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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

⁠Borboletas Borboletas num sobrevoo… Sobre as flores.
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⁠Borboletas Borboletas num sobrevoo… Sobre as flores. Desamores. Desapegos. Dias sem medo. Solidão. Dor no coração. Um vento brando sopra… A melancolia toma conta… Tudo mudo no fim das contas.

⁠Minha prece Os morros lá longe na escuridão da noite que desce…
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⁠Minha prece Os morros lá longe na escuridão da noite que desce… desaparecem. Tudo, há pouco, era tão verdinho. Aos poucos, tudo em cinza se transforma. Tudo parece mudar sua forma. Chuva fininha que do céu desce. Anoitece. Tudo umedece. Pelo mundo todo faço minha prece. Um novo dia – muita paz, saúde e alegria. Um futuro sem medos. Vidas sem desassossego. Um mundo que não mais adoece. Faço, por todos, minha prece.

⁠Sem rumo Ando sem rumo. Milhares pelas estradas.
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⁠Sem rumo Ando sem rumo. Milhares pelas estradas. A vida desses corações é pura solidão. Ninguém pra estender a mão. Um pesadelo. Travo uma luta interna diariamente: sigo em frente? Na clássica maneira de sonhar com dias melhores… sigo. Engano-me? Quem me poderá dizer? Nem sei se haverá novo amanhecer.

⁠Quem poderá? Titubeio. As palavras já não se fazem mais.
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⁠Quem poderá? Titubeio. As palavras já não se fazem mais. Tudo está coberto por uma luz fraca. Os passos vão para frente, voltam para trás. Desencontros… descompassos. O pulso palpita, A alma grita. Não há mais saídas. O espelho reflete um corpo alquebrado. Olhos estatelados. Não há mais dúvidas. Sobraram apenas as certezas. A calamidade da certeza me assombra. Um corpo sem sombras. Uma mente sem dúvidas. Quem me poderá desanuviar a mente? Quem me ensinará a ver a verdade em quem mente?

⁠Distância Sou antítese do não ser… Sou e não quero ser.
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⁠Distância Sou antítese do não ser… Sou e não quero ser. Procuro-me sem querer me achar… Encontro-me sem me procurar. Sou fluxo até transbordar. Ando pelo caminho sem nenhum passo dar. Dou passos pelo caminho sem em frente continuar. Sou finitude trajada de ser. E há vezes em que nem consigo me descrever.

⁠Estou tão aqui Estou aqui. Sempre estou aqui.
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⁠Estou tão aqui Estou aqui. Sempre estou aqui. Minha estrada é completamente visível a qualquer um. Meus passos são tão previsíveis. Não sou do tipo que vai jogando migalhas pra ser encontrada. Estou na estrada… aberta a encontros. Sinalizo quando vou virar uma esquina. Não me escondo atrás de paredes invisíveis… Nem mesmo atrás de muros de tijolos. Sou tão previsível. Fácil de encontrar. Como a luz do dia sou visível. Quase tocável. Sou também extremamente reconhecível. Nada de máscaras. Nada de meia-palavras. Estou sempre aqui. E nunca pra brincadeira. Estou para valer… … e sempre inteira.

⁠Desista Nego-me a mim mesmo. Caminho a esmo…
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⁠Desista Nego-me a mim mesmo. Caminho a esmo… Afasto a cortina. Um fresta aparece. Tudo tão claro lá fora a mim me parece. Aqui dentro tudo está preso em uma teia de indefinições. Não sei mais ao certo os limites. Pergunto-me: por que insisto? Alçapões?

⁠Adormeceu o dia A suave mão da noite fechou as pálpebras do dia.
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⁠Adormeceu o dia A suave mão da noite fechou as pálpebras do dia. O dia silenciosamente adormeceu. A noite seguiu seu rumo. O doce brilho da lua refletiu no mar sereno. O brilho das estrelas foi pleno. As ondas do mar num ir e vir eterno… Seguiu a noite e a seguiu o dia. Natureza bela que se refaz e se refaz na mais completa harmonia. Foi-se a noite… chegou mais um dia.

⁠Lua Lua que passeia pelos céus. Conhece da noite o mistério.
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⁠Lua Lua que passeia pelos céus. Conhece da noite o mistério. Reflete no enorme oceano um brilho que dissimula sua beleza. Não entendo por que razão não deixa aparecer toda a sua beleza. Esconde-se timidamente por detrás de nuvens. Desaparece, por um instante, por detrás dos montes. Chega o dia. Já pode ela disfarçar no brilho do sol o que na escuridão da noite não conseguia

⁠Te amarei Falha a minha voz. Fraqueja meu passo.
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⁠Te amarei Falha a minha voz. Fraqueja meu passo. Da dança não sei mais o passo. Olhos marejados. O sol que não brilha mais. Que falta você me faz. Volta. Esquece o mal que causei. Lembra que sempre falei: não importa o que acontecer… sempre te amarei.

⁠Experiência Acabou não sendo como querias… E acabou…
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⁠Experiência Acabou não sendo como querias… E acabou… Mas não deves pensar que fracassaste. Fracassado terias se não tivesses feito. Se tivesses deixado os braços cruzados. Se tivesses deixado passar como se não existisse. Fizeste. Não saiu como querias… Mas agora tens a experiência… Sabes de algo que do contrário não saberias.

⁠Sigo Sigo. Meus sonhos persigo.
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⁠Sigo Sigo. Meus sonhos persigo. Sigo serena. Na bagagem só o que vale a pena. Meu corpo é frágil. Tenho de tomar cuidado. Massageio meus pés de quando em quando. O que me incomoda pelo caminho vou largando. Quero chegar ao fim da jornada só com o que vale a pena. Quero no fim só o peso de uma pena.

⁠A caixa Entrei mais uma vez em uma caixa. Só que dessa vez não era uma caixa de brinquedos…
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⁠A caixa Entrei mais uma vez em uma caixa. Só que dessa vez não era uma caixa de brinquedos… era uma caixa de escuridão. Tateie por toda ela. Demorei pra entender onde eu estava. Adormeci. O melhor a se fazer na escuridão é adormecer. Dormi profundo. Dormi até o fim do mundo. E olha que a escuridão não tem fim. Pobre de mim.

⁠Mapas Rasguei o mapa. Agora qualquer caminho me serve.
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⁠Mapas Rasguei o mapa. Agora qualquer caminho me serve. Não tenho ponto de chegada. Apenas sigo mais um dia por esta estrada. Não quero o futuro desvendar. Não quero placas pra me guiar. Na dança da vida rodopio. Não importa que esteja presa por um fino fio. Se encontro um desvio, me desvio. Sigo o leito do rio… ou não. Sigo na mão. Me perco na contramão. Se precisar dou voltas. Faço o caminho de volta. Perco-me. Encontro-me. Nas esquinas da vida. Sigo. Entro em becos sem saída. Deixo a vida me levar. Deixo a chuva me lavar. Deixo a vida me parir… sem medos, sem dores abismo profundo: eu sempre a cair… a cair… no fundo, no fundo só vejo flores.

⁠Escrevo Escrevo. Escrevo pra sobreviver de noites mal dormidas.
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⁠Escrevo Escrevo. Escrevo pra sobreviver de noites mal dormidas. Narro meus dias. Narro-os pra não me esquecer das tristezas nem das alegrias. Conto sobre mim. Conto sobre os outros. Conto que os amores não são poucos. Descrevo. Descrevo o que os meus olhos veem. Descrevo porque não quero que nada se apague de minha memoria. Tão solúvel. E os dias passam. Alguns lentamente demais. Outros tão normais. escrevo pra sobreviver… sobreviver a essas águas que querem pra sempre me varrer do mapa. Escrevo pra tornar visível ese fio da minha vida. Escrevo pra destatuar a dor da minha alma. Escrevo pois só a escrita me acalma.