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Frases de Rosangela Calza

1.455 frases

O mundo é uma escola Venezianas fechadas. Noite sombria.
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O mundo é uma escola Venezianas fechadas. Noite sombria. O vento sopra gélidas lufadas. Toda a casa cheia de nada. Queria poder o passado apagar. Da lama que me suja me limpar. Cresci rápido demais. E não, não há como voltar atrás. Poeira a tudo sufocar Cheiro de mofo no ar. A casa (des)nudada... Portas fechadas, desnorteadas. Tremem de frio. O mundo é uma escola E ninguém dá cola. Tive de crescer. E cresci rápido demais.

Às vezes, lembrar dói. Magoa... faz sofrer. Vontade louca de correr e correr.
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Às vezes, lembrar dói. Magoa... faz sofrer. Vontade louca de correr e correr. Pra trás a tristeza deixar Viver um eterno ressonar. Um passado descolorido Uma luz frouxa pra trás tão no pretérito abandonado. Sonho louco. Olho-me no espelho. Olhar magoado. Vejo marcas e machucados. Cicatrizes feias e fundas. A vida tem estado – no que se refere a mim – o tempo todo nas mãos com um relho.

Identidade Amanhece em mim um corpo insone
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Identidade Amanhece em mim um corpo insone sou uma ave sem nome nem sobrenome… voa na branca manhã aclareada bate as asas devagar em meio à bruma fria sozinha rasgando o céu sem destino certo voa por ares incertos… sente-se rainha.

Brinde hoje! Brinde hoje! Brinde ao dia que nasceu…
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Brinde hoje! Brinde hoje! Brinde ao dia que nasceu… Ao Sol que atrás da nuvens não se escondeu. Brinde ao amor que de braços abertos te recebeu… e com carinho e ternura te acolheu. Brinde à vida! Não está sendo fácil? Brinde… brinde à vida!!! Porque as coisas fáceis não têm graça alguma… Um brinde, então… um brinde… com muita espuma!

Eu tento Eu tento parecer normal. Mas o que dissimulo é totalmente anormal.
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Eu tento Eu tento parecer normal. Mas o que dissimulo é totalmente anormal. Eu tento não parecer insana. Mas minha insanidade beira o caos. Eu tento ser forte e firme. Mas medo é o que me define. Eu tento ser a rosa de alguém. Meus espinhos ferem a toda a gente, porém. Eu tento... tento... e tento. E de tentativa em tentativa, loucamente, eu vou morrendo. Eu tentei... eu tentei.

Aquela lembrança Retornou como um antigo erro aquela lembrança. Corri pela areia da praia para esquecê-la.
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Aquela lembrança Retornou como um antigo erro aquela lembrança. Corri pela areia da praia para esquecê-la. Coloquei óculos escuros para não vê-la Mergulhei no mar para afogá-la. Redimensionei-me. Fiz-me pequena... Corpo decomposto... Fiz tudo o que podia pra daquela lembrança não sentir mais o gosto. Retornou... simplesmente retornou. e fustigou-me.

Menina mulher Cheia de sonhos. Combatia a realidade
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Menina mulher Cheia de sonhos. Combatia a realidade Menina mulher Metade no balanço da pracinha. Outra metade se vira sozinha. Tem um tanto de delicadeza. Outro tanto de incivilidade. Às vezes é guerra... às vezes é paz. Metade é o que todo mundo vê... Outra metade só ela mesma sabe o que faz. Há nela cicatrizes. Também sorrisos nela há. Metade dela é vozerio. Outra metade silêncio. Uma parte é desiquilíbrio. Outra... está em cima de um fio.

Amo-te! Amo-te ‘quanto alto, largo e profundo’ minh’alma pode alcançar.
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Amo-te! Amo-te ‘quanto alto, largo e profundo’ minh’alma pode alcançar. Amo-te do começo ao fim do mundo. Amo-te ao quanto o infinito pode chegar. Amo-te a cada momento do dia. Amo-te à luz do sol… Amo-te à luz do luar. Amo-te todos os dias… do sol se pôr ao novo dia acabar. Amo-te tanto, meu amor Amo-te como amiga. Amo-te como amante. Amo-te por toda a ‘eternidade e de instante a instante’.

Sou prosa... sou poesia No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança. Sufocada por nova crise.
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Sou prosa... sou poesia No silêncio da madrugada sou o caos e a bonança. Sufocada por nova crise. Dormindo feito criança. Ora tempestade… ora calmaria. Às vezes sou chuva tensa… chuva densa. Às vezes sou sereno o mais sereno. Sou alegria. Sou melancolia, Ora sou paz total. Ora, guerra mortal. Sou prosa… sou poesia. Nesse mar de variação… vivo inteira o meu dia a dia…

⁠Itinerante Itinerante... percorro o mundo. Mero vagamundo vagabundo...
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⁠Itinerante Itinerante... percorro o mundo. Mero vagamundo vagabundo... Uma próxima jornada está prestes a acontecer... Tudo o que vai ser simplesmente vai ser. ... Perdas e danos você causou... Gélida... glacial. Insensível... indiferente. Como se eu fosse invisível... Diante de minha dor ficou impassível. ... Amor perdido... confundido. Unilateralmente sentido. Tudo o que vai ser... vai ser distante.. errante ... de mim nunca mais nada você vai saber. ... É inútil tentar escrever a própria vida palavra por palavra? Terá o destino sempre a última palavra?

⁠Saudades A tarde passa lentamente. O dia aninha-se nos braços da noite.
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⁠Saudades A tarde passa lentamente. O dia aninha-se nos braços da noite. Pássaros cantam sem tanto alarde. E eu... eu apenas contemplo. Não há mais lamento Tu te foste... Outros braços te abraçam E eu sorrio... sonho: são os meus lábios que sentes é o meu calor que te aquece... Tu, de mim, jamais te esqueces. Sonho... aos poucos umas lágrimas rolam dos meus olhos... Silenciosamente... Sinto saudades.

⁠Este deserto em que estou não é um lugar definitivo. Estou de passagem. E, enquanto nele estou, aproveito a paisagem...
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⁠Este deserto em que estou não é um lugar definitivo. Estou de passagem. E, enquanto nele estou, aproveito a paisagem... Mas... não só. Nele aprendo que tudo é e não é. Nele descubro o que é necessário e o que desnecessário é. Nele me vejo em miragens. Há fantasias... e utopias. Nele me dou o direito de transformar sonhos em realidade... e também de vê-los como meras alegorias... Nele me alimento de suor e lágrimas. Nele deixo-me reflorescer como os brancos e perfumados lírios. Nele vejo um céu mil vezes mais estrelado. Nele misturo certo o que parece errado. Nele o turvo é desnublado. Dos pequenos restos que de mim restam resta quase nada. ... só o tempo de uma jornada. Meu deserto é o tempo e espaço de uma parada... é chuva de areia que minh’alma branqueia.

⁠Me refaço Volta e meia entro nesta escuridão. O dia que não se faz jamais dia.
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⁠Me refaço Volta e meia entro nesta escuridão. O dia que não se faz jamais dia. A noite que se repete livre pra ser noite todo dia. Eu sei que vale a pena... esse vale da morte. Desafios, incompreensões, períodos de crise... Fatalidade do destino: perder meu tino. Vai secando o meu mar... Estou prestes a me afogar... no desespero e confusão... dessa profusão de tristeza. Mas eu dou a volta por cima... volta e meia respiro o ar viciado ao meu redor e me liberto... um novo balão de oxigênio... um riso belo de aconchego... a certeza da tua beleza. Tal Fênix... renasço... assopro as cinzas pra longe... Dos laços me desfaço. Faço-me nova... Mais uma vez minha vida se renova. De gota em gota me refaço.

⁠Sigo... eu consigo Só tenho de continuar respirando Tal náufrago tenho de continuar tentando.
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⁠Sigo... eu consigo Só tenho de continuar respirando Tal náufrago tenho de continuar tentando. Ondas me submergem. Nada à vista. Mas também não há lugar pra ir. Perambulo. Na próxima esquina o escuro. Nada do outro lado do muro. Ruas desertas. Sentidos em alerta. Titubeio... vacilo... hesito Ondas de frio me submergem. Lembranças me consomem. Por que o amor vem... e some? Visões de oásis... Sonhos vãos? Nada é em vão... Sigo. Um porto seguro... Alguém trará amanhã consigo? Amanhã o sol vai nascer... Quem sabe o que a maré vai me trazer? Sigo... ... consigo!

⁠Percepção A sensação era de estar desperta... Alerta!
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⁠Percepção A sensação era de estar desperta... Alerta! Mas, na verdade, devia de sonambulismo constante sofrer. O Sol não tinha o calor do verão... parecia ter continuado a dormir depois de o inverno ter chegado ao fim. Fazia frio... Mas a fria sensação não a fazia tremer Parecia não haver nada a temer. Nada a atemorizar, nada a exorcizar. Seus demônios eram só seus... Na sua sonolência desperta... Ou no seu despertar sonolento... Ah! tanto faz... de continuar do jeito que estava pela eternidade era capaz. Nunca acordava totalmente... vivia um pouco dormente... em estado latente... demente. Não via luz nenhuma no fim do túnel. Não se sentia membro da raça humana. Então continuava... do jeito que estava... continuava... Mas... de vez em quando... não aguentava, meio que se revoltava... ... e chorava. Who cares?

⁠Deserto Atravesso desertos fora de mim. Não encontro oásis no recôndito de minha alma.
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⁠Deserto Atravesso desertos fora de mim. Não encontro oásis no recôndito de minha alma. Deserto incerto... Nada é proporcional. Miragens de mim. Desejo intencional. Deste-me um beijo. Disseste-me adeus. Gosto amargo e seco. Tempestade de areia. Uma serpente serpenteia. Grito em silêncio. Ecos num vazio amargurado... Tudo desajustado. Oásis embaciado.

⁠Deixe-me Deixe-me, como a noite deixa o dia... Nas trevas, na escuridão total... quando nada mais reluz.
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⁠Deixe-me Deixe-me, como a noite deixa o dia... Nas trevas, na escuridão total... quando nada mais reluz. O Sol mergulha na fenda do horizonte. Engole, a noite, todos os raios da mais ínfima luz. Cobre-se com a escuridão o céu. A noite... o dia seduz. Deixe-me... Prefiro a escuridão da solidão. Prefiro a dor da verdade escancarada das tristes, frias e vazias madrugadas. Deixe-me... Apenas... deixe-me. Eu sei me virar sozinha. Eu sei lidar com a perda. Eu sei trancar a porta... Apagar as luzes... artificiais... Entrar no quarto e ficar quietinha... Chorar baixinho... Já me convenci a viver bem... sem o seu carinho. Aprendi a viver na falta de luz de calor do seu amor... ...só não aprendi, como a noite, a acreditar na mentirosa luz das estrelas.

⁠Um pouco de felicidade Tento segurar com as mãos um pouco de felicidade... Mas tudo são saudades.
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⁠Um pouco de felicidade Tento segurar com as mãos um pouco de felicidade... Mas tudo são saudades. Passam em minha mente filmes de nossa trajetória... nossa história. Falas eternizadas no passado Ruídos arrastados. Voos de esperança que vem como ondas do mar... Espero com toda a esperança que um dia voltes a me amar.

⁠Meus sonhos Coração machucado dentro do peito
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⁠Meus sonhos Coração machucado dentro do peito bate descompassado. É tu que lá vens. Guerreiro sem escudo Bate forte... mantém-se mudo. É tu que lá vens. Coração magoado chora baixinho ama grande se faz pequenininho. É tu que lá vens. Machucar mais meu coração... Faz isso não... Vá embora, mas vá pra sempre Diga adeus definitivamente Não volte nos meus sonhos Se eles não são mais os teus.

⁠Despedida eterna Uma dura concha de indiferença se formou sobre minhas emoções... Esse o resultado de tua passagem pela minha vida.
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⁠Despedida eterna Uma dura concha de indiferença se formou sobre minhas emoções... Esse o resultado de tua passagem pela minha vida. Os girassóis deixaram de acompanhar o Sol em seu caminho... E ele agora segue sozinho. Meu sorriso se apagou Como apaga as pisadas na areia a onda que pela praia solitária vagueia. Evito lugares desconhecidos. Evito lugares já idos. Evito acordar de manhã. Evito dormir quando a noite chega. Estou em suspensão... Em nada me envolvo com paixão... Submerjo... não absorvo... nada pra vida devolvo... Sou eterna interrupção. Só teima em continuar a bater batidas novas meu coração. Tua passagem pela minha vida... Eterna despedida.

⁠Fim Lágrimas brotavam dos meus olhos perdidos. Os olhos transbordados não conseguiam mais contê-las.
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⁠Fim Lágrimas brotavam dos meus olhos perdidos. Os olhos transbordados não conseguiam mais contê-las. O sofrimento escorria pelas mãos... Ensina a decepção... mas machuca o coração. Muito mais a noite se fazia noite... O tempo era-me um eterno açoite. Afastava-me de ti... que eu só queria que estivesse aqui. Mas o tempo cura... não é isso? Dias e noites passaram... O tempo passou... A dor o tempo curou... e o amor acabou.