou eu nos teus braços alegremente a bailar.

⁠Meu amor Ele tem uma voz que me encanta. Suave, macia a me envolver...
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⁠Meu amor Ele tem uma voz que me encanta. Suave, macia a me envolver... Eu ficaria de lunes a domingo só a sua voz a escutar... Oh como é bom ouvi-lo falar o quanto ele gosta de me amar. No início... um amor tímido. Não se fazia chamar a atenção Foi num crescendo com o passar do tempo Conquistou ele todo o meu coração. Hoje, meu amor... A vida não pode mais transcorrer Se do meu lado não estás a viver.

⁠Outono Outono... as folhas das árvores a cair. Tudo se prepara pra ser fecundado.
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⁠Outono Outono... as folhas das árvores a cair. Tudo se prepara pra ser fecundado. No frio do inverno... tudo a se congelar. Semente no calor do interior da terra espera o momento de do solo desabrochar. Folhas secas no ar a esvoaçar... Eu pelo outono outra vez a me apaixonar. O outono de novo a me ensinar... De certas coisas é necessário se desapegar. Desapegar... pra outras coisas o lugar tomar... Outono: sim, é necessário se renovar.

⁠Calmaria Depois do temporal a calmaria. Surge um céu brindando um novo dia.
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⁠Calmaria Depois do temporal a calmaria. Surge um céu brindando um novo dia. Chuva raivosa foi aguar em outro lugar... Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar. Brisa suave a manhã vem suavizar. Pássaros cantam um novo dia a chegar. Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar. Novo dia. Dia novo. Sol... calor de manhã de verão. Sopra um vento meigo de novo. Folhas das árvores a cobrir o chão.

⁠Machucada Ao solo vergada. Machucada.
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⁠Machucada Ao solo vergada. Machucada. Foram tantos os vendavais e tempestades Quase acabaste em nada. Tua dor revelada Em fundas marcas e cicatrizes. A vida te deixou ferida. Mas, ainda assim, amas a vida. Há uma força em ti. Coração perseverante. Tuas tentativas revelam-se o bastante. Amas a vida... amas estar aqui.

⁠Teu canto É frio Na noite as trevas são pura escuridão.
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⁠Teu canto É frio Na noite as trevas são pura escuridão. Triste bate teu coração. Teu corpo treme. Teu canto é triste. A solidão insiste. Marcas profundas revelam a tua dor. Só queres um abraço de proteção. Só buscas carinho pro teu coração. Queres das lágrimas se esquecer. Tremula a alma... falta-te calma. Nuvens sombras... já está outro dia a alvorecer.

⁠Solidão Em minha solidão me lembro de tempos idos... Quando ainda não tinhas partido.
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⁠Solidão Em minha solidão me lembro de tempos idos... Quando ainda não tinhas partido. Caem pesadamente silêncios. Hoje não tenho a quem abraçar... Só estou... a emoção a me tomar e me ponho a chorar. Na sombra oculta das dores Vou levando minha vida... Estou só, triste e sem guarida. Que falta me fazem os dias em que em tudo havia cores.

⁠Lua Ando pela calçada. Sorrio e teu sorriso iluminou meu dia.
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⁠Lua Ando pela calçada. Sorrio e teu sorriso iluminou meu dia. Solta em pensamentos e inspirações... Sigo e mentalmente componho canções. Sentei num banco da praça... As crianças a brincar... que graça. Dialoguei contigo. Meu amor, meu amante, meu amigo. Levantei-me... deste-me força pra seguir adiante. Ando pela calçada da rua. Solta, segui sempre avante... Não importa se não estás aqui... Sinto-me o tempo todo sempre tão tua.

Triste sina Imagino-te entre lágrimas. Triste tua sina.
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Triste sina Imagino-te entre lágrimas. Triste tua sina. Por que tanto choras, menina? Escolheste o amado errado. Não sabias desde o primeiro momento que ele era desonesto... tu estarias sempre entre dele os restos. Na hora da prece Tua dor desaparece. Nasce um fio de esperança: que ele te tome pra sempre nos braços e sejas só tu a ouvir sua fala mansa. Que sejam só teus os carinhos e beijos. Que sejas só tu a saciar-lhe o desejo.

⁠Venta longe daqui Vai, vento, vai... vai ventar longe daqui. Vai e não volte... ou volte bem devagar...
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⁠Venta longe daqui Vai, vento, vai... vai ventar longe daqui. Vai e não volte... ou volte bem devagar... Flores azuis na cortina a balançar Quem me dera… Quem me dera em quimeras… sonhos, fantasias, ilusões… acreditar Que bem fariam ao meu coração. Quem me dera… quem me dera. Vai, vento, vai... vai ventar em outro lugar Quem sabe... perto do mar? Você vai amar, vento... Fazer o mar em grandes ondas se demudar.

⁠Madrasta Madrasta. A raiva embrutece.
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⁠Madrasta Madrasta. A raiva embrutece. Os sentimentos das gentes entorpece. É uma febre que pouco a pouco tudo devora. Monstros aqui dentro... maiores os lá de fora. Na solidão a ninguém sabe amar... Quer a todos dilacerar. Tentáculos a tudo esmagar. Cobra, mas nada sabe dar.

⁠Em cena No palco... em cena. Encena.
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⁠Em cena No palco... em cena. Encena. Vaidade. Saber de cor o texto. Improviso, talvez. Ou escuridão. Marionete. Fantoche. Saltando, brincando... Divertindo-se livremente na multidão. No vaivém do elenco. Rotina contínua. Indiferente... A vida de milhões de milhões de gentes.

⁠Quimeras Olho-me no espelho. Não reconheço o que está ele a refletir.
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⁠Quimeras Olho-me no espelho. Não reconheço o que está ele a refletir. Foi tanto mentir. Ilusões mais loucas. Fantasias... não poucas. Sou alegoria... finjo alegrias. Camuflada percebo além da imagem... Quanta bobagem. Constato missão não cumprida. Lamentações e mágoas escondidas. A isso não se pode chamar vida.

⁠Pretérito Olho para trás. No meu passado estarão as respostas?
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⁠Pretérito Olho para trás. No meu passado estarão as respostas? O que se oculta no que não consigo mais ver? São profundas feridas cicatrizadas? É a alegria de havê-las curado? Revelo pouco a pouco o que fui... É o que sou agora... pedacinhos colados de dias passados... Experiências boas e más também. Dias solitários e dias na companhia de alguém... A cada passo cruzo o portal da maturidade. Avanço no tempo. Vou mudando de idade. Vou superando obstáculos. Vou perdoando mágoas. Vou substituindo desamor pelo mais puro amor... por mim e pra seja lá quem for. Sigo minha jornada... muito, mas muito bem acompanhada. Por mim... e seja lá mais quem for.

⁠A morte A morte te espreita em cada esquina. A vida inteira te segue e maquina.
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⁠A morte A morte te espreita em cada esquina. A vida inteira te segue e maquina. Aproveita, então, a vida e vive com alegria. Usufrua de cada momento do dia. A morte vem... te apunhalá-la. Não há como dela fugir. Toma o que tens de mais precioso Leva com ela teu bem mais valioso. A morte vem e leva consigo Todos os teus sonhos e direitos... A morte te marca de bala... Definitivamente, a morte não está nem aí contigo.

⁠Silêncio e paz Muito intenso esse barulho a tanto barulhar. Muito confuso tanta gente junto a tagarelar.
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⁠Silêncio e paz Muito intenso esse barulho a tanto barulhar. Muito confuso tanta gente junto a tagarelar. Mágicos e intensos mistérios a tudo segredar. Nesse mundo onde todos gritam é preciso aprender a calar. A natureza reina... É noite de gala. O mar brinda espumante Silencia-se o mundo por um instante. A beleza do silêncio enfim se fez ouvir. Quem gritava emudeceu. Quem tagarelava calou-se. A luz da Lua da madrugada tudo envolveu. Deslumbrante céu infinito. Ouviu-se um grito: “o silêncio venceu!” Calma e paz... viver assim é a melhor coisa que se faz.

⁠A quem amar? Não sabia quem devia amar. Amar
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⁠A quem amar? Não sabia quem devia amar. Amar no prisma sonoramente refletido no mais alto silêncio. Não sabia a quem devia amor. Amor no corpo espelhado sem máscaras sem fingimento, sem simulação no vazio do caos imenso... entregar o coração. Não sabia que deveria amor. Amor sem ameaça, sem perigo. Amor atento e dedicado… E, nesta via de mão dupla… amar, intensamente amar… e... ser amad@. Então simplesmente a cada um e a todos decidiu amar. Só uma coisa @ decepcionou: nem todos sabiam amar... nem todos sabiam fazer o amor em amor retornar.

⁠Induzida Na praia quase deserta busco o reflexo da minha própria alma;
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⁠Induzida Na praia quase deserta busco o reflexo da minha própria alma; mas as ondas no seu vem e vai distorcem tudo o que vejo. Sou assim? Desvirtuada da vida? O que a água salgada do mar reflete é realmente uma imagem de mim? O mar anoitece em ondas... Anoiteço em mim. Induzida pelo reflexo alterado pela água nada cristalina. A água do mar brinda espumante. Quase nela acreditei... por um instante.

⁠O tempo Presa e suspensa no eterno crepúsculo que se tornou a minha vida. O tempo passou sorrateiro...
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⁠O tempo Presa e suspensa no eterno crepúsculo que se tornou a minha vida. O tempo passou sorrateiro... Meio traiçoeiro... ou traiçoeiro por inteiro... Me desacomodou. As armas tirou. Meu coração desalmou. O tempo... lágrimas dos olhos derramou. Me desequilibrou... Numa enchente de dores me afogou. Ah! O tempo... com esse seu ar de desdém... Como uma torrente sem controle nem direção... Vai arrastando tudo o que pela frente vem. O tempo... não tem pena de ninguém. Nem, na viagem da vida, calmamente espera por alguém.

⁠Do futuro Hoje – é tudo o que você tem. O momento em que estás é único que podes desfrutar.
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⁠Do futuro Hoje – é tudo o que você tem. O momento em que estás é único que podes desfrutar. O amanhã? Bem, sorria e espere pelo nebuloso amanhã... Suas alegrias... ou tristezas, ele mesmo trará... e... A você, se adaptar, caberá. Às vezes a vida é cheia de bobagem. Chuva demais. Estiagem. Às vezes a vida é bem colorida... Noutras... de um cinza opaco se veste a vida. Há como adivinhar... o que o amanhã trará? Não... nem cartas, nem búzios E arte de adivinhar observando as serpentes –a Onicomancia –, que bela bobagem... a maior viagem... De onde se tirou que se pode prever o destino de alguém pela observação das suas unhas – a Oniromancia? Já houve outras mil maneiras de querer se adiantar... saber pelo que se vai passar... E hoje, tal como em tempos passados, as pessoas, cada qual ao seu modo, têm necessidade de saber o que sucederá nas suas vidas. Antigamente se recorria a uma grande variedade de objetos e situações, pra ‘descobrir’ o que trariam as novas estações.... E hoje? Pelas cartas de Tarôt, astros, velas, números, búzios, moedas, runas, e pouco mais. Podem eles predizer o que nos irá acontecer? Eu... no presente sempre estou... o passado pra mim já passou... o futuro virá com o que tiver de vir.... A arte de adivinhar o futuro menos refinada, ou então mais oculta do que nunca! Isso realmente não me ocupa a mente nunca... Mas, se pra você, o futuro nas cartas pode ver... torço que só coisas boas veja acontecer 😉

⁠Música no ar Um despertar sonolento... Da vida apenas mais um momento
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⁠Música no ar Um despertar sonolento... Da vida apenas mais um momento Que se esvai nos raios de luz que o sol Traz com o arrebol. Alvorada... fria madrugada. Tênue luz indefinida... Amarelada... azulada? Não há nuvens no céu. A brisa é leve e suave. Começa devagarinho o canto das aves. Uma música no ar. Alguém acordou com vontade louca de dançar... É outro dia que se inicia... O que trará de novo... Medos... tristezas... ou alegrias?

⁠Saudades Saudades de não sentir saudades. Saudades de sentir felicidade.
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⁠Saudades Saudades de não sentir saudades. Saudades de sentir felicidade. Saudades do que não vivi. Saudades do que jamais por mim tu irás sentir. És o grande amor da minha vida. Uma eterna rua sem saída. Um desencanto... Meu eterno pranto. Chegaste. A semente mais doce no meu coração plantaste. Nunca regaste. Não miraste com teus negros olhos o amor que em mim criaste. Saudades... te afasta de mim. Vai, segue o mesmo caminho que ele seguiu... Aqui tu só dóis. Vai... vai... imploro, por favor, e não volta nunca mais.