Auto algozes...
Saudade de ti Poesia!
Saudade dos versos ferinos;
dos versos sem seca ou denodo,
eivados de tons destemidos...
Cansei de escutar “céu azul”;
chamarem legal o ruim.
Zumbis se sucedem, eu vejo!
Tirando os tapetes dos pés,
entregam aos maus o pavês.
Eis! Lambem os pés, são pisados
e abanam rabinhos usados.
Até onde irá o mundo? Qual será o seu limite?
A Verônica Miyake (Verônica Miyake), num ritmo frenético, nos abre os olhos ante essa realidade...
São sutis, subliminares,
As mensagens das novelas
E as músicas populares,
Que nem são assim tão belas
Mas enganam, sim, milhares.
Contra a corrente...
A falsidade é tanta que tem horas
nas quais eu tenho dúvidas, confesso,
se estou lutando certo ou disperso.
“Justiça por que tanto tu demoras”?
“Minh’alma és tu honesta! Por que choras”?
Eu sei, o mundo está num retrocesso,
mas isso é tudo parte do processo.
“Oh! Mal por que a ti mesmo não devoras”?
Questões de consciência? A maioria
não faz a diferença para mim
que uso meios justos para o fim!
Eu sei que qual os outros poderia
eu ser fingido e dar a primazia
ao mal, mas eu não sou tão fraco assim!