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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

⁠Adormeço Na escuridão do quarto me sinto bem. Consigo me ver como realmente sou.
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⁠Adormeço Na escuridão do quarto me sinto bem. Consigo me ver como realmente sou. Percebo nuances... percebo quando triste estou. A escuridão do quarto deixa-me antever com clareza minha razão e coração. A luz do dia oculta minha dor e minha alegria. A luz do dia, da vida, tira toda a magia. A escuridão deixa visível a discussão entre minha razão e meu coração. Debatem os dois: razão e coração Numa guerra feroz. Nada fica oculto. Nada fica na escuridão. E o bate-boca sempre termina sem solução. Continuo sempre sem saber quem realmente sou. Acalmam-se os dois vencidos pelo sono... Adormeço... que buscava saber quem sou esqueço.

⁠Esse tipo de amor... Acredito nesse tipo de amor que acontece sem horário marcado, sem avisar...
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⁠Esse tipo de amor... Acredito nesse tipo de amor que acontece sem horário marcado, sem avisar... sem ter sido milimetricamente planejado. Acredito nesse amor que acontece no cruzar de dois olhares... sem ter sido sequer esboçado. Acredito nesse tipo de amor sem véspera. Sentimento que brota num de repente. ... que muda totalmente o viver da gente. Amor não narciso. Amor que não se perde nas entrelinhas dos dias. Amor sem carência. Amor sem ausência. Amor de mergulho profundo. Amor de imensidão de encantos. Amores que se encontram apesar da imensidão do mundo.

⁠Tudo o que nasce morre Apagam-se da minha mente memórias. O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
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⁠Tudo o que nasce morre Apagam-se da minha mente memórias. O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás. Na dor do momento tudo o que nasce... morre. Uma lágrima corre. Enquanto uma onda vem... outra vai. Abismo profundo onde toda esperança cai. Equilibro-me no fio da vida. Sei por onde entrei... Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída. Sigo o caminho sinuoso aos meus pés. Era... agora já mais é. E fim.

⁠Um dia feliz acontece Amanhece... Um dia feliz acontece.
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⁠Um dia feliz acontece Amanhece... Um dia feliz acontece. Pulo da cama... Quero sair da rotina. Abro a cortina. Pulo da janela Chove uma chuvinha mansa. Chuva que invade o dia e quebra o silêncio. Danço na chuva como criança. Dançam as flores no jardim... As pedrinhas de chuva molhada a brilhar... As árvores verdinhas a se balançar. Tudo parece dançar somente pra mim.

⁠Oh! Minh'alma Oh! Minh’alma… calma Não te sintas cega
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⁠Oh! Minh'alma Oh! Minh’alma… calma Não te sintas cega Não te furtes à tua sina. Seja sempre aquela menina. Sei... sedes tens... Sede de luz! Sedenta és da fragrante luz do amanhecer... Da luz mestiça do anoitecer... Da luz morta da noite a mais e mais escura se fazer. Descalça-te do medo – inimigo perigoso. Misture as cores do destino. Ouve a voz da lucidez. Tu mais forte do que a morte já te fizeste... mais de uma vez.

⁠Em algum lugar Em algum lugar alguém está... sonhando em te encontrar.
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⁠Em algum lugar Em algum lugar alguém está... sonhando em te encontrar. Está pelo mundo caminhando... procurando... tudo esquadrinhando Olhos fitos na tua direção. Há alguém, sim, louco pra te ver chegar. E o coração completo enfim deixar. Em algum lugar alguém está a te buscar... assim: linda e sorridente... muito carinhosa e inteligente... Coração bom, que ama a todas as gentes. Sim... está lá, sonhando... Olhar de quem também quer um amor Olhar de quem tem reciprocidade... Amor que vai te amar com toda sinceridade.

⁠A lua não surgiu Luz macia. A escuridão da noite parece não querer aparecer.
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⁠A lua não surgiu Luz macia. A escuridão da noite parece não querer aparecer. Esconde-se por detrás dos altos edifícios. Ruas tumultuadas... Tanta gente apressada. Pressa que não leva a nada. A lua não surgiu no céu do anoitecer. Quer ela também brincar de se esconder. Nuvens róseas e lilases... O crepúsculo tarda. O sol não está com pressa de se esconder... Dourado... afáveis raios cobrem a terra. Paz... a noite sua hora calmamente espera.

⁠Meu desencontro Meu desencontro. Bebo a/à indiferença do mundo.
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⁠Meu desencontro Meu desencontro. Bebo a/à indiferença do mundo. Crio pontes... Em repentes... Essa linearidade da vida que roda sobre esferas. Faço-me fera. Faço-me alguns eus... Sofrem alguns... Centro-me. No centro me desconcentro... me desencontro. Difícil encontrar-se num encontro. Sigo os semiapagados rastros... Concêntrico... Homocêntrico... Estou exausta... E com os sapatos gastos.

⁠Estrada solitária A estrada solitária, muda e sombria. Musgos gélidos rangem sob meus pés.
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⁠Estrada solitária A estrada solitária, muda e sombria. Musgos gélidos rangem sob meus pés. Sigo... em frente prossigo. Não me foi outra coisa ensinado... Devo ir... prosseguir. Avisto o rio que acompanha a estrada deserta. Meu único companheiro de jornada. Não há um pássaro sequer nas árvores desfolhadas... Não há borboletas esvoaçantes, nem flores perfumadas. Uma curva logo em frente se aproxima... Meu coração bate acelerado. O amor por mim será encontrado? Mudada será minha sina?

⁠Vazio entorpecido As portas inertes. As venezianas fechadas revelam a casa vazia.
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⁠Vazio entorpecido As portas inertes. As venezianas fechadas revelam a casa vazia. Esteve tão cheia um dia... Os risos dos pequenos. As luzes acesas. O cheiro de café. Os belos quadros nas paredes. Os cafunés. O bolo quentinho no lanche da tarde. As flores na mesinha da sala. Os livros nas prateleiras. O chiar da chaleira. Hoje só um jeans surrado num canto esquecido... O resto cheio de um vazio entorpecido.

⁠Por um mundo melhor Se a estrada cansou o teu caminho Não andes mais sozinho.
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⁠Por um mundo melhor Se a estrada cansou o teu caminho Não andes mais sozinho. A estrela solitária que ainda brilha nesta manhã que vem chegando Pisca, pisca... e pisca: parece estar gritando: ‘Ninguém foi feito pra ficar só. Está escrito no vento. Muita gente anda calada. Em vez de repartir o que da vida ganhou. O mundo será um lugar muito melhor se todos olhassem mais pra Deus. E colocassem sempre em prática o que Jesus ensinou.’

⁠Viver... qual é a graça? Busco o tempo todo e em todo lugar Algo que me explique o que estou eu a fazer neste meu viver.
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⁠Viver... qual é a graça? Busco o tempo todo e em todo lugar Algo que me explique o que estou eu a fazer neste meu viver. Qual o sentido da vida? Madrugadas de sono perdidas... Alucinada busca de algo que sentido faça... De viver e no fim de tudo morrer... diga-me: qual é a graça?

⁠(Re)começar Começo novamente. E recomeço infinitas vezes.
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⁠(Re)começar Começo novamente. E recomeço infinitas vezes. Nuvens de indecisão vagam no horizonte. Indefinição. Indefinida imprecisão. Tropeço. Altos e baixos. Só precisão é o que peço. Desafios se agigantam. Provocações. Vagarosa se faz minha reconstrução. Na lentidão da mudança recomeço quantas vezes preciso for. Círculo vicioso. No fim, só quero a sensação de dever cumprido. Viver é muito comprido.

⁠Pôr do sol Um lindo pôr do sol ‘A velhice do dia’.
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⁠Pôr do sol Um lindo pôr do sol ‘A velhice do dia’. Descolore-se o céu... Noite de um cinzento forte e argentino, sem alegria. Não há estrelas brilhantes. A Lua de detrás das nuvens não saiu. Os pássaros se calam num instante. O dia desordenado apressado partiu. Pingos de chuva forte Entre folhas de frondosas árvores... A vidraça chora Mais um dia foi embora. Uma lágrima pela face corre. A vida transcorre... Eternamente mutável!

⁠Procurando por você Prelúdio... preâmbulo. Só um momento
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⁠Procurando por você Prelúdio... preâmbulo. Só um momento a distância neutra da dor-querer. No lugar onde estou perdura a miséria. Singro mares atrás de você. Foi fugaz a alegria sentida. Era tão boa com você a vida... Foi um momento... Hoje o que vivo, sem você, é mortificação... desolação. Estrada nova Caminhos do vir. O que me aguarda no dobrar da esquina? Como viverei o meu porvir? Me deixo levar... Nos labirintos da alma Me perdendo... me encontrando Quero mesmo é você nesse dédalo encontrar.

⁠Razão da minha vida És a razão de minhas manhãs. Num momento frágil,
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⁠Razão da minha vida És a razão de minhas manhãs. Num momento frágil, carente de ternura, tu enfim chegaste e tudo em poesia transformaste. És a razão dos meus dias ensolarados. O melhor de tudo, pra mim, é estar ao teu lado. Vejo tanta sinceridade em teus cuidados. És meu anjo terno e protetor... És quem Deus pra mim fez pra me abençoar com muito amor.

⁠Mutável Uma brisa suave fecha o dia. Abro os olhos devagar.
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⁠Mutável Uma brisa suave fecha o dia. Abro os olhos devagar. A luz suave do anoitecer me acalma. São tantos tons... neon policromático. Abraço-me com doçura. Penso em mim com carinho. Espero meu tempo, espero por mim. Uma incisão na alma... Agora só uma leve cicatriz... a cicatrizar Com coragem olho em frente. Tomo a proa, a embarcação agora comando... Agora suavemente sou eu que mando. Ser mutável. No chão da fria realidade vou voar.

⁠Na direção do sol nascente Olhava a Leste... na direção do Sol nascente... todas as manhãs. Sua esperança?
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⁠Na direção do sol nascente Olhava a Leste... na direção do Sol nascente... todas as manhãs. Sua esperança? Ver voltar seu bem que naquela direção um dia partiu. Tinha andado léguas e léguas, e não o encontrara. Sentia a solidão do tamanho do mundo em cada fim de tarde que retornava. Não consegue fazer calar seu coração... É sua alma gritante pedindo licença Pra ecoar sua razão: ele não deveria ter partido... deveria tê-la ouvido... as terras à Leste são longes demais... Retornar... não saberia ele mais?

⁠Flor em botão Renascer. Diferente ser.
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⁠Flor em botão Renascer. Diferente ser. Feito flor em botão criar um novo coração. Desabrochar. Da vida rasteira se levantar. Viver uma nova emoção. Curar das feridas passadas o coração. O tempo perdido no vento. As rosas em flor num caramanchão. Adormecer na saga de uma insana paixão. Acordar e viver a mais doce e forte emoção.

⁠No meu coração estás Nas gavetas do coração, guardo meus sonhos... minhas ilusões. Lá bem à vista de todos estão.
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⁠No meu coração estás Nas gavetas do coração, guardo meus sonhos... minhas ilusões. Lá bem à vista de todos estão. Não há ninguém que possa destruí-los... Um a um... todos estão bem cuidados. Belas lembranças... alegrias Bons dias... que vivi na minha mocidade. Tudo guardadinho pra todo mundo ver. Levá-los-ei pra toda a eternidade. As desilusões onde estão? Impenetráveis... bem escondidas... todas as que me fizeram padecer. No ergástulo do esquecimento com sete chaves trancafiado tudo o que me causou dor e sofrimento. Pra aflição e tormento não há vez. Nada há no meu coração que me faça recordar o que me fez sofrer. Guardo à vista em meu coração Somente o que bem a vida me fez.

⁠sem esperança Nuvens de indecisão toldam o horizonte. De novas ideias secou a fonte.
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⁠sem esperança Nuvens de indecisão toldam o horizonte. De novas ideias secou a fonte. Indefinição... indecisão... Não sabe pra que lado segue o coração. Tropeços demais pela vida. Sozinha... completa solidão sem guarida. Longe de todo acolhimento. A falta de um ombro amigo virou um tormento. Sem esperança... só desesperança há. Como então continuar? Onde buscar força e coragem? Difícil está se manter em viagem.

⁠Foste, mas voltarás Vejo meu sorriso lentamente a naufragar. Águas revoltas a me cercar.
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⁠Foste, mas voltarás Vejo meu sorriso lentamente a naufragar. Águas revoltas a me cercar. Um passado, com histórias tão lindas pra contar... Vão acabar no fundo do mar. Um adeus (in)esperado Meu mundo acinzentou. Uma onda que do mar veio E teu nome da areia apagou. Há uma imensidão de mar à minha frente. Uma imensidão de céu a me cobrir. Esperança tenho: ainda vou muito sorrir. Espero que descubras bem rápido que embora não eras pra ir.

⁠Paz que me trazes Em mim te guardo. Olho-te com ternura.
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⁠Paz que me trazes Em mim te guardo. Olho-te com ternura. Amo-te como nunca amei ninguém. Gratidão sempre pela paz que de ti vem. Nossos caminhos se cruzaram... Coisas do destino acredito eu. Agradeço essa força que nos uniu. Sou tão feliz em poder dizer que tu és meu. Te guardarei em mim... pra sempre... nosso amor, eu sei, jamais terá fim.

Esse vazio em mim ⁠Há um vazio de mim mesmo Rondando por aqui…
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Esse vazio em mim ⁠Há um vazio de mim mesmo Rondando por aqui… Algo que eu não costumava sentir. Azuis celeste, turquesa... qual é a cor mesmo deste amanhecer? Há nele alguma coisa de neon policromático. Nada apático. É o astro-rei que espia lá longe na linha do horizonte... Saiu de seu cárcere de solidão E vem alegremente alegrar milhares de corações. Colorir aquarela de mil cores cheias de emoção. E eu?... Bem, eu me espero. Sei que é preciso tempo para reaprender... Vou de novo do novo me preencher.